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FLORIANÓPOLIS Jul 01
Evento dos 5 anos da revolta da Catraca

Do dia 26 de junho a 3 e julho em Florianópolis, na sede do Sindicatos do Bancários se realiza o evento 5 anos da Revolta da Catraca - Construir a Memória da Resistência em Florianópolis. A proposta do evento é fazer uma reflexão sobre as revolta de 2004, com o objetivo de manter viva a memória rebelde da cidade.

Local do evento: SEEB Sindicato dos Bancários. Rua Visconde de Ouro Preto, 308. (perto da praça dos bombeiros e aliança francesa)

Organização: Coletivo 5 anos da Revolta, composto pelo ativistas independentes, Movimento Passe Livre e pelo Núcleo de Estudos sobre Juventude Contemporânea (NEJUC)

Programação: http://revoltadacatraca.wordpress.com

TRANSMISSÃO AO VIVO! do evento podem ser visualizados na página do coletivo Passa Palavra.

Revoltas no CMI

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NÃO PASSARÃO!! Jun 30
Honduras - O Eterno Retorno até quando?!

Revivendo momentos de pesadelos de décadas superadas, a América Latina foi surpreendida no último domingo, 28, com um Golpe de Estado em um de seus países integrantes. Manuel Zelaya, presidente eleito em Honduras em 2005, foi sequestrado em sua residência ainda na madrugada e forçado a deixar o país sob ameaças dos soldados que o apreendiam, sendo transportado ainda de pijama para a Costa Rica. O país centro-americano amanheceu sob um Golpe Militar orquestrado pelo general Vasquez (da Escola das Américas) com o apoio das oligarquias, do poder Judiciário e de Congressistas opositores.

Zelaya foi transportado posteriormente por um avião venezuelano para Nicaragua, onde declarou que pretende voltar à Honduras nesta quinta-feira acompanhado de líderes de países latinamericanos, apesar de uma ordem de prisão dada caso ele volte ao país.

No mesmo dia do golpe, foram também sequestrados a Chanceler hondurenha Patricia Rodas e os embaixadores de Cuba, Nicarágua e Venezuela (países integrantes da Alternativa Bolivariana para as Américas - ALBA), ficando sem registrar seus paradeiros até o final do dia, em uma ofensiva clara de condenação ao alinhamento de Zelaya a esse bloco de países.

Em uma manobra "clássica" dos Golpes de Estado latino-americanos (muito parecido com o que aconteceu na Venezuela em 2002), foram seguidos passos como que por regra - assalto aos meios de comunicação massivos e não alinhados ao Golpe; isolamento ao exterior (mesmo a "super status quo" CNN teve sua retransmissão interrompida no país), controle da internet; interrupção temporária de fornecimento de energia elétrica buscando a desorientação; apresentação de um discurso contundente de defesa da democracia como justificativa óbvia às medidas tomadas (sendo que apresentaram um documento falso no Congresso com a assinatura de Zelaya onde ele supostamente apresentava sua renúncia); limitação dos direitos civis, sendo instaurado o toque de recolher.

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Links: Manifestação de apoio em Brasília | NarcoNews - atualizações em Inglês | TeleSur TV transmissões ao vivo em espanhol | Rádio comunitária 'Es lo de menos' de Honduras

Escute Radio Liberada, de algum lugar de Honduras:: 1 | 2 | 3 (escolha um dos três links)

CMI Honduras

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Jun 30
Problemas técnicos

Na última semana, o site do Centro de Mídia Independente Brasil passou por alguns problemas técnicos com o servidor onde está hospedado. A atualização de editoriais e a publicação aberta ficaram sem funcionar durante esse tempo, mas os demais artigos publicados anteriormente puderam ser acessados normalmente.

Nesse período de um pouco mais de uma semana os diversos editoriais aprovados que não foram ao ar estão sendo publicados aos poucos pelo coletivo editorial. A publicação aberta de artigos e comentários já voltou a funcionar.

Agradecemos a compreensão e o apoio dos usuários e das usuárias do que colaboram com CMI-Brasil.

Em solidariedade,
Coletivo Editorial
CMI Brasil

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AMAZÔNIA INDÍGENA Jun 29
Viver ou vender a selva?

