Espoca Bode (do coletivo da rádio Xibé):

Alô... Alô, Alô... Rádio Xibé 106,7FM, e lembrando a todos que agente esqueceu a rádio aqui transmitindo o silêncio. Mas agente ainda tem uma rádio aqui transmitindo para Tefé inteira e que é uma oportunidade, por exemplo, para as mulheres que estão organizando a assembléia de amanhã, que poderiam estar se pronunciando para Tefé toda, contando um pouco da luta das mulheres. Que tal? Alías as mulheres podiam inclusive comandar a rádio, né? Tá um clube do bolinha hoje em cima da rádio, só os homens comandando a rádio, as mulheres podiam ser as DJs hoje né?

Nazaré Lima dos Santos (índia Mayoruna da aldeia Marajaí de Alvarães):

Bem, boa noite a todos né? Eu gostaria só de agradecer a presença desse pessoal que está nos ajudando bastante, e vocês também que têm nos contribuído com tudo, tá? Então amanhã eles vão estar aqui transmitindo a nossa assembléia das mulheres, porque pra mim é uma grande vantagem agente estar lutando por nossos direitos das mulheres indígenas, tá? Pra mim é um orgulho, tá bom? E agente vai querer levantar tudo isso, ta? O que teve foi passado, mas hoje é presente, e nós queremos lutar. Queremos lutar pelo futuro. Ta bom? Então agradeço.

Ercília da Silva Vieira (índia Ticuna da aldeia Tupã-Supé de Alvarães):

Então, eu também quero agradecer a mulherada que fez um esforço tão grande e está hoje aqui presentes, mesmo sem recursos, mesmo sem projeto, e também às pessoas que nos ajudaram, as instituições e as pessoas mesmo que contribuíram para a nossa assembléia. Se Deus quiser também amanhã estaremos realizando a nossa assembléia, e desde já agradecendo a todos vocês que estão sofrendo com certeza aqui, e com grande força e vontade de lutar e buscar melhorias para as nossas aldeias em termos de organização de mulheres.

Maria Raimunda Gomes(índia Cambeba da aldeia Boarazinho de Tefé):

Bem gente boa noite pra vocês. O que eu tenho pra dizer a vocês, eu só tenho a agradecer muito a vocês pela ajuda: as pessoas que ajudaram agente com comida, hospedagem, tudo isso merecem o nosso respeito, o nosso agradecimento, mas em primeiro lugar a todas mulheres indígenas que aqui estão. Estão passando dificuldade, eu sei que estão, estou o tempo todo com elas, então agente agradece muito a elas. Pra nós amanhã não é importante se agente ganhar, ou outra chapa ganhar, o que é importante é que alguém que pegue esse cargo amanhã, que faça o mesmo que a UNIPI-MSA está fazendo hoje. Sem recurso ou com recurso nós vamos chegar lá. Se nós tivermos força de vontade e esforço pra nós trabalharmos, nós vamos conseguir o que nós queremos. Muito obrigado.

Espoca:

Você não quer contar um pouco da história da luta de vocês?

Ercília:
Acho que aqui deve ter alguém que mais do que eu sabe contar essa história. Uma história de luta, de mulheres que também passaram por essa associação, associação essa que foi formada, dado o nome de AMIMS, que nunca teve recursos próprios, foi uma afiliada de uma organização mãe que existiu em Tefé, né? Ela nunca teve seu CNPJ legalizado, mas daqui pra frente com a nova coordenação que agente pretende amanhã colocar, pretende então registrar, deixar tudo legalizado, com estatuto, e ser reconhecido. Porque já faz muitos anos que essa associação vem sendo falada, vem se desenvolvendo, e morreu praticamente sem mesmo começar, sem mesmo ser reconhecida. Mas o que agente quer amanhã se deus quiser é eleger uma coordenação que esteja à frente de tudo isso e legalizar e botar pra fazer trabalho junto com o povo.

