A USP (Universidade de São Paulo) mostra à sociedade apenas a sua cara de melhor universidade do Brasil, uma máscara de escola modelo. Contudo, dentro desta escola as coisas são diferentes, uma vez que alguns alunos são submetidos a humilhações, ilegalidades, arbitrariedades, tiranias e a uma intensa opressão, seja por parte de professores, seja por parte de funcionários ou falsos colegas.
A USP é rica, branca e extremamente racista. Nela a lei nem sempre é seguida e os Direitos Humanos constam apenas dos livros didáticos. As ilegalidades e arbitrariedades praticadas são escondidas, camufladas, dissimuladas. Os processos administrativos abertos, para apurar ilicitudes, desaparecem na lentidão da burocracia, podendo serem trancados com "canetadas" ou terminarem com a aplicação de medidas irrelevantes. Isso quando são abertos.
Na USP a teoria é distante da prática. A teoria ensina a justiça, a seguir a lei, a ter compaixão, a ser imparcial, a defender o patrimônio público contra os ataques da corrupção, a ser honesto. Mas a prática, os atos e as condutas nesta universidade ensinam que o crime compensa e remunera muito bem, que o interesse individual predomina sobre o interesse público, que a lei se aplica somente contra os inimigos, que a injustiça é o melhor caminho e a corrupção uma virtude. Portanto, na USP há uma grande distância entre o que se ensina e o que se faz.
Neste sentido, é pertinente citar algumas palavras do Sermão da Sexagésima do Padre Vieira, que diz:
Ter nome de pregador, ou ser pregador de nome, não importa nada; as ações, a vida, o exemplo, as obras, são as que convertem o mundo. O melhor conceito que o pregador leva ao púlpito, qual cuidais que é? É o conceito que de sua vida têm os ouvintes. Antigamente convertia-se o mundo; hoje por que se não converte ninguém? Porque hoje pregam-se palavras e pensamentos; antigamente pregavam-se palavras e obras.
Palavras sem obras são tiro sem bala: atroam mas não ferem. A funda de Davi derrubou o gigante, mas não o derrubou com o estalo senão com a pedra. (...) Para falar ao vento, bastam palavras: para falar ao coração, são necessárias obras. (...)
Se quando os ouvintes percebem os nossos conceitos, têm diante dos olhos as nossas manchas, como hão de conceber virtudes? Se a minha vida é apologia contra a minha doutrina, se as minhas palavras vão já refutadas nas minhas obras, se uma coisa é o semeador e outra o que semeia, como se há de fazer fruto? (Clique aqui para ler o texto completo).
Certamente, existem professores, funcionários e alunos da USP que são gente honesta e de ilibada idoneidade moral. Pessoas justas que seguem a lei e que acreditam que podem mudar esse país, colocá-lo de volta nos eixos. Contudo, essas pessoas são minorias. Minorias caladas que assistem a tudo e nada fazem. Na USP, certamente, se aplica a célebre frase do Betinho: "Há um inconformismo verbal acompanhado de um conformismo prático". Não concordam, mas não fazem nada para impedir que o mal continue crescendo e alimentando as injustiças.
Porém, o ilustre leitor que analisa este texto está cheio de incredulidade. Deve estar se perguntando: "A USP ? Será ?!" Portanto, vamos ao relato dos fatos que me aconteceram, e acontecem, nesta Universidade. Tudo o que será relatado consta de processos administrativos arquivados na Faculdade de Direito, na Reitoria da Universidade, ou então, no Ministério Público de São Paulo. Contudo, apesar desses órgãos terem conhecimento dos fatos relatados pouco, ou nada, se fez para coibi-los ou punir os responsáveis pelas ilegalidades e injustiças.
DOS FATOS
Como estagiário da Seção de Informática e como aluno da Faculdade de Direito e da USP, percebi, no ano de 2001, que as contratações de estagiários para esta seção estavam sendo realizadas de forma ilícita e desvirtuada pelo funcionário responsável, que trazia, para estagiar na Faculdade de Direito da USP, parentes, amigas de parentes e alunos de universidades particulares, deixando de lado os alunos da Faculdade e de outras unidades da Universidade. E, para legitimar esses estágios, o funcionário obrigava a Faculdade de Direito a assinar convênios de estágio com instituições privadas de seu interesse. A primeira pergunta que fiz foi: por que trazer alunos de fora se na USP existiam centenas de estudantes precisando de estágio?