No dia 5 de junho, o presidente peruano Alan García levou a cabo um massacre contra indígenas na selva amazônica onde foram mortos mais de 40 pessoas e outras centenas ficaram feridas ou estão desaparecidas. Milhares de indígenas bloqueavam estradas no norte peruano em protesto contra decretos do governo que acabariam com a propriedade comunal da terra e privatizaria a terra, a água, a madeira e todos os recursos naturais, além de diminuir em 64% a área de regime florestal, colocando em sério risco a biodiversidade amazônica, uma das mais ricas do planeta. Estes decretos fazem parte do Tratado de Livre Comércio (TLC) assinado entre Peru e Estados Unidos e foram feitos depois que o congresso peruano votou uma lei permitindo o presidente Alan Garcia governar por decretos, ou seja, de forma ditatorial.

O TLC foi assinado em 2005 e tem provocado protestos desde então; em 2008, em bloqueios de estradas e manifestações em diversos estados, 4 pessoas foram mortas, e o governo decretou Estado de Emergência em 8 províncias. Em 2007, Alan García publicou um artigo dizendo claramente o que pretende. Para ele, as terras amazônicas deveriam ser vendidas a grandes lotes de 5000, 10000 e 20000 hectares (enormes latifúndios), pois assim trariam "tecnologia". No artigo, ele diz explicitamente que não reconhece o direito dos povos amazônicos sobre aquelas terras, o que nos dá a entender que pretende expulsá-los todos de lá. Para ele, os rios que correm para o mar, as madeiras e as terras estão ociosas, pois não são aproveitadas para gerar lucro. Nesta perspectiva, a única forma seria permitir a entrada de grandes empresas transnacionais, as mesmas que já destruíram vários outros ecossistemas e povos indígenas do mundo.

Alan García já foi presidente do Peru em 1986. Na ocasião, ele também levou a cabo, impunimente, o fusilamento de presos políticos que reivindicavam melhores condições nas prisões. A resistência dos indígenas amazônicos conseguiu fazer com que o governo peruano desse alguns passos atrás, cancelando alguns dos decretos que mais agridem a dignidade dos povos da floresta. Defendendo seus territórios, estes povos defendem toda a humanidade contra a ganância de empresas que, para crescer, destróem o planeta. Além disso, sua luta fez mostrar pro mundo mais um canto do planeta que resiste ao avanço colonial que já dura mais de 500 anos.

Atualização (23/06):: O governo peruano anulou todos os decretos-leis questionados pelas populações indígenas da Amazônia peruana.

Links:: Massacre na Amazônia: a guerra pelos bens comuns, Raúl Zibechi | La trascendencia global de la protesta en la Amazonía peruana | CMI Peru

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Zezta Internacional Jun 16
Flor da Calçada em Curitiba dia 20 de junho

"No dia 23 de outubro de 2008, cerca de 1200 policiais militares, em cumprimento a uma ordem judicial injusta e arbitrária, despejaram cerca de duas mil famílias que desde setembro ocupavam uma enorme área praticamente abandonada na Cidade Industrial de Curitiba. O tamanho da ocupação, a resistência dos moradores e a violência da ação policial fizeram com que o despejo fosse destaque em toda a imprensa nacional, aí incluídos jornais, portais de internet e emissoras de rádio e televisão.

No dia seguinte, cerca de 150 famílias mantiveram-se no local, ocupando a calçada na R. Teodoro Locker, em frente à área de onde foram despejados. Duas semanas depois, o ocupante Celso Sama Eidt - que agora dá nome à comunidade - foi covardemente executado com 15 tiros, por três homens encapuzados, com armas dotadas de silenciador. O crime permanece não esclarecido.

Durante todo esse período, temos sido vítimas não só da violência física e do descaso das autoridades, mas também de toda forma de mentiras e calúnias. Na verdade, os ocupantes da calçada são famílias de trabalhadores, homens, mulheres e crianças que lutam pelo seu direito - garantido pela Constituição Federal - à moradia e à vida digna, em favor da propriedade que cumpre sua função social - o que também é assegurado pela Constituição. Agora, a Justiça diz que temos até o dia 20 de julho para sair da calçada, sob pena de sermos novamente despejados. Mas, nesse caso, para onde iremos, se já estamos na calçada?

O fato é que o poder público municipal e o estadual, em todos esses meses, nada fizeram para resolver esse grave problema social. Diante disso, só resta às famílias dos ocupantes organizar-se e resistir em nome de seus direitos. Gostaríamos, por fim, de convidar toda a população de Curitiba a visitar a Comunidade Sama Eidt e conferir como temos lutado para, mesmo nesta situação tão difícil, manter um espaço de convívio familiar e vida comunitária.

Nossa luta é justa, nossa resistência é pacífica!

Problema social não se resolve com polícia!