Raimunda:

Eu só conheço um pouco dela [história da AMIMS]. Eu assisti uma assembléia no Porto Praia e de lá pra cá até o Igarapé Grande teve outra assembléia. Aí de lá pra cá a AMINS morreu bem dizer, ficou só na lembrança das mulheres indígenas, dos povos indígenas. Ela estava parada praticamente. De repente a UNIPI se levantou. A UNIPI nasceu né. Aí surgiu, das nossas idéias, entre nós mulheres, numa aldeia, de nós também levantar a AMINS. Que ela é em nível de Médio Solimões e Afluentes também, mas nunca abrangiu [antes era AMINS, não tinha o "A" de Afluentes, sendo que agora estão mudando para AMINSA]. Então agente está junto, trabalhando aí junto com a UNIPI, contando que amanhã daqui saiam pessoas que lutem pra legalizar ela, botar ela em prática e trabalhar, fazer projetos em nível de Médio Solimões e Afluentes. Porque todas as pessoas que acessam a internet sabem que projetos pra mulheres indígenas estão aí na internet à disposição. Só que não tem nenhuma associação indígena de mulheres legalizada no Médio Solimões e Afluentes. Projetos nós temos aí girando na internet, só que não temos nenhuma organização legalizada para conseguirmos realizar e conseguir chegar até o objetivo. É isso que eu tenho para falar pra vocês.

Nazaré:

Bem eu gostaria de dizer a vocês que a luta é grande. Mas se você for pensar em luta grande, na dificuldade, agente não chega. Mas também não é impossível lutar, é muito bom quando agente chega a uma conquista. Porque pra mim hoje é uma conquista muito grande pra mim, é um sonho, apesar de estar começando agora. Elas não, já têm um começo, mas estou começando agora. Pra mim é um sonho, pra mim é uma realização muito grande, de ter lutado, e eu tenho o maior gosto de lutar mais ainda. Do que eu puder lutar por vocês pra mim isso é o início. E eu vou querer lutar muito mais. Por que isso eu venho trazendo comigo desde que eu entendi aos meus 10 anos de idade: é lutar por minha população, é lutar pela minha aldeia, pelo povo indígena, que muitas vezes se sente sofrido, humilhado, rejeitado da sociedade. Mas pra mim é um orgulho ser índio. E gritar que eu sou também indígena! (palmas). E que eu vou mostrar trabalho pros próprios indígenas. Eu não desacredito em ninguém indígena, que todos nós somos capazes de enfrentar uma barreira e conseguir vence-la. Pra mim é um orgulho de estar aqui com vocês, e muito obrigado, e espero que isso tudo aconteça. O melhor, de todas essas organizações que têm nos apoiado, de todas as pessoas que têm nos dado força, juntamente com isso nós iremos vencer. Porque nós precisamos de união, precisamos de força, precisamos de fé e vencer todas as dificuldades que alguém colocar. Porque nós somos unidos, nós somos um povo só, nós somos só um sangue, e precisamos de vencer as barreiras que tem pela frente, porque isso não é impossível, e eu agradeço as todas as pessoas que estão nos ajudando,ta? Obrigada. (palmas)

Ercília:

Bom, quero também lembrar né, que de amanhã em diante agente estará aqui buscando o respeito de todos, que nós também sejamos respeitados, tanto pelas organizações indígenas, pelos nossos colegas, como pelas instituições. E que daqui a alguns dias agente tenha o espaço aberto, tanto aqui na nossa região, como fora da nossa região e em qualquer canto que nós chegarmos.

Espoca:

Vocês estão escutando a rádio Xibé, 106, 7 FM, rádio livre, rádio que faz parte de um movimento pela democratização dos meios de comunicação para que todos os movimentos, todos os povos possam ter voz, também, no rádio, na televisão, né? Temos o movimento de TVs livres, e agente sonha que um dia cada aldeia possa ter sua própria rádio. Nesse momento estamos conversando aqui com 3 lideranças do movimento das mulheres indígenas e que estão organizando a assembléia que vai acontecer amanhã aqui no Irmão Falco a partir das 8 da manhã até as 11 da manhã (...).

