 A eleição no Estado da Flórida deu a vitória a Al Gore. Os resultados da recontagem dos votos, terminada em Julho, foram mantidos em segredo pelos grandes meios de comunicação ligados aos interesses corporativos. As poucas notícias que vieram a lume foram imediatamente abafadas.

 O irmão de Bush, Governador da Flórida, decretou, dias antes do 11-S, uma série de medidas de reforço de segurança, que não teriam explicação possível, a não ser que soubesse da iminência do ataque.

 A CIA foi informada pela MOSSAD (serviços secretos de Israel) assim como pelos serviços secretos russos da preparação do ataque.

 As acções da United Airlines (3 dos 4 aviões desviados pertenciam a esta companhia) sofreram nos dias anteriores ao 11-S operações especulativas, em que as opções de venda subiram 600%, quando o panorama se apresentava normal para outras acções de companhias aéreas dos EUA. O argumento de que seriam utilizadas pela rede de Bin Laden, para se financiar, é totalmente falacioso, pois é sabido que a CIA, e não só, possui serviços que estão a vigiar constantemente as operações bolsistas. Só se os membros da rede terrorista quizessem, eles próprios, deitar por terra a conjura, só se quizessem, eles próprios, fazer soar o alarme. O que se passou é que figuras importantes dentro da CIA e do establishment usaram o seu conhecimento sobre o que se iria passar para realizarem, elas próprias, lucros chorudos.

 A indústria petrolífera conta com a família Bush como a sua maior aliada. Lembremos os interesses de Bush pai em companhias petrolíferas. Lembremos que G.W.Bush fez cair por terra o Protocolo de Quioto, fiel aos interesses do lobby petrolífero, que decretou a exploração do petróleo do Alaska, uma reserva da Biosfera, agora ameaçada pela poluíção e devastação inerente à exploração do petróleo. Lembremos que várias companhias petrolíferas cobiçam o petróleo e o gás natural do Mar Cáspio, que seriam equivalentes às reservas da península da Arábia (um terço do petróleo do mercado mundial). A UNOCAL tinha o projecto de fazer passar pipe-lines desde o Cáspio até ao mar, passando pelo Norte do Afeganistão.Claro que esse projecto só será realizável se o Afeganistão estiver em mãos ?amigas?.

 A histeria do 'Anthrax' foi desencadeada para que a opinião pública americana e mundial desviasse a sua atenção dos bombardeamentos contra os civis no Afeganistão, para que estivesse disposta a aceitar as maiores restricções às liberdades, a pretexto da luta contra o terrorismo. A estirpe de bacilos enviados nas cartas é a mesma que foi desenvolvida por laboratórios militares dos EUA. A extrema-direita, cujas redes não foram desmanteladas, apesar do atentado de Oklahoma de 1995, seria uma hipótese mais que plausível. No entanto, ela continua as suas actividades, sem ser inquietada. Porquê? Talvez porque saiba demasiadas coisas incómodas para o poder ou talvez porque está a ser instrumentalizada pela própria polícia. Em Julho passado, os EUA renunciaram a assinar um protocolo longamente negociado sob os auspícios da ONU, o qual visava permitir um controlo eficaz para que os stocks e desenvolvimento de investigação de armas biológicas fossem efectivamente banidos. Os EUA subscreveram a convenção banindo as armas químicas e biológicas, mas não a cumprem (assim como outros Estados).

 Existem mais de setecentos presos, alegadamente em relação com o 11-S mas, nem mesmo os senadores dos EUA têm possibilidade de saber quais as suas identidades ou quais as condições em que se encontram detidos. Não se sabe de que é que são acusados. Os advogados e os seus constituintes podem ver as suas comunicações interceptadas, a pretexto de poderem fornecer pistas. Instala-se um clima de medo nas comunidades de origem árabe nos EUA. Multiplicam-se as defesas de uma pretensa legitimidade do uso de tortura para suspeitos de ?terrorismo?. A versão soft (?) seria a de ameaça psicológica de repatriamento para países (como a Arábia Saúdita, por exemplo) onde estariam sujeitos a toda a espécie de sevícias e de condenações à morte em simulacros de julgamento. Ou seja: nós não praticamos esses métodos, mas se não falas enviamos-te para um país onde não terão tantos ?preconceitos?.
 Os media são 'aconselhados' a não passarem as informações sobre os efeitos dos bombardeamentos sobre civis no Afeganistão e muito menos as imagens dessas mesmas vítimas. A censura é exercida a múltiplos níveis, desde os internos às próprias televisões, até à pressão governamental directa sobre o que devem e não devem informar e como. As campanhas dos arautos de uma guerra total ao terrorismo assemelham-se cada vez mais a apelos para 'caça às bruxas', não hesitando em estigmatizar todos os críticos de 'anti-patrióticos'.

 Instala-se portanto uma ditadura, um estado policial, com métodos tipicamente fascistas, tudo em nome ?da defesa da liberdade e da democracia?.