Somos trabalhadores, temos direito à moradia e à vida digna!"

Associação de Moradores da Comunidade Sama Eidt

Programação da Flor da Calçada

Conexões: Fazendinha I | II | Desocupação | Gazeta | Carta de repúdio | Carta do Sindjor | Afastamento dos comandantes | Editorial sobre desocupação com extrema violência | Vídeos | Ocupa continua I | II | Manifestão e assassinato | Audiência sobre Fazendinha

Outros editoriais da rede Flor da Palavra: Flor da Palavra e Rock na Rua (Tefé 2009) | O caminhar perguntando do Caracol de Caratateua e os novos ajuris (Belém 2009) | Voluntárias alugam "casa base" no Outeiro para o ajuri do Caracol (Belém 2009) | Feliz 2009: participe do ajuri do caracol de Outeiro | Flor da Digna Raiva (Cidade do México 2008) | Flor do direito à moradia (Curitiba 2008) | Flor das mulheres indígenas (Tefé 2008) | Flor em assentamento do MST (Maringá 2008) | Pré-Flor da Palavra Curitiba e Floripa (2008) | Flor da Vila Pescoço (Tefé 2008) | Flor Casa das Pombas (Brasília 2007) | Flor Indígena (Tefé 2007) | Flor Punk (Brasília 2006) | Flor Anti-Calderón (Marília 2006) | Flor dos Movimentos Rurais (Tefé 2006) | Flor Sampa (2006) | Flor Rizoma de Rádios (Campinas 2006)

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Totalitarismo Paulista Jun 12
Serra defende agressão a professores, reitora da USP deve cair

Em 9 de Junho, uma manifestacão pacífica organizada pelos estudantes e funcionários da Universidade de São Paulo foi brutalmente reprimida pela tropa de choque da Polícia Militar de São Paulo. Há mais de uma semana a tropa de choque da PM ocupa o campus da USP. A polícia foi convocada pela reitoria para desmobilizar os piquetes organizados em defesa do direito de greve e direito ao trabalho, após assédio moral e ameaças sofridas pelos funcionários da Universidade que estão em greve desde o dia 5 de Maio. Em apoio a greve dos funcionários e contra a presença da PM na Universidade docentes e estudantes decidiram aderir a greve, até onde se sabe as entidades que apoiam ou aderiram a greve são a Associação de Docentes da USP (ADUSP), associação de Pós-Graduandos(APG), Diretório Central dos Estudantes (DCE) e o Teatro da USP (TUSP).

A partir das 12 horas do dia 09, ocorreu um Ato convocado pelo Fórum das Seis, com mais de 2.000 funcionários, estudantes e professores da USP, Unesp e Unicamp, em frente à reitoria da USP, exigindo a retirada da PM do campus e abertura de negociação com o Cruesp. Depois do ato, funcionários e estudantes da USP saíram em passeata para o portão 1 da Universidade pendindo a retirada da PM. Quando manifestantes já voltavam rumo à reitoria, houve provocações da PM e os manifestantes em resposta começaram a gritar palavras de ordem. Nesse momento um dos policiais chamou reforço pelo rádio e a tropa de choque entrou na Universidade atirando bombas de efeito moral, gás lacrimogênio e tiros de escopeta calibre 12 com balas de borracha. Os ataques duraram cerca de 1 hora, várias pessoas ficaram feridas. Claudionor Brandão, Magno de Carvalho do Sintusp e o estudante Caio foram presos e conduzidos à 93ª DP, sendo liberados horas depois.

A repressão seguiu para dentro do campus chegando ao prédio da História/Geografia onde ocorria uma assembléia da Adusp, um dos docentes presentes relata:

"Quando chegamos na altura do gramado, havia uma multidão de centenas de pessoas, a maioria estudantes correndo e a tropa de choque avançando e lançando bombas de concusão (falsamente chamadas de 'efeito moral' porque soltam estilhaços e machucam bastante) e de gás lacrimogêneo. A multidão subiu correndo até o prédio da História/ Geografia, onde a assembléia havia sido interrompida e começou a chover bombas no estacionamento e entrada do prédio (...)"