Eu queria perguntar a vocês: como é que está a realidade da mulher indígena hoje no Médio Solimões?

Raimunda:

Eu acho que o senhor está vendo né professor. Com elas aqui... depender de organização... elas estão aqui, querendo começar aqui para poder organizar lá. Elas estão querendo centralizar uma organização para poder fazer as articulações nas aldeias, para organizar lá nas aldeias o trabalho de mulheres indígenas. Pode estar legalizada a organização de homens indígenas, mas as mulheres não têm nenhuma organização objetivada pra elas. Elas aí podem responder melhor do que eu.

Ercília:

Bom, então, a realidade da mulher indígena hoje, refere-se a que, né? Hoje nós poderíamos ter uma associação que ajudasse no sentido de mulheres indígenas. Por exemplo no artesanato, que é um dos projetos que a diretoria que vai entrar poderá pensar a respeito, e hoje eu acho que cada um vive do seu jeito: vive do plantio, na agricultura, e lutando mesmo, mas um pouco esquecidas pelas pessoas que já passaram e não se interessaram nunca de levar em frente e levar a sério este movimento e com respeito.

Nazaré:

Depois agente... não só como artesãs... nós queremos ver as nossas mulheres também num pólo básico [centro de saúde indígena da FUNASA] como enfermeiras, médicas, então é tudo isso, né? Uma vereadora, agente sonha muito, né? Praticamente na minha aldeia temos um vereador que é meu avô, e depois passou para o meu tio, pra mim isso é um orgulho e nós podemos sonhar isso e podemos realizar também. Nós esperamos também, que vocês também... qualquer coisa que nós queiramos divulgar, que possamos divulgar na rádio de vocês: todos os projetos, alguma coisa que estajamos fazendo nas aldeias, o que nós estivermos ajudando as mulheres indígenas, nós precisamos divulgar também isso, para que as pessoas fiquem sabendo, fiquem cientes do que essa organização está trabalhando. Então nós pensamos muito bem, não pensamos só elas ficarem lá, [mas] saírem para estudar e conhecerem mais os direitos delas. Porque muitas vezes - nós não, nós estamos estudando aqui -, mas muitas vezes aquelas que estão lá nos altos, elas não sabem de nada, não sabem escrever, e nós não queremos isso mais, nós queremos acabar com isso. Nós queremos que ela viva uma vida mais ampla, mais esclarecida, é isso que nós queremos. Porque eu luto, e nunca vou deixar de lutar. Então nós queremos que elas conheçam primeiramente os direitos delas. Nós precisamos do apoio de vocês para divulgar isso. Porque muitas vezes fica assim: ninguém está sabendo que está correndo o movimento indígena das mulheres, então agente precisa divulgar, e elas precisam ficar sabendo. E nós vamos fazer reuniões também, eu creio que vai dar tudo certo pra conseguir realizar tudo que nós estamos pensando. Os pensamentos são bons, os planos são bons, ta? Só espero também que elas nos ajudem também porque depende também delas e não só de nós.

Raimunda:

Professor, elas... agente...hoje nós já estamos mais esclarecidos, mais desenvolvidos, olha, teve pessoas que se admiraram do que aconteceu aqui. Agente exigindo uma prestação de contas clara, ampla, que botasse aí para todo mundo ver. Isso não acontecia antes. Eu hoje estou parabenizando todos os indígenas que aqui estão pelo que fizeram hoje, o povo mesmo, sabe? Uma organização [a UNI-Tefé] se afundiô [afundou] porque nós não fazíamos o que nós fizemos hoje. Se nós fizesse antes, ela não teria ido parar onde foi. Tivemos que criar outra para continuar o nosso trabalho. Está de parabéns sim o pessoal de Fonte Boa, de Guarazinho, de todas as aldeias que aqui estão. Com certeza!

