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| | A Luta contra o Estado Por Nestor Makhno 21/12/2004 às 18:42 Artigo de Nestor Makhno... A Luta contra o Estado O fato de que o Estado moderno tenha a forma de organização de uma autoridade fundada sobre a arbitrariedade e a violência na vida social dos explorados, é independente de que este seja "burguês" ou "proletário"(1). O Estado descansa sobre o centralismo opressivo, que emana diretamente da violência que uma minoria exerce contra a maioria. A fim de reforçar e impor a legalidade de seu sistema, o Estado não recorre só as suas armas e a seu dinheiro, mas também a potente armas de pressão psicológicas. Com a ajuda de tais armas, um pequeno grupo de políticos reforça a repressão psicológica na sociedade inteira e, particularmente, nas massas trabalhadoras, condicionando-as de tal maneira, com objetivo de desviar suas atenções da escravidão institucionalizadas pelo Estado. Assim, devemos deixar claro que se vamos combater a violência organizada do Estado moderno, devemos dispor de armas poderosas, apropriadas para a importância desta tarefa. Até agora, os métodos de ação social empregados pela classe operária revolucionária contra o poder dos opressores e exploradores (o Estado e o Capital) em conformidade com as idéias libertárias, têm sido insuficientes para levar aos explorados a sua vitória completa. Tem acontecido na Historia, que os trabalhadores tem derrotado ao Capital, porém a vitória tem escapado logo de suas mãos, porque algum poder Estatal tem emergido, combinando os interesses do capital privado com os do capitalismo de Estado, a fim de triunfar sobre os explorados. A experiência da Revolução Russa tem exposto com rigor nossas limitações a este respeito. Não devemos esquecer isto, mas devemos dedicarmo-nos, simplesmente, a identificar estas limitações. Devemos reconhecer que nossa luta contra o Estado na Revolução Russa foi notável, apesar da desorganização que afligia nossas fileiras: notável, sobretudo, no que concerne à destruição daquela odiosa instituição. Porém, ao contrário, nossa luta foi insignificante no plano da construção da sociedade livre de trabalhadores e de suas estruturas sociais, que teriam assegurado que esta prosperasse além do alcance da tutela do Estado e de suas instituições repressivas. O fato de que nós, os comunistas libertários ou os anarco-sindicalistas, fracassamos em antecipar a seqüência da Revolução Russa e que fracassamos em apurar a criação de novas formas de atividade social a tempo, fez com que muitos de nossos grupos e organizações estivessem desorientados, uma vez mais, acerca da sua linha política e sócio-estratégica na frente de luta da Revolução. Se quisermos evitar uma futura recaída nestes mesmos erros, quando suceder alguma situação revolucionária, e a fim de manter a coesão e a coerência de nossa linha organizativa, devemos, antes de mais nada, combinar nossas forças em uma só coletividade ativa e logo, sem mais devaneios, definir nossa concepção construtiva das unidades econômicas, sociais, locais e territoriais, algo que deve ser descrito em detalhes (soviets livres), e que em particular demonstra se, de forma ampla, sua missão revolucionária básica na luta contra o Estado. A vida contemporânea e a Revolução Russa, exigem isso. Aqueles que se envolvem nas mesmas fileiras das massas operárias e camponesas, participando ativamente das vitórias e fracassos de suas campanhas, devem sem dúvida chegar as nossas mesmas conclusões, e mais especificamente a uma consideração de que nossa luta contra o Estado deve ser levada até que o Estado tenha sido completamente erradicado: estes também reconhecerão que o momento mais duro nesta luta é a ação das forças armadas revolucionárias. É essencial que o papel das forças armadas da Revolução, esteja ligado as entidades sociais e econômicas, onde o povo trabalhador se organizará desde os primórdios da Revolução, para que se introduza a total auto-organização da vida, fora do alcance de toda estrutura estatal. Deste momento em diante, os anarquistas deve enfocar sua atenção sobre esse aspecto da Revolução. Devem convencer-se de que, se as forças armadas da Revolução se organizam em vastos exércitos ou em vários destacamentos armados locais, não podem fazer outra coisa senão derrotar aos funcionários e defensores do Estado, e conseqüentemente, favorecer as condições alçadas pela população explorada que apoia a revolução, a fim de destruir todos os vínculos com o passado e visar até os detalhes finais do processo de construção de uma nova existência sócio-ecônomica. O Estado, contudo, será capaz de fixar-se em alguns pequenos locais e tratará de construir múltiplos obstáculos no caminho a nova vida dos explorados, desacelerando o rumo do crescimento e do desenvolvimento harmonioso de novas relações, fundadas na completa emancipação do Homem. A liquidação final e completa do Estado só pode ocorrer quando a luta dos explorados é orientada pelas características mais libertárias possíveis, quando os explorados mesmos forem os que determinem as estruturas de suas ações sociais. Estas estruturas deve assumir a forma de órgãos de auto-direção social e econômica, a forma de soviets livres "anti-autoritários". Os operários revolucionários e sua vanguarda (os anarquistas), devem analisar a natureza e estrutura destes soviets e especificar suas funções revolucionárias. É em base nisto, principalmente, que a evolução positiva e o desenvolvimento das idéias anarquistas nas fileiras daqueles que realizarão a liquidação do Estado por sua própria conta, a fim de construir uma sociedade livre, dependerá. Nestor Makhno Dielo Trouda n.º 17, Outubro de 1925, p. 5-6 1) Clara alusão ao governo Bolchevique da União Soviética, que disfarçava a natureza burocrática, repressiva e anti-popular de seu Estado, sob a fórmula de ser um Estado "operário" (a qual os "dissidentes" trotskystas deram o apelido de "degenerado").