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Links:Editorial sobre a polícia na universidade

Algumas fotos do dia 9: [USP] - Fotos - PM reprime com truculência manifestação na USP | [USP] - Fotos II - PM reprime com truculência manifestação na USP | [USP] - Fotos III - Coleção SEM IDENTIFICAÇÃO

Mais links: Estudantes foram mantidos como refem na USP | FORA A PM DE SERRA DA USP! ABAIXO A REPRESSÃO! | [USP] Grande passeata acontece agora no campus de São Paulo | [USP] Comunicado da FFLCH aos estudantes | [USP] Email que o Jurandyr Ross enviou a seus alunos | [USP] Email da Ana Fani Alessandri Carlos aos seus alunos, em resposta ao Ross

Links externos: Relato de professores e outros materiais

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CRIMINALIZAÇÃO DOS MOVIMENTOS SOCIAIS Jun 06
O povo Xukurú do Ororubá e a criminalização do movimento indígena no Nordeste

Durante os dias 17, 18 e 19 de maio foi realizada em território indígena Xukurú, situado na área rural do município pernambucano de Pesqueira, a IX Assembléia do Povo Xukurú do Ororubá, sob o tema central de ?Fortalecer a organização para enfrentar a criminalização?.

A Assembléia do povo Xukurú configura-se como uma reunião de magnitude política e acontece desde o ano de 2001. Além de contar com a participação de representantes das 23 comunidades, cumprindo importante função social, cultural e política e fortalecendo o processo organizativo do grupo, recebe lideranças e representantes de outros povos indígenas do Nordeste, bem como a assessoria e participação de organizações indigenistas e de outros simpatizantes. A Assembléia Xukurú nasceu da necessidade de manter uma articulação gestada pelo Cacique Xicão, assassinado no ano de 1998 a mando de latifundiários e políticos da região agreste pernambucana. Xicão foi um dos grandes contribuintes da difusão da política de ?retomada? do território tradicional, alavancada pelos grupos indígenas no Nordeste, principalmente em fins dos anos 1980, junto à luta pelas mudanças constitucionais de 1988 e sendo seguida pelos anos 1990 até os recentes dias.

Os Xukurú, a partir da força de articulação política do cacique Xicão, da ativação da religiosidade indígena dada por guias religiosos da comunidade e também através de outros personagens Xukurú e do apoio da rede indigenista de apoio, iniciaram no início dos anos 1990 um processo de retomada de terras que levou a cabo uma guerra contra o latifúndio e a indústria do turismo regional. Foram quase 28 mil hectares reconquistados para um território onde vivem mais de dez mil indígenas e que só foi homologado há pouco mais de quatro anos. Este foi e se trata de um árduo caminho para várias lideranças e pessoas parceiras à luta do povo Xukurú. Seis pessoas foram assassinadas nos últimos anos, um dado que reflete o descaso do Estado com relação à questão indígena em nosso país.

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Links: CARTA DA IX ASSEMBLÉIA DO POVO XUKURU | Justiça ou Justura?: luta e manifestação dos Xukuru do Ororubá

Fotos 1

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REPRESSÃO Jun 05
Basta de PMs na Universidade!

No dia 1º de Junho às 5 horas da manhã a Universidade de São Paulo (USP) foi ocupada pela força tática da Polícia Militar. No momento em que a polícia chegou, funcionários da universidade bloqueavam de forma pacífica a entrada de oito prédios. Os piquetes faziam parte das ações de greve dos funcionários que teve início no dia 05 de Maio, 2009. Abaixo parte do comunicado publicado no mesmo dia pelo SINTUSP (Sindicato dos Trabalhadores da USP):

Quanto à afirmação da reitoria de que "não pode se omitir diante de ações violentas" entendemos que violência é a invasão da Tropa de Choque ao espaço público universitário, portando armas de grosso calibre, escudos, cassetetes e bombas de efeito moral, estando todos os policiais sem a devida identificação.

Na Terça-feira 02 de Junho, 2009 a polícia foi retirada do campus sem nenhuma explicação. Durante a tarde o ADUSP (Associação dos Docentes da USP) deliberou em assembléia as seguintes ações:

  • Nova paralisação dia 09/6 (terça-feira);
  • Participação do ato público do Fórum das Seis, dia 9/6, às 12h00, em frente à reitoria da USP pela reabertura de negociações;
  • Declaração de repúdio à presença na USP, por solicitação da Reitora Suely Vilela, de forte aparato policial.

Na Quarta-feira, 03 de Junho, a Polícia Militar voltou ao campus. Tropas da Força Tática da PM voltaram a ocupar os prédios fechados: Reitoria, Coordenadoria do Campus, Antiga Reitoria e Coordenadoria de Assistência Social. A Reitora, Suely Vilela, e o Governo Serra ao invés de optar pelo diálogo com os funcionários, estudantes e professores da Universidade estão optando pela repressão para 'lidar' com o assunto, retrocedendo 30 anos na nossa história e repetindo a invasão policial de 1979, quando ocorreu a primeira greve da USP durante a ditadura militar.