Espoca:

É isso, vocês estão escutando a rádio Xibé, 106,7 FM, rádio livre, e rádio livre quer dizer microfones abertos, para quem quiser falar o que quiser, sobre qualquer assunto... vocês querem continuar conversando sobre a luta das mulheres? Que tal vocês pegarem a rádio agora e começarem a fazer entrevistas com o pessoal das outras aldeias? Vocês pilotando...Porque eu estou entrevistando vocês né? Então vocês podiam pegar o microfone para entrevistar o pessoal, até para vocês já irem treinando para o dia em que vocês tiverem a rádio das mulheres indígenas. Agora é com vocês então. Vai começar agora o programa da AMIMSA, que vai entrevistar os participantes que estão dormindo aqui no Irmão Falco.

Ercília:

Bom, então agora nós vamos conversar com uma mulher indígena da região de Fonte Boa, onde ela vai falar o que ela espera dessa assembléia que vai acontecer, e quais são os seus objetivos participando neste movimento.

Maria do Socorro Souza de Lima (índia Cocama da aldeia Boca do Mucura de Fonte Boa):

Boa noite a todos né. É pela primeira vez que estou participando aqui desta assembléia. Eu gostaria de esclarecer também alguma coisa aqui, porque nós viemos 25 pessoas da aldeia Boca do Mocura, e aí agente veio também com sofrimento, viemos buscar assim alguma coisa pra aldeia, pra ajudar agente. Porque lá estamos com 8 anos de movimento e nunca foi uma autoridade lá, algumas pessoas visitar a nossa aldeia. Agente cobra todo tempo agente cobra, só diz que vai mas nunca chegaram lá onde nós estamos, no sofrimento onde nós estamos. Aí agente veio né, essas mulheres com filho novo, aí dando de mamá, outros deixaram por lá, né, pra vim buscar outras coisas boas pra agente levar, como essas mulheres estão dizendo aqui, né, porque eu não conhecia elas, [estou conhecendo] pela primeira vez, e todas essas aqui pela primeira vez também. Aí agente veio, e professor o senhor também pela primeira vez, quero agradecer também o senhor né. Quero ajuda também das mulheres, não só dos homens também, porque só tem assembléia para os homens. Só vinham os homens, aí as mulheres se intrometeu no meio e tinha que vim! "Vamo embora", "vamo embora mesmo", porque só os homens? Vão falar por eles, e nós? Né? Como diz o ditado de minha mãe, "quem precisa que se estira", que venha, agente está precisando dessa ajuda das mulheres lá também. Não só outras pessoas, que são outras aldeias que estão olhadas, né? Muitas aldeias nunca foi ninguém lá, por isso que agente veio aqui, com sofrimento, encostando na beira da praia, calafetando o barco como meu irmão Maricaua disse, porque sou irmã do China, e agente veio, passamos mais de 2 horas na beira da praia deixando passar o temporal que o barco vinha muito lotado, né? Mas agente está aqui, para buscar algum objetivo pra agente levar para a aldeia sobre as mulheres. Porque agente veio mas ninguém vinha sabendo se tinha essa assembléia de mulheres não. Daí foi elas mesmo, não foi? Elas chegaram em nosso barco e "vamos embora". "Bora"! Uns estão aqui, hospedados aqui, outros estão lá na casa do meu irmão dormindo por de baixo do jirau, por lá, mas agente está lá. Dormindo lá com o Maricaua, com o China né? Que onde que ele ficar eu fico também. Uns estão por aqui, outros estão dormindo por baixo do jirau, a rede atada lá, se quiserem ir lá ver pode vir. Agente está lá, mas agente quer levar algum objetivo daqui para a aldeia, né? Das mulheres também, que não é só os homens também não, as mulheres também! Se fosse só os homens agente não tinha marido, né? Só era agente, né? Verdade, agente veio até aqui e agente vai levar algumas coisas daqui amanhã aqui das mulheres, né, se Deus quiser. Dizendo como a mamãe, "em nome de jesus agente vai levar". Agente está com sofrimento, agente não veio com dinheiro, diz que só tinha marmita para não sei quantas pessoas, as meninas aqui é muita gente boa né, foram atrás de... não é só marmita que agente come não, peixe agente come peixe, agente gosta de peixe assado, cozido, na beira do lago, na beira da praia. Agente está lutando aí pra levar algum objetivo. É só isso.