Não obtive respostas, mas a verdade se apresentou. De repente apareceram, na Seção de Informática, fotos do funcionário citado com os estagiários contratados por ele. Com um deles tinha ido para Europa, com o outro, para as praias do Nordeste. Se isso ocorresse em uma empresa particular seria mérito do elemento, mas na administração pública isso é crime. Não perdi mais tempo e denunciei as ilegalidades para a Diretora da Faculdade.
Imediatamente a Diretora da Faculdade mandou instaurar um processo administrativo. Não para apurar os fatos contra o funcionário, mas sim contra a minha pessoa. Alegavam que eu tinha ofendido a moralidade do funcionário ao relatar os fatos ilícitos. Vejam vocês: denunciei ilegalidades e, por denunciar tais fatos, mandaram me processar. Tentaram, com este gesto, ensinar-me a seguinte lição: no Brasil, quando você assiste a um crime, deve ficar calado e fingir que não viu nada, deixa que as ilegalidades e as corrupções proliferem, pois você não tem nada com isso. Tentaram me ensinar isso, mas eu não aprendi. Acho que sou um pouco burro.
Além desse processo na Faculdade, encaminharam uma representação à polícia, sob a mesma argumentação, e pedindo a abertura de inquérito policial (DIPO 050.01.082176-7/0000). Mas o que mais me surpreendeu foi o testemunho da Diretora da Faculdade no inquérito policial. Certamente, ela foi como testemunha do funcionário.
Em outras palavras, cometeram diversas ilicitudes e ilegalidades na administração pública. Eu denunciei os fatos à autoridade competente e esta, ao invés de apurar as ilegalidades mandou abrir um processo administrativo para prejudicar-me. Além disso, a autoridade competente, foi falar mal de minha pessoa na polícia. É importante lembrar que estamos falando de uma Faculdade de Direito, a mais importante e tradicional do Brasil. O prédio da Faculdade pode ser importante e tradicional, mas algumas pessoas que estão lá dentro simplesmente não prestam.
Na polícia, o Ministério Público decidiu pelo arquivamento do inquérito policial, assinalando o "animus narrandi" do requerimento que eu havia encaminhado à Direção da Faculdade. (Clique aqui para ler a decisão).
Na Faculdade de Direito eu simplesmente ignorei o Processo Administrativo, pois uma arbitrariedades e uma ilegalidade dessas não pode nem ser levada em consideração. Até hoje eu acho que esse processo foi uma piada, pois é tão absurdo que não pode ser verdadeiro.
Diante da posição sensata e justa do Ministério Público, decidindo pelo arquivamento do inquérito policial, protocolei uma representação contra a Diretora da Faculdade e contra o funcionário citado, relatando as irregularidades e as arbitrariedades que estavam ocorrendo na Faculdade de Direito. Surpreendentemente, o Ministério Público começou a enrolar, mudou de lado. Depois da representação passar pelas mãos de diversos promotores (uns eram alunos da Faculdade e outros eram ex-alunos) e não ter mais espaço para a protelação, decidiram pelo arquivamento da representação.
Mas por que isso aconteceu ? Porque os promotores públicos, se não foram alunos de graduação, foram (ou são) alunos de pós-graduação da Faculdade de Direito da USP. Se não foram e nem são alunos desta Faculdade pretendem ingressar nela como professores. Portanto, de uma forma ou de outra, não querem se indispor ou investigar professores ou funcionários da instituição, uma vez que isso lhes fecharia definitivamente a porta de entrada para a USP.
Portanto, percebam que a USP tem grande poder de fogo nas entranhas do Estado. Atuam ilegalmente e ilicitamente e nada acontece. O promotor não denuncia e se o faz o juiz arquiva. A USP, diria as autoridades envolvidas, é "Cosa Nostra". Digo isso porque entrei com uma reclamação trabalhista (39 VTSP/50732002/PJF=02014200203902006) contra a mesma Faculdade e, surpreendentemente, o Juiz não deixou o advogado, que me representava, falar na audiência. O advogado abria a boca e o juiz gritava: indeferido. O advogado tentava de novo, lá vinha outro: indeferido. Foi assim até o término da audiência. Além disso, os funcionários da Faculdade de Direito, ligados ao elemento que eu tinha denunciado, estavam em peso na audiência - todos para falarem mal de mim.
Fui investigar o porquê de tamanha arbitrariedade do Juiz trabalhista e descobri que ele havia se formado na Faculdade de Direito da USP nos anos 80. Certamente, a sua gratidão pela Faculdade era grande, pois preferiu matar um direito e cometer uma injustiça, no exercício de sua função, a julgar contra a USP. Realmente a USP é uma verdadeira "Cosa Nostra".