Email:: paranoi@riseup.net >>Adicione um comentário O PRIMEIRO PARAGRAFO É UMA PIADA. QUE ESTADO ELE FALA, DO ESTADO IDEOLÓGICO, DO ESTADO COMO LEI E REPRESSÃO? HÁ MEUS CAROS ANARQUISTAS, O ESTADO É FRUTO DA SOCIEDADE CIVIL E NÃO O CONTRÁRIO. SÓ FALTA FALAR QUE O ESTADO USA DOIS CHIFRES E PUXARÁ SEU PÉ. A LUTA CONTRA O ESTADO É ATÉ ONDE ELE SEJA ERRADICADO, CERTEZA, MAS LOGO APÓS FALA QUE A PARTE MAIS DIFICIL É ORGANIZAR A AÇÃO DAS FORÇAS ARMADAS REVOLUCIONÁRIAS. MEUS CAROS, UMA FORÇA ARMADA NÃO É UM ESTADO!? QUANTA BABOSEIRA MAKHNO, POR UM ACASO VOCÊS SABEM O QUE É UM ESTADO? FALAM QUE O ESTADO PERMANECERÁ EM ALGUNS LOCAIS? E É LÓGICO QUE PERMANECERÁ, POIS O ESTADO NÃO É NADA MAIS QUE UM GRUPO COM FORÇA IDEOLÓGICA, ECONOMICA, CULTURAL, REPRESSIVA, NÃO UM PODER BURGUES, LEGISLATIVO, EXECUTIVO E JUDICIÁRIO. O ESTADO PARA OS ANARQUISTAS É BUROCRACIA. MAKHNO PARECE QUE NUNCA ESTEVE EM UMA REVOLUÇÃO, POIS NÃO PERCEBEU QUE A REVOLUÇÃO DESTRÓE A INÉRCIA DE SENHORES, A INÉRCIA DE UM SISTEMA, CONSTRÓE NOVAS FORMAS DE VIDA. O QUE ESSE BELO ATIVISTA E FRACO MATERIALISTA NÃO ENTENDE OU NÃO ADIMITE É QUE A ASSOCIAÇÃO, AS FEDERAÇÕES QUE OS ANARQUISTAS TANTO FALAM, SÃO NADA MAIS QUE INSTITUIÇÕES, QUE FORMAS DE ORGANIZAÇÃO E DITADURAS, POIS É NECESSÁRIO A IMPOSIÇÃO PARA NÃO MORREREM COMO MORRERAM E MORREM EM AÇÕES E DEBATES. É NECESSÁRIO PARAR DE MORALISMO, SOVIETS LIVRES PARA O ACM, PARA O PSDB, PARA A UDR? NO ÚLTIMO PARAGRAFO MAKHNO QUEBRA AS PERNAS, E É ONDE SE RESUME A FALÁCIA E A MORTE DA TEORIA ANARQUISTA. A liquidação final e completa do Estado só pode ocorrer quando a luta dos explorados é orientada pelas características mais libertárias possíveis. ORIENTADA? QUEM SÃO OS VANGUARDISTAS AQUI? VAMOS A OUTRA FALÁCIA. LUTA DOS EXPLORADOS, CARACTERISTICAS LIBERTÁRIAS? E POR ACASO OS EXPLORADOS POSSUIRÃO CARACTERISISTICAS? POSSURIÃO SEMPRE O DE EXPLORADOS MEUS CAROS. VOCÊS DIZEM QUE A REVOLUÇÃO É O PICO DA TRANSFORMAÇÃO QUANDO É PRATICAMENTE SEU INICIO, NÃO HÁ COMO CONSTRUIR UMA SOCIEDADE DENTRO DA CAPITALISTA, NÃO HÁ COMO TER BASE DE PORRA NENHUMA DENTRO DO CAPITALISMO, APENAS IDEOLÓGICA PARA CONSTRUIR ORGANIZAÇÕES DE LUTA, NUNCA ECONOMICA E SOCIAL. ESSE NEGÓCIO DE ERRADICAR O ESTADO MINANDO-O É CHARLATANISMO, POIS MINANDO COM O QUE, AUTO GESTÃO? OU BOMBAS MESMO? LARGUEM MÃO, OS EXPLORADOS NUNCA SERÃO UMA FORÇA REVOLUCIONÁRIA, OS EXPLORADOS NÃO SE ENCAIXAM EM UMA CLASSE, SÃO PESSOAS, E ESSAS SIM PODEM SER REVOLUCIONÁRIAS E DEVEM SE APOIAR NA CLASSE REVOLUCIONÁRIA, A TRABALHADORA, PROLETARIA; O QUE VOCÊS NÃO ENTENDEM É QUE OS TRABALHADORES NÃO SÃO REVOLUCIONÁRIAS E SIM SUA CLASSE. OS MARXISTAS SÃO MATERIALISTAS NÃO