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Atualizações: Comunicado da FFLCH aos estudantes | Email que o Jurandyr Ross enviou a seus alunos | Email da Ana Fani Alessandri Carlos aos seus alunos, em resposta ao Ross

Links: SINTUSP | ADUSP | Blog da ocupação da sede do DCE-USP

Links 2007: 48 horas de ocupação da reitoria na USP | Latuff 2007 | Serra reedita decretos; estudantes, professores e funcionários continuam a luta

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Zezta Internacional Jun 01
Flor da Palavra em Tefé (AM) revive o uso underground das ruas

No próximo dia 7 de junho acontece a Flor da Palavra e Rock na Rua de Tefé. A utilização de ruas centrais da cidade para a realização de shows alternativos das bandas underground e a prática de skate é uma tradição em Tefé. Um marco desta tradição foram dois shows feitos no asfalto com o nome "Rock na Rua" em 2005. Nesta Flor da Palavra, a rua será uma "zona liberada" para a manifestão e união dos mais variados movimentos culturais de juventude (hip-hop, capoeira, grafite, teatro, zines, artesanato, movimento indígena, etc). Começando às 13h na rua 7 de setembro, os movimentos poderão ainda usar a rádio livre Xibé para transmissões em 106,7 FM. Leia a I Declaração da Flor da Palavra e Rock na Rua de Tefé:

"Quando Colombo e seus seguidores chegaram à América, tratou os índios como bandidos sanguinários e as índias de prostitutas. Como podia ser possível tal julgamento, se na América não existiam esses tipos europeus? Aos olhos dos cristãos, uma vez que os/as indígenas não se encaixavam nos "bons modos" de comportamento da elite européia, somente poderiam ser considerados/as próximos/as dos animais, assim como as crianças, os/as camponeses/as, os criminosos e as prostitutas, o que justificava que fossem exterminados/as, escravizados/as e violentadas. Eles não eram capazes de imaginar a existência de sociedades com outras culturas, outros saberes, outros "bons modos.

Após 500 anos, o grande arauto da "superioridade" não é mais o cristianismo, mas a Ciência e a Tecnologia. No lugar de Colombo, quem chega a nossas comunidades é a TV, o rádio, a escola, a universidade. Trazem os valores da cidade: trabalhar por dinheiro, gastar com mercadorias industrializadas, e assim "valorizar-se" contribuindo para o círculo infernal da economia que almeja a expansão impossível. Quem não se encaixa nos saberes e valores urbanos é expulso, desclassificado, reprovado, humilhado, segregado pelos diversos filtros sociais que definem a hierarquia da cidade.(...)"

Leia a ínterga da I Declaração da Flor da Palavra e Rock na Rua de Tefé

Pesquisas abordam a segregação da juventude em Tefé

Outros editoriais da rede Flor da Palavra: O caminhar perguntando do Caracol de Caratateua e os novos ajuris (Belém 2009) | Voluntárias alugam "casa base" no Outeiro para o ajuri do Caracol (Belém 2009) | Feliz 2009: participe do ajuri do caracol de Outeiro | Flor da Digna Raiva (Cidade do México 2008) | Flor do direito à moradia (Curitiba 2008) | Flor das mulheres indígenas (Tefé 2008) | Flor em assentamento do MST (Maringá 2008) | Pré-Flor da Palavra Curitiba e Floripa (2008) | Flor da Vila Pescoço (Tefé 2008) | Flor Casa das Pombas (Brasília 2007) | Flor Indígena (Tefé 2007) | Flor Punk (Brasília 2006) | Flor Anti-Calderón (Marília 2006) | Flor dos Movimentos Rurais (Tefé 2006) | Flor Sampa (2006) | Flor Rizoma de Rádios (Campinas 2006)

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DIREITO À MORADIA May 25
Despejo na Ocupação "Guerreiros 510"

"Caros/as companheiros/as.

Na sexta-feira, 22 de maio, à noite, o prédio da Av. Gomes Freire, 510,próximo ao Centro do Rio/RJ, ocupado por diversas famílias organizadas pelo MTD, sofreu um terrível acidente que nos entristece profundamente. Na sexta à noite um incêndio se iniciou em um dos andares do edifício, multiplicado, atingiu mais quatro andares e sofreu intervenção da Defesa Civil e do corpo de bombeiros. As famílias permanecem resistindo, e nesse momento fazem uma vigília em frente ao prédio à espera dos resultados do laudo da defesa civil.