A partir do momento em que denunciei o funcionário da Faculdade de Direito, as represálias e perseguições a minha pessoa se intensificaram, inclusive a minha família começou a temer por minha vida e solicitou-me a identificação dos principais "cabeças" da conspiração, uma vez que se eu sofresse alguma espécie de atentado uma rixa de sangue seria iniciada contra os conspiradores.
Contudo, para se entender um pouco do ambiente de violência existente no âmbito de minha família, faz-se necessário, neste ponto, relatar alguns fatos familiares.
Ao longo de sua trajetória a minha família foi submetida a diversas tiranias e opressões e sempre respondeu, ao cerco estabelecido, com violência e sangue. Certamente, eu não me orgulho disso, porém, isso explica o meu jeito de ser e pensar, pois fui educado num regime no qual a honra se lava com sangue e o inimigo tem que ser perseguido até a morte. Porém, não aprendi a ser legalista, mas justo. A lei é irrelevante e passageira, mas a justiça é divina e não pode ser ignorada. Para cada injustiça concretizada existe uma vingança a caminho.
Por isso está escrito na Bíblia, no livro de Salmo: "O justo se alegrará quando vir a sua vingança. Lavará seus pés no sangue do ímpio." E também no Alcorão: "Mobilizai tudo quanto dispuserdes, em armas e cavalaria, para intimidar, com isso, o inimigo de Deus e vosso, e se intimidarem ainda outros que não conheceis, mas que Deus bem conhece. Tudo quanto investirdes na causa de Deus, ser-vos-á retribuído e não sereis defraudados." (008.060 - Sura Al - Anfal).
Portanto, a injustiça semeada alimenta o ódio e o desejo de vingança. E quem age para fazer justiça não sofre restrição de sua consciência e não teme nada, nem a própria morte. Por isso, os terroristas morrem felizes, pois acreditam que aquilo que estão fazendo é justo e agrada aos olhos de Deus, que lhes abre as portas e o caminho do paraíso.
Minha família, pelo lado de minha mãe, enfrentou os exércitos de Hitler na Alemanha e na Polônia, inclusive alguns deles foram mortos em campos de concentração nazista. Já pelo lado de meu pai, meu avô, nascido em 1904, contava com 18 anos completos em 1932. Para piorar morava na região da Serra da Mantigueira, próximo da cidade de Santo Antônio dos Pinhais. Logo, assim que iniciou a revolução constitucionalista, o inspetor de quarteirão do local intimou meu avô a ingressar nas forças paulistas e a atuar na região da barreira (divisa de Minas com São Paulo), bem na porta de entrada do exército de Getúlio. Em outras palavras, meu avô não foi para a guerra, mas ela foi até ele.
Esses dois fatos marcaram profundamente minha família. Contudo, quando a coisa está ruim, sempre pode piorar. E o pior aconteceu e se concretizou em 1955 no lado de minha mãe. Na época ela ainda não havia nascido e tinha 7 meses. Seu pai, Victor Garcez, era um exímio tocador de bailes e passava as noites em festas. Por conta disso, começou a arrumar namoradas e a agredir fisicamente minha avô. Inconformado, meu bisavô, seu Antônio, homem justo e de respeito, foi procurar o delegado de polícia e pedir providências (estamos em 1955, na Cidade de Ibaiti-Pr).
O delegado, ao ouvir a história, resolveu o caso rapidamente. Mandou meu bisavô dar uma surra de chicote em Victor Garcez. Seu Antônio, homem que não temia nada e nem ninguém, montou em seu cavalo e foi para casa. Dias depois encontrou Victor e não teve dúvidas: ainda em cima do cavalo, puxou o "rabo de tatu" e deu várias bordoadas no meu avô. Victor também não teve dúvidas: segurou no freio do cavalo com a mão esquerda, sacou o punhal da cintura com a mão direita e deu duas punhaladas certeiras no peito de meu bisavô, que morreu ali mesmo, no local. Este caso instaurou o primeiro tribunal do júri da cidade de Ibaiti-Pr, em 1955.
Esse fato desestruturou completamente a família de minha mãe, pois os dois únicos homens da família desapareceram, ficando apenas mulheres em uma família rigidamente patriarcal e centralizada. Seu Antônio foi para o cemitério e Victor para a cadeia. Além disso, quando a coisa está ruim sempre pode piorar, alguns jagunços e oportunistas, percebendo que só haviam mulheres na casa, invadiram e tomaram as terras e o patrimônio (gado, cavalos, etc) da família. Com isso, abandonaram-se os sobrenomes de família e uma pedra foi colocada encima da história, proibindo-se que a mesma fosse narrada aos descendentes.
