Enaltecidas e sentindo cada vez mais a gratificação e a proporção
Enaltecidas y sintiendo cafa vez más la gratificación y la proporción
do zaP!, Passamos com emoção este Presente que recebemos do Nosso
del ZAP! transmitimos con emoción este regalo que recibimos de nuestro
Querido, amado e Brilhante Amigo, que só tem qualidades e Muito talento
querido, amado y brillante amigo, que sólo tiene cualidades y mucho talento
para sua definição. Obrigado Alberto Peyrano em nosso nome, em nome das
para su definición. Gracias Alberto Peyrano en nuestro nombre, en nombre de las
reeducandas e de toda a Comissão Julgadora do Projeto zaP II. Beth e Lu***
internas y de toda la Comisión del Jurado del Proyecto ZAP II. Beth y Lu***



Concurso de poemas no presídio de mulheres



Autoras do projeto

Elizabeth Misciasci e Luciane Makkário

(autoras da Obra Literária: Presídio de Mulheres)



Comissão Julgadora

é formada por escritores, jornalistas, professores e poetas de muitos países, que terão como critério, verificar a criatividade, o empenho e o tema abordado pelas participantes





Ângela Bretas (Brasil/USA)

Armando Figueiredo (Portugal)

Alberto Peyrano (Argentina)

Luciene Lima (São Paulo)

Mayte (Maria Tereza Albini) (Sul)

Arneyde Marcheschi (Espírito Santo)

Clevane Pessoa (Minas Gerais)

Marisa Cajado (Guarujá/SP)

Lena (Marilena Ferioli) (Jorge Humberto)

Rose Mary Sadalla (Rio de Janeiro)

Gilsa {isa} (Fortaleza)

Nilson Matos (Sul)

Peixão 89 (Site da Magriça)

Neyde Noronha (Rio de Janeiro)

José Paulo Neres (Palavreiros)

Isaac Miguel (Curitiba/PR)

Luiz *Gigio Zanella (São Paulo)

Gustavo Dourado (Distrito Federal)

Ângela Lara (Rio Grande do Sul)

Sara-Rafael (Lisboa – Portugal)

Izilda Derneka (Santos-SP)

Lisiê Silva (Manaus)

Vânia Diniz (Brasilia)

Rui Pais (Portugal)

Raymundo Silveira (Ceará)

Shirley Pinheiros

Vera Pessoa (São Paulo)

Vanderli Medeiros (Mato Grosso)

Vilma Galvão (Piracicaba/SP)

Maria Petronilho (Portugal)

Bette Vittorino (Minas)

Baçan

Jacira Cardoso

Luiz Alberto Machado (Ceará)

Marcial Salaverry

Cosmo Palacio (Vale do Paraíba, interior de S/P)

Jésus Gómez (Madrid)

Flor Feliz (Portugal)

Antonio Longo (Itália)

Vilma Matos




Ao escreverem sobre Presídios Femininos, as escritoras fizeram um extensivo e dificultoso trabalho de laboratório, onde duzentos relatos foram colhidos em Presídios e Distritos distribuídos pelo Brasil e após quase cinco anos de estudos, concluíram a obra, que ainda não foi lançada por editora convencional. Diante dos inúmeros relatos colhidos, de quem inclusive já não mais se encontra dentro do sistema, as autoras entenderam que existem muitas experiências a serem narradas, quem sabe até como um referencial para aquelas que hoje estão mergulhando no submundo do crime. Pois só quem passa por experiência semelhante sabe o peso, as dores, seqüelas e evidentemente as conseqüências do mundo entre grades.

Infelizmente, a população carcerária feminina vem crescendo assustadoramente, chegando a ponto de mulheres superlotarem determinadas instituições penais. O recorde de prisões se dá pelo Narcotráfico, que é responsável por uma média que oscila de 65% a 70%, é este que tem levado cada dia mais mulheres para os tribunais.

Seguido por uma diferença bem considerável, vem os crimes passionais, que atinge uma média de 15% das prisões e os demais, crimes diversos.

O tema é abrangente e extenso, pois a situação da mulher na condição de reclusa diferencia e muito do homem. Começando pela gravidez, pois muitas estão sendo detidas já gestantes, o que desencadeia uma série de problemas emocionais e sociais futuros, não só para as mães, mas principalmente para as crianças, que só tem garantido por lei o período de aleitamento materno para estarem perto de seus filhos, o que varia de quatro a seis meses. Passado este período, se a reeducanda não tiver familiares que possam cuidar de seus filhos, ou eles serão cuidados pelo voluntariado batista do Projeto acorde, ou serão colocados em casas de amparo para futura adoção.

As que já trazem na bagagem histórias de violência sofrida, ou que de repente encontram-se totalmente abandonadas, pois a Mulher sofre muito mais que o homem a discriminação e o abandono, tendem alimentar vingança somada ao pânico de retornar para a sociedade e com o passar dos dias, dos meses, dos anos, este medo começa a tornar o covarde em valente. Razão de muitas confessarem, que contavam as horas para cobrarem pelo tempo em que foram jogadas no “subsolo do inferno”.

Entrar no mérito seria reescrever um novo livro, pois o assunto se estende. Assim, como as próprias reeducandas alegam, preferem estar trabalhando nas oficinas dentro dos presídios, (o que também não é fácil aquisição de vagas), ao invés de ter a mente desocupada alimentando magoas e rancores.

A idéia de exercitar a escrita nos presídios, não só motivou muitas a procurarem as escolas dentro do sistema, (pois nem todas são alfabetizadas) como esta gerando perspectivas diversas. Algumas se sentem realizadas ao saberem que no mínimo trinta jurados compostos por escritores, jornalistas e educadores estarão lendo seus escritos, uma vez que muitas nem tem para aonde ou quem escrever, outras, estão convictas de que poderão com suas histórias, não só provarem que estão se ressocializando como também podem servir de exemplo para aquelas que se encontram com o “pé no abismo” a caminho do cárcere, e outras, já declaram que após um dia de trabalho, sentem prazer ao pegar lápis e caderno e deixar aflorar a imaginação, pois entendem que o corpo, este sim esta preso atrás de barras de ferros e muralhas, mas a mente não, e conseguem ser transportadas para lugares inimagináveis. Conseguindo entender e até lamentar quanto tempo perdido em maquinar vinganças e pensamentos ruins.

Óbvio, que há as que não se interessam, como há as que necessitam e insistem em afirmar que estão no sistema há mais de oito, dez anos, portanto não são culpadas pela violência crescente e querem uma chance de mostrar que não se pode generalizar, nem tão pouco rotular.

Por fim, a proposta do zaP é essa entre muitas outras, que se não ajuda na diminuição da criminalidade, pelo menos tentam contribuir para a não rescindencia.

As Escritoras esclarecem que já foram vítimas de violência assim como alguns de seus familiares, assim sendo separam as situações e autores dos delitos aos quais foram afetadas, não generalizando, nem tão pouco se colocando na condição de julgarem o sistema ou quem neles habita.

E o Projeto zaP, segue com força total com a confiança, apoio e credibilidade daqueles que acreditam que se cada um puder fazer algo em prol da sociedade, quem sabe o futuro será mais promissor.