Durante todo o sábado, houve uma intensa negociação para permitir a estadia das famílias nos andares do prédio (de 18 andares) que permaneceram intactos ao problema, mas descrente deste apelo e à despeito de nossos esforços, um sórdido e rápido despejo foi orquestrado pelos poderes constituídos, e as famílias exauridas pelo acidente e desgaste da noite anterior, foram expulsas do prédio, anteriormente cuidado e ocupado para a moradia.

Muitas famílias perderam tudo o que tinham no incêndio e precisam urgentemente de remédios, alimentos, fraldas, roupa de cama, etc. Aproveitamos para dizer que todas as doações são necessárias e serão bem vindas. É só procurar a Dona Penha ou o Naval.

AVISO AOS PODEROSOS: PROSSEGUIREMOS LUTANDO ATÉ QUE O ÚLTIMO DE NÓS TOMBE. SE DESPEJAM TRABALHADORES/AS DE UM PRÉDIO, OCUPAREMOS MAIS DOIS".

MTD - MOVIMENTO DOS TRABALHADORES DESEMPREGADOS

Telefone da Comissão de Cultura e Comunicação(Doações): (21)9404-5235

Leia Mais: Apoio e agito cultural em frente à ocupação "Guerreiros do 510"

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TORTURA May 25
Obama mantém política de tortura e violações dos Direitos Humanos da era Bush.

No dia 16 de Abril de 2009 o Departamento de Justiça dos EUA liberou quatro memorandos secretos utilizados pela adminitração Bush para justificar a tortura. Esta ação veio acompanhanda da palavra do presidente Barak Obama que assegurou a CIA que não vai perseguir aqueles que seguiram as instruções para praticar tortura durante a administração Bush. Além disso Obama posicionou-se contrário a proposta de criar uma comissão para investigar quem autorizou a prática de tortura, criando um clima de impunidade no governo estadunindense.

Outro fato que causou indignação foi a mudança de opinião em relação a liberação de mais de duas mil fotos de abusos de prisioneiros cometidos pelo exército estadunindense em Abu Grhaib (prisão dos EUA no Iraque). Cerca de uma semana depois de declarar que as fotos seriam liberadas o presidente voltou atrás argumentando que o conteúdo das fotos poderia colocar as tropas no Iraque e Afeganistão em risco.

Existem pelo menos 27 prisões dos EUA espalhadas pelo mundo com cerca de 27.000 prisioneiros. Atualmente a prisão de Guantanamo possui 270 presos, o que significa que 99% dessas pessoas não estão em Guantanamo. É provável que em todas as prisões há a prática de tortura, já que os memorandos aconselhavam que tais práticas fossem feitas fora do território nacional para não serem condenadas pelas leis dos EUA. Há também relatos de presos que comprovam o uso de tortura nessas prisões, como o caso de Binyam Mohamed que esteve preso em Marrocos (antes de ser transferido para Guantanamo) onde foi torturado. Mohamed teve suas genitais e peito cortados por giletes.

Leia Mais

Links: Documentário: A doutrina do choque. De Naomi Klein | Reprieve - organização de DH que defende presos em Guantanamo | Documentário: Standard Operation Procedure (entrevistas com os soldados que tiraram as fotos em Abu Grhaib e seus superiores).

Fotos de Abu Grhaib: 1 | 2 | 3 | 4 | 5

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HIPHOP RESISTÊNCIA May 25
Morre Abraham Ukamau y ke, militante e rapper boliviano

pueblos latinos, vamos a unirnos, sin banderas, sin fronteras, juntos estamos en las luchas callejeras,
(union reggae latino)

Foi encontrado nesta quinta-feira o corpo de Abraham Ukamau y ke, cantor de rap e ativista social de El Alto, Bolívia. Ele foi atropelado na terçafeira e estava sumido desde então.

Apenas mais um rapaz latino americano, militante do rap, das lutas callejeras, que viveu por vários anos na periferia da zona leste de São Paulo, lugar em que começou a fazer suas primeiras letras ao som de Consciência Humana e Racionais. Viveu o que vivem vári@s migrantes bolivian@s em busca de emprego, longe de seu país mas ainda assim perto de seus irmãos e irmãs de batalha. E blancos, morenos, negros mestizos, juntos en la batalla buscando un mejor mañana

De volta à Bolívia, desenvolveu diversos trabalhos pela caminhada do hip hop, gravando músicas, fazendo shows, rádio, oficinas e contribuíndo de maneira importante na luta popular do povo boliviano. Militante da cultura, atuou na Wayna Tambo, um centro social e rádio localizado em El Alto e que busca estimular e fortalecer as culturas originárias, combater o racismo e aprimorar o potencial crítico das pessoas.