Por isso, a primeira coisa que ouvi de minha família, quando relatei-lhes as perseguições que vinha sofrendo na Faculdade foi: "precisa de um pistoleiro ou você mesmo faz o serviço?" Certamente, desconsiderei tais opiniões e reafirmei-lhes a minha fé no judiciário e na justiça, relembrando que não concordava com os métodos de ação da família. Entretanto, assinalei que primeiramente eu buscaria o caminho da legalidade (no modelo brasileiro é a única forma de obter justiça) e somente utilizaria a autotutela se o judiciário falhasse na perseguição dos culpados. E o judiciário falhou.
O primeiro fato que mostrou isso foi a agressão que sofri na Seção de Informática da Faculdade de Direito. Agressão perpetrada por um estagiário do funcionário denunciado. Além disso, meu contrato de estágio foi revogado unilateralmente.
Contra o agressor pedi a abertura de outro processo administrativo (Processo n. 200.1.747.2.7) e entrei com uma queixa crime no Juizado Criminal da Barra Funda. Na Faculdade o processo terminou com uma advertência verbal ao aluno. A justiça criminal ?! Bem, todo mundo sabe que a justiça (judiciário) é cega. Tão cega que não conseguiu intimar o indivíduo que tinha endereço certo e determinado. Logo, esgotou-se o tempo para punir a conduta ilícita. Contudo, a verdadeira justiça é divina. Pode tardar, mas não falha nunca.
Além disso, passaram a perseguir-me acirradamente no alojamento da Faculdade de Direito - Casa do Estudante. Sofri, neste período, todos os tipos de humilhações, injúrias, arbitrariedades e ilegalidades.
Na Casa do Estudante passei a ser atacado diretamente e, se não fosse a minha frieza e calculismo, a esta hora muita gente estaria morta e enterrada, pois o mesmo sangue que corre (corria) nas veias de meu avô, Victor Garcez, também corre em minhas veias. A diferença é que meu avô é (era) explosivo e agia (age) no calor do momento. Eu não herdei essa característica dele. Eu prefiro pensar sobre o caso, ver as possibilidades, o melhor caminho para a resposta. Esperar que o inimigo esqueça e durma, que o tempo recupere a normalidade das coisas. Por isso, planejo detalhadamente minhas ações. Não me importo com o tempo, pois os tiranos e opressores não tem como sair do planeta. Além disso, o tempo é amigo dos oprimidos e inimigos dos opressores.
Neste sentido, são pertinentes as palavras de Jurandir Freire Costa:
No Rio de Janeiro, uma senhora dirigia seu automóvel com o filho ao lado. De repente foi assaltada por um adolescente, que a roubou, ameaçando cortar a garganta do garoto. Dias depois, a mesma senhora reconhece o assaltante na rua. Acelera o carro, atropela-o e mata-o, com a aprovação dos que presenciaram a cena. (...)
Ao expor as pessoas a constantes ataques à sua integridade física e moral, a violência começa a gerar expectativas, a fornecer padrões de respostas. Episódios truculentos e situações-limite passam a ser imaginados e repetidos com o fim de caucionar a idéia de que só a força resolve conflitos. A violência torna-se um item obrigatório na visão de mundo que nos é transmitida. Cria a convicção tácita de que o crime e a brutalidade são inevitáveis. O problema, então, é entender como chegamos a esse ponto. Como e por que estamos nos familiarizando com a violência, tornado-a nosso cotidiano.
Em primeiro lugar, é preciso que a violência se torne corriqueira para que a lei deixe de ser concebida como o instrumento de escolha na aplicação da justiça. Sua proliferação indiscriminada mostra que as leis perderam o poder normativo e os meios legais de coerção, a força que deveriam ter. Nesse vácuo, indivíduos e grupos passam a arbitrar o que é justo ou injusto, segundo decisões privadas, dissociadas de princípios éticos válidos para todos.
O crime é, assim, relativizado em seu valor de infração. Os criminosos agem com consciências felizes. Não se julgam fora da lei ou da moral, pois conduzem-se de acordo com o que estipulam ser o preceito correto. A imoralidade da cultura da violência consiste justamente na disseminação de sistemas morais particularizados e irredutíveis a ideais comuns, condição prévia para que qualquer atitude criminosa possa ser justificada e legítima.(Clique aqui para ler o texto completo).