Ercília:

Então agente agradece a companheira d'agente e a agente também completa assim que isso é um modelo de organização e muita força de vontade de quem quer realmente crescer na vida, quem quer realmente o bem de um povo, né? E você falou que "quem precisa que corra atrás", e é verdade mesmo, agente só sabe a dor quando é com agente, agente só sabe a necessidade quando agente está passando por essa necessidade. Então aqui vai ter a palavra de mais uma companheira.

Iraci Maricaua (Mãe de Maria do Socorro):

Pois é, meus parentes que estão aqui, eu fico muito agradecendo vocês por termos vindo, é a primeira vez que nós viemos passar nesta assembléia aqui em Tefé. Graças a Deus que nós fizemos uma boa viagem de lá pra cá, né, e aí eu fico pedindo desculpas do seu Sílvio [liderança que perdeu a eleição para a coordenação da ACPIMSA], que ele ficou muito sentido, mas isso nós não temos culpa, meu irmão... pois é... nada, deixa eu falar...[a filha ficou tentando 'corrigir' sua mãe] eu estou esperando que as mulheres levem isso né, visitem nossa aldeia... eu fico pedindo desculpas também do seu Sílvio, que pra nós também é uma pessoa que é tudo, né maninho? Ninguém pode jogar, abandonar, nós somos um tipo de pessoa que nós não somos desunidos na nossa aldeia. Nós somos muito unidos com meus filhos e meus filhos com os outros também. Ninguém é desunido. Eu espero que essas mulheres que são nossos parentes ganhem também e façam uma boa coisa, lá na nossa aldeia onde nós moramos... ta bom, pode desligar, ta bom pode tirar... [apareceram algumas pessoas para levar a caixa de som para o show indígena que ocorreu no teatro de arena de Tefé, mas foi dito a ela que a rádio continuaria funcionando] não? Também está aqui meu irmão, está meu tio Estein, meu tio Arnaldo, está aqui meus irmãos, meu irmão Nenê... Tava o João aqui também, graças a deus [a filha continua em OFF: "mãe, mãe..."] Muito agradecida. [a filha, ainda em OFF continua: "é o Zé Bonitinho o senhor"].

Raimunda:

É o final, é? Então a todos os povos boa noite. Eu tenho só é que agradecer mesmo. [risos] Meu muito obrigado.

Ercília:

Então aqui nós vamos se despedindo da rádio porque nós temos outras coisas a fazer. [em OFF o Espoca diz que podem continuar se quiserem, que só vão levar a caixa grande] É mas agente tem muitas coisas para fazer ainda, aham, é isso mesmo. Obrigada viu professor.

Raimunda:

O que eu queria dizer para as pessoas da UEA [Universidade do Estado do Amazonas] é muito obrigado pelo apoio... olha professor, eu conto com o senhor para nos apoiar, ou a UEA mesmo, mas eu conto muito com a sua pessoa, para nos ajudar. [risos]

Espoca:

Muito obrigado a todos vocês, espero que a assembléia amanhã seja um sucesso e agente com certeza fica muito agradecido de poder participar desse momento tão bonito que é o do renascimento de uma luta, né, tão importante como a luta das mulheres.

Vocês estão escutando a rádio livre Xibé, 106,7FM, estamos com o Silvio aqui... não sei, precisa perguntar pro Serginho...Sílvio, quer falar um pouquinho aqui na rádio?... Dona Iraci?... Então por enquanto, agente fica transmitindo o silêncio.