Felizmente, sua luta deixou muitos frutos, que ele e tantas outras pessoas puderam colher. O rap boliviano vive um momento de ampla expansão, com diversos grupos que estão buscando na música uma forma de resistência e fortalecimento, seja cantando em Aymara, como ele, seja cantando em Quechua, seja relatando e tomando o partido da transformação social e revolucionária.

Abraham agora volta para a Pacha Mama e continua o eterno ciclo, que fará com que dessa terra multipliquem-se as pessoas que lutam e que buscam um melhor dia de amanhã, sem discriminação.

Links: Revista Mala Palabra | CMI Sucre | CMI Bolivia | Video Abraham na wayna tambo 2009

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DIREITOS HUMANOS May 25
Direitos Humanos, Mobilização Social e a 1a Conferência Nacional de Segurança

O governo federal tem se empenhado na convocação de Conferências Nacionais para discutir temas de políticas públicas. Em agosto, se realizará a 1a Conferência Nacional de Segurança, convocada pelo Ministério da Justiça. Entretanto, como em outras (por exemplo, a Confecom), a máscara democrática cai se olhamos mais atentamente.

Em primeiro lugar, os delegados para a conferência são predominantemente do poder público ou trabalhadores/as em Segurança Pública (ou seja, policiais militares, agentes penitenciários, etc.); a "sociedade civil" fica com parcos 40%. Ainda assim, mesmo dentre esses, movimentos sociais e em defesa dos direitos humanos são prejudicados, já que até mesmo a maçonaria terá representantes (convidada pelo próprio presidente Lula). Não bastando isso, mais uma vez essas conferências servirão para discutir fatos já consumados. A 1a Conseg terá como texto base o Pronasci, Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania, que é o "paradigma" para as discussões. Neste programa, os investimentos relativos a repressão superam em muito os programas sociais - para citar um exemplo, a Secretaria estadual de Segurança Pública do Rio de Janeiro enviou em abril de 2009 seis novos projetos ao Programa, no valor de R$ 47.682.273,49; os que têm maior custo são a implantação de identificadores biométricos de armas nos batalhões da Polícia Militar -R$ 21.814.386,56; e a compra de um helicóptero blindado para a PM - R$ 12.069.719,05.

A Rede de Comunidades e Movimentos contra a Violência conclama a todos que "ampliem e intensifiquem as denúncias internacionais das violações de direitos praticadas pelo Estado no Brasil, em particular a denúncia do não cumprimento e implementação de diversas resoluções das Conferências Nacionais de Direitos Humanos". Também conclama que se priorizem as atividades, encontros e manifestações paralelas e independentes que possam ser organizadas. Em relação a 1a Conseg "pensamos que devemos exigir que as resoluções das Conferências Nacionais de Direitos Humanos (as quais, como já observamos, em sua grande maioria, nunca saíram do papel) sejam incorporadas e não possam ser contraditas por nenhuma resolução da Conseg."

Leia Mais:: Direitos Humanos, Mobilização Social e a 1a Conferência Nacional de Segurança

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ESPECULAÇÃO IMOBILIÁRIA May 23
GDF fulmina sua especulação imobiliária entre acordos e arbitrariedades

O Governo do Distrito Federal aprovou, no dia 24 de abril deste ano, o Plano Diretor de Ordenamento Territorial (PDOT), necessário para o desenvolvimento de políticas de utilização e ocupação do território do DF no período de 10 anos. Tanto a aprovação como o processo de constituição do documento têm sido amplamente questionados por diversos movimentos. Primeiro porque para a construção do PDOT não foram consideradas as demandas de diferentes agentes da cidade e inúmeras irregularidades (ambientais, técnicas, jurídicas) estão visíveis no documento final; segundo, porque a proposta final, que estava embargada no Tribunal de Justiça do Distrito Federal, teve a liminar cassada repentinamente pelo presidente do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.