Na Casa do Estudante, acuado e sendo atacado por todos os lados, comecei a me armar e a ver na violência a única saída possível, pois a legalidade havia fenecido completamente, logo a única possibilidade de ser fazer justiça seria por meio da autotutela. O Estado era conivente com os infratores e a Universidade mais uma "Cosa Nostra" na praça.
Esta é a posição da USP: somente atua, ou finge que atua, quando alguém morre. Aí vão investigar e tomar providências, para enterrar o morto e expulsar o criminosos. Não analisam os fatos de fundo, as tiranias e a opressão acarretadas pelo sistema. Ninguém mata sem motivo, até mesmo os bandidos psicopatas tem um motivo para agirem. Por isso, a sabedoria popular diz: "quem mata sabe porque está matando e quem morre sabe porque está morrendo".
Suportar o riso da impunidade estampado na cara de pessoas que roubaram coisas suas, tiraram direito seu e trabalham para te prejudicar não é coisa fácil, ver as injustiças crescendo e o mal ganhando todas é muito dolorido. Parei de assistir as novelas da globo por causa disso. Porque não suporto ver uma pessoa praticando maldades, injustiça, ilegalidades e arbitrariedades e obtendo sucesso, sendo ovacionada, aplaudida. Rezo todos os dias pedindo a Deus que envie um anjo vingador ou que me autorize a criar e comandar um exército de guerrilheiros, ou de terroristas, para fazer justiça e conter o avanço da maldade e da perversidade neste país. Ainda não obtive resposta, mas se ela vier um dia eu aceitarei a missão e aplicarei toda a minha inteligência neste trabalho.
Além disso, é importante assinalar que a própria sociedade já não suporta mais tanta injustiça, tanta roubalheira, mensalões, mensalinhos. Quando se acredita que a justiça chegou e prendem o ladrão, o STF manda soltar, mesmo que isso contrarie sua própria súmula. Se fosse um pobre, negro ou índio ficaria na cadeia trinta anos. Mas o que é mais revoltante é o fato desses bandidos roubarem o dinheiro público e utilizarem esse mesmo dinheiro para pagar os advogados, comprar o juiz, etc. E pior, os bandidos irão vencer.
Vejam o caso do Juiz Nicolau, ex- aluno da Faculdade de Direito da USP, roubou milhões. A justiça recuperou um pouco, mas o resto continua bem escondido. Ele vai cumprir a pena, vai sair da prisão e terá milhões para gastar. Quem trabalha dia após dia, mesmo ganhando muito bem, por décadas a fio não consegue ajuntar a quantia de dinheiro que ele vai ter para gastar. Resumindo, é melhor roubar milhões, esconder bem escondido, ir para a cadeia e ficar lá (sem fazer nada e comendo bem) por dez anos, no máximo, e sair, depois da pena cumprida, para gastar o dinheiro em alguma ilha tropical do pacífico. Burro é quem fica querendo ser honesto, achando que o trabalho pode enriquecer e que há justiça neste país.
Penso que os tiranos e opressores, os corruptos e ladrões do patrimônio público pensarão duas vezes antes de agir, cometer injustiças, roubar a coletividade, sabendo que existe um grupo, ou alguém, que irá persegui-los até tomar tudo de volta, até que a justiça seja completamente realizada. Alguém que não está sujeito aos entraves e a lentidão do judiciário, nem a corrupção da polícia. Alguém que irá julgá-los, não de acordo com a letra ambígua da lei atual, mas nos termos da justiça que acompanha o homem ao longo de sua história e que tem milhares e milhares de anos de existência.
A USP tem culpa nas mortes que ocorrem dentro da Universidade, ou que são praticadas por seus alunos. E, nos últimos anos, foram diversas mortes. Basta lembrar o caso da poli, do estudante de medicina morto na piscina, do estudante de medicina que matou no shopping e agora este caso do estudante de jornalismo. Não vejo tantos crimes violentos ocorrendo em Universidades. Por isso, digo que algo está errado, muito errado na USP e atribuo o excesso de violência à tirania e a opressão do sistema USP, que é uma verdadeira "Cosa Nostra"
Voltando ao meu caso, diante do excesso de truculência na Casa do Estudante e temendo dar o primeiro tiro, acertando apenas um dos inimigos e não corja completa, decidi parar o Curso de Direito, trancando a matrícula. Passei, então, a dedicar-me a garantir a minha segurança e a planejar um enfrentamento direto com os tiranos e opressores, pois eles conseguiam paralisar as autoridades públicas (promotores públicos, a polícia e o Estado) e impediam a ação da lei, logo, a realização da justiça e por isso, a única forma de romper a barreira que criaram seria por meio da violência.
Como a minha família pretendia obter terras devolutas no Norte do Brasil e eu pretendia aprofundar minhas pesquisa sobre a criminalidade organizada e o narcotráfico, embarquei para a Colômbia. Pretendia matar todos os coelhos com uma única bomba: descobrir as melhores terras, realizar minhas pesquisa e receber treinamento de guerrilha e terrorismo com as Farcs, principalmente instrução de armamento de guerra e fabricação de bombas. Assim, caso eu me convencesse de que o único caminho contra a tirania e a opressão era o início da luta armada estaria preparado para instruir os demais camaradas que viriam me auxiliar.
Assim que viajei, os tiranos e opressores, alunos da Faculdade de Direito da USP, dizem que apoiados por professores, arrombaram e invadiram o apartamento que eu ocupava na Casa do Estudante. Fizeram o serviço sem nenhuma autorização judicial, sem nenhum fundamento legal ou coisa parecida. Mas além de arrombarem o apartamento, aproveitaram para furtar os melhores livros de Direito e Literatura que eu possuía. Furtaram também material de informática, etc. (Clique aqui para ler a representação protocolada no MP).
Além disso, puseram um novo morador no local. Morador este que passou a utilizar minhas coisas como se fossem dele. Havia no apto máquina de lavar, computador, telefone, etc. Lembrem-se: estou falando de Universidade de São Paulo, mais especificamente da Faculdade de Direito, de alunos da Faculdade de Direito da USP. Futuros juízes, promotores e advogados. Futuros operadores do direito e da justiça. Portanto, vejam a qualidade moral e ética dessa gente. Vejam a extensão das injustiças, dos crimes, das ilegalidades e arbitrariedades que praticam. Vejam como tem sido difícil para eu continuar trilhando o caminho da legalidade no meio de gente como esta.
Certamente, reitero o que afirmei anteriormente, não são todos os alunos da Faculdade de Direito que fazem isso, assim como não são todos os professores daquela Faculdade que apóiam este tipo de coisa. Existem grupos específicos, grupos de bandidos infiltrados na USP que praticam essas condutas. Gente que atua a margem da lei e de acordo com sua própria vontade e cujo interesse na Universidade é expropriá-la de seu patrimônio. Estão na USP para enriquecer-se, para satisfazer seu ego pessoal e seus interesses desvirtuados.
Soube da invasão quando estava na cidade de Letícia, na Colômbia, e solicitei que um amigo meu fosse até o apto pegar o meu passaporte. Ao chegar lá encontrou o outro morador ocupando e utilizando minhas coisas. Esse amigo não disse nada, pegou o passaporte e me enviou pelo Correio, avisando-me do ocorrido. O ódio que eu sentia foi triplicado e o desejo de vingança, que estava murcho, foi revigorado. Imagina se isso tivesse acontecido com você: você sai para viajar, seu vizinho derruba a porta da sua casa, entra nela, rouba aquilo que lhe interessa e põem para morar, na sua casa, o amigo dele. Isso é justo. Isso é direito. Na minha opinião isso é crime. E é crime grave, principalmente porque foi cometido por alunos de uma Faculdade de Direito: a mais tradicional faculdade de Direito do Brasil - a Faculdade de Direito da USP.
De Letícia fui para a Serra do Traíra, pois há um acampamento das Farcs, no lado colombiano, próximo desta região. No acampamento observei que o armamento de instrução estava um pouco ultrapassado e que os conhecimentos que possuíam sobre bombas e ações terroristas eu já tinha obtido na internet. Além disso, os guerrilheiros estavam necessitando de mais armas e munição, inclusive estavam comprando armamento de oficiais corruptos do exército e da inteligência brasileira, inclusive utilizavam fuzis brasileiros. Mas isso é irrelevante.
Contudo, fui informado pela inteligência guerrilheira que encontraria o que necessitava no Paraguai. Vejam só. Fui tão longe para saber que aquilo que eu precisava estava próximo de minha casa no sul do Brasil. O mundo é cheio de surpresas. Assim depois de ter vistos as terras, ter feito minhas pesquisas e conversados com os guerrilheiros, retornei para o Brasil e fui para a casa de minha família no sul do Brasil.
Meus familiares, ao saberem da invasão do meu apto e do fato de ter outro morador residindo no local e usando minhas coisas, queriam vir para São Paulo, comprar um caminhão tanque de gasolina e incendiar o prédio. Novamente contive os ânimos. Porém, já não reafirmei-lhes minha fé no judiciário e na justiça da lei, uma vez que depois da viagem, e devido a fatos que ocorreram nela, eu via claramente que o único caminho possível para a justiça era a autotutela. Por isso, disse aos meus familiares apenas: deixa que eu resolvo.
Um dos fatos mais marcantes que presenciei na viagem foi um assassinato. Ocorrido a cerca de 5 metros de onde eu estava e tendo como protagonista alguns traficantes colombianos. O fato ocorreu em um restaurante no qual eu estava almoçando. O indivíduo morto estava sentado a minha esquerda, no fundo do restaurante. De repente chegou dois motoqueiros. Um desceu da moto e foi até onde estava a vítima. Sacou a pistola e deu 5 tiros certeiros. Não tirou o capacete e nem ameaçou as demais pessoas que estavam no local. Algumas pessoas se abaixaram e outras nem isso fizeram. Eu continuei almoçando como se nada tivesse acontecido. Simplesmente lembrei-me do dito popular: "Quem mata sabe porque está matando e quem morre sabe porque está morrendo".
Contudo, depois que você assiste a um assassinato você passa a ver a vida de forma diferente e você percebe o quanto ela é frágil. Cinco tiros e tudo se acaba. Anos e anos de estudos são enterrados. A autoridade poderosa em sua tirania e em sua opressão, sentindo-se absoluta e inquestionável em suas decisões e no direito de distribuir injustiças na terra, desaparece com cinco tiros. Se esses cinco tiros tivessem sido dados em Hitler, quando ele ainda era criança, quanto mal teria sido evitado. Se alguém tivesse matado Pinochet quando ele ainda era bebê, quantas vidas teriam sido salvas. Por que causar o mal para os outros, por que cometer injustiças, furtar as coisas alheias, tentar impedir que as pessoas obtenham sucesso ou sejam felizes, atrair a vingança para suas famílias e seus descendentes, sendo sua vida frágil, porém tão inestimável para você ? Lembre-se que quando Deus manda um anjo para fazer justiça, ou autoriza alguém a fazê-la, a justiça ultrapassa você e a sua pessoa e pode atingir sua família até a sétima geração. Assim está escrito na Bíblia.
Então resolvi, suspender temporariamente a minha vingança, pois senti que não tinha autorização divina para trilhar aquele caminho e, se o fizesse, a mão divina pesaria sobre mim. Voltei para a Casa do Estudante, alojamento da Faculdade de Direito, reassumi meu apto e retomei o curso (primeiro semestre de 2004) e comecei a enumerar as coisas roubadas e a investigar quem tinha invadido o apto, para pedir à Faculdade de Direito abertura de processo administrativo e encaminhar representação ao MP (clique aqui para ler a representação) contra os bandidos. Comecei a levantar nomes.
Em pouco tempo as desavenças reiniciaram. Tentei religar o meu cabo telefônico que tinha sido desviado para outro apartamento e o diabo se manifestou. Roubaram a minha linha telefônica e sentiam-se no direito de não devolvê-la. Então, veio um dos Diretores da Casa do Estudante - aluno da Faculdade de Direito da USP - e um dos chefes da quadrilha. Já chegou chutando a porta e invadindo o apto. Derrubei-o uma paulada na cabeça. Ele levantou e veio de novo. Nesta hora pedi forte a Deus: senhor autoriza-me tirar a vida desse indivíduo e de todos aqueles que espalham a corrupção pela terra, que humilham e subjulgam o justo e oprimem os inocentes. Senhor autoriza-me a fazer justiça, "a lavar meus pés no sangue do ímpio".
Fui até o quarto para pegar uma arma, mas antes disso abri a Bíblia, buscando a autorização, e a palavra falou: "Para tudo há um tempo determinado. Há um tempo para todo propósito embaixo do céu. Tempo para plantar e tempo para colher o que se plantou." (Eclesiastes). Para confirmar fui ao Alcorão e recebi outra negativa: "Não mateis o ser que Deus vedou matar, senão legitimamente; mas, quanto a quem é morto injustamente, facultamos ao seu parente a represália; (017.033 - Al - Isra). E quando instituirdes a medida, fazei-o corretamente; pesai na balança justa, porque isto é mais vantajoso e de melhor conseqüência. (017.035 - Al - Isra)".
Assim recoloquei a arma no lugar e desci para ir até a Delegacia de polícia, quando cheguei na porta do prédio, lá estava o indivíduo. Passei por ele e, percebendo que eu estava desarmado, tentou me atacar, esquivei e corri, vendo que eu me dirigia para a Delegacia saiu correndo atrás. Mal sabia eu que tudo já estava preparado, inclusive já havia vários boletins de ocorrência contra a minha pessoa.
O Delegado de plantão, primeiro tentou-me convencer a não fazer o boletim de ocorrência. Como viu que não me convencia declarou: "Vou fazer o boletim de ocorrência, mas vai ser contra você e colocando como vítima o indivíduo que invadiu o seu apto." Foi o que fez. Certamente, depois de mais de 4 (quatro) horas sentado esperando. Além disso, enquanto eu estava na Delegacia, os moradores da Casa do Estudante e alunos da Faculdade de Direito da USP, trocavam as fechaduras do prédio e do apto no qual eu morava. Cheguei, tentei entrar, não foi possível. Tive que chamar a Polícia para conseguir entrar no prédio, chegando ao apto, tive que arrombar a porta para poder entrar.
Então, arrumei minhas coisas e voltei ao Paraná. Vejam que mais uma vez as injustiças venceram, o mal prevaleceu e o judiciário, o sistema estatal contra o crime não agiu. Novamente tive que parar a Faculdade - mais 3 (três) semestre. Reprovando em todas as disciplinas daquele semestre. Dias depois de ter saído daquele lugar, voltei para buscar as minhas coisas, uma vez que um certo Juiz, possivelmente ex-aluno da USP, havia dado aos vagabundos, liminarmente, logo sem me ouvir, a reintegração de posse do apto.
Além de ter perdido o que me roubaram, perdi também as reformas úteis e necessárias que havia feito no apto, assim como o dinheiro e tempo gasto com a instalação dos cabos e linhas telefônicas que entram no prédio. O dano que me causaram foi grande, mas todo o mal que pratica nesta terra, aqui mesmo se paga. É importante relembrar que estou falando de estudantes da USP, mais especificamente estudantes criminosos da Faculdade de Direito da USP. Gente que deve estar por aí, os que já se formaram, prestando concurso para a justiça ou para a promotoria. Gente que não tem a mínima noção de justiça e que não cumpre a lei.
Do Paraná fui direto para o Paraguai, onde encontrei o contato indicado pela inteligência guerrilheira, e ele me mostrou o que tinha e poderia me fornecer, caso eu necessitasse, assim como o preço que custaria. Surpreendi-me com o arsenal existente no mercado negro: metralhadoras anti-aérea, minas antitanque, granadas de todos os tipos, lança-foguete, fuzis, rifles snipers e explosivos militares para todos os gostos. Eu me interesso pelas coisas que não fazem barulho e nem chamam a atenção, principalmente os rifles snipers de longo alcance e com mira ultravioleta. Gosto de coisas discretas. Certamente, quem pretende começar um grupo armado não vai comprar revólver 38, pistola ou banana de dinamite. Deixei tudo acertado, caso um dia precisasse adquirir tais equipamentos, e voltei para casa.
Então, chegou o segundo semestre de 2005 e fui informado que se não efetuasse matrícula neste semestre seria jubilado da Universidade e meus inimigos alcançariam a vitória plena. Por isso, eu voltei. Fiz a matrícula e solicitei moradia no CRUSP, supondo que, a maioria dos meus inimigos tivessem se formado e sumido do mapa. Alguns se foram, mas outros permanecem. Eles sabem que um dia eu vou agir severamente contra eles, mas não sabem quando. Além disso, a justiça é divina e por estranhas razões eu fui impedido de agir no momento em que eu queria agir, porém Deus é justo e misericordioso, ele pode tocar em outros corações para que ajam em meu nome e façam justiça. Deus pode, ele mesmo, pesar sua mão sobre o ímpio e castigá-lo severamente, como fez ao Faraó do Egito, como fez com o povo da época de Noé.
A minha solicitação de moradia no CRUSP foi indeferida, sob a alegação de que eu não tinha participado da seleção no início do ano e se eu pretendesse morar naquele local teria que pedir para um morador me receber no seu apartamento. Entretanto, de acordo com os mapas de moradia do CRUSP existiam dezenas de vagas fechadas. Mais uma vez abriram-se as portas para ilegalidades, arbitrariedades e injustiças. Bati na maioria dos apartamentos desocupados e vagos e a resposta era sempre a mesma: "não". Mesmo existindo apartamento fechados, eu morando fora do Estado, tendo necessidade da moradia estudantil, pela vontade arbitrária e ilegal do morador não posso ocupá-la. Isso é justo. Isso é legal. Isso pode acontecer dentro de uma universidade pública. Mais uma vez me insurgi contra as ilegalidades, arbitrariedades e pedi justiça. Mas adianta pedir justiça na USP ?
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