Por todos estes motivos, o projeto elaborado têm sido alvo de várias críticas dos movimentos sociais no DF. Afirma-se que o PDOT é a consolidação das políticas de especulação imobiliária desenfreada na região, dado que o vice governador - Paulo Octávio - é dono das principais construtoras e imobiliárias da cidade. Os recentes processos de higienização urbana do centro (ação violenta com as travestis, moradores/as de rua, e retirada dos/as camelôs), propostas de construção de setores habitacionais para as elites (Noroeste) e expulsão de comunidades pobres de áreas valorizadas para construção de bairros luxuosos (Estrutural) vem confirmar esta tese. Em especial, recentemente 49 famílias sofreram desalojo e violência policial em Brazlândia, cidade satélite do DF. A justificativa do governo para esta ação foi justamente o ordenamento territorial previsto pelo PDOT.

O Governo do Distrito Federal,por meio destas ações que privilegiam as elites da cidade e expulsam cada vez mais as populações periféricas, está reorganizando o território urbano no DF para um fim: o lucro de especuladores imobiliários.

Links: "Vazios" urbanos: terra para preservar ou para especular? | A luta por território dentro do território | Mapa do PDOT | GDF desaloja famílias em Brazlândia | Sobre o Setor Noroeste e o PDOT | DF está em risco com o novo PDOT - luta ainda não acabou |

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REPRESSÃO May 22
Quatro acampamentos são despejados em Minas Gerais

Na segunda-feira (18/5), a Polícia Militar (PM) de Minas Gerais, após vários dias de pressão e ameaças contra os Sem Terra, despejou 98 famílias de quatro acampamentos localizados no município de Campo do Meio, no sul de Minas Gerais. Foram despejados os Sem Terra dos acampamentos Sidney Dias, Irmã Dorothy, Tiradentes e Rosa Luxemburgo.

Parte das famílias se refugiaram em outros acampamentos do MST, também instalados no latifúndio da ex-Usina Ariadnópolis. Cerca de 40 famílias foram acolhidas no assentamento 1º do Sul, na ex-fazenda Jatobá - local que hoje não só representa direito de acesso à terra e à dignidade, mas também o quanto a Reforma Agrária é produtiva: por ano, são 1.600 sacas de café, 1.200 litros de leite por dia, proteção às matas e nascentes de água e geração de 180 empregos diretos.

Segundo uma nota da PM, a tropa que efetuou o despejo compreendia 210 soldados fortemente armados com revólveres, metralhadoras, helicóptero, cachorros, cavalaria, três UTIs móveis, carro do corpo de bombeiro, atirador de elite, além de policiais de Operações Especiais da Tropa de Choque. A cidade de Campo do Meio está sitiada pela polícia. "Nunca se viu tamanho aparato policial na região aterrorizando o povo. Ninguém circula sem ser vistoriado. As lideranças do MST estão sendo perseguidas. Os policiais chegaram de forma truculenta", denuncia Frei Gilvander, membro da Comissão Pastoral da Terra (CPT).

A arbitrariedade da polícia é chocante. A polícia destruiu muitas plantações utilizando patrola, trator e incendiando lavouras. Mataram cães das famílias Sem Terra com tiros. Um Sem Terra, o Sr. José Inocêncio, foi preso porque insistiu em recolher um saco de mandioca para levar antes que o trator da polícia destruísse o mandiocal.

Um vereador de Campo do Meio, Camilo Lelis Fernandes, tentou entrar em um dos acampamentos para acompanhar de perto o despejo, mas foi impedido pela polícia.

Nem mesmo as crianças impediram a truculência da polícia. Elas entregaram flores aos soldados e mostraram cartazes pedindo um pedacinho de terra e paz. Para elas restou o choro, embalado pelo desespero de mães e avós.

"O povo Sem Terra está em estado de choque. Nós da Comissão Pastoral da Terra hipotecamos nossa irrestrita solidariedade aos Sem Terra do MST e, com indignação, repudiamos mais esta covarde ação contra a dignidade de centenas de camponeses empobrecidos. Lamentamos com veemência a truculência da Polícia e condenamos o Presidente Lula como o grande irresponsável pela não realização da Reforma agrária no nosso País. Lula dá bilhões para o agronegócio, enquanto asfixia cada vez mais a migalha de Reforma Agrária que acontecia na era do governo FHC", pontua o Frei da CPT.

Laudo da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) de Minas atesta que só na área do acampamento Tiradentes, entre tantas outras plantações que foram destruídas, os Sem Terra estavam na iminência de colher cerca de 1.800 sacos de feijão.

Muitos dos acampados habitavam o local, vivendo sob uma lona preta, há 11 anos. Este é o sexto despejo que enfrentam e, mesmo assim, garantem que não desistirão da terra. (As informações são da CPT-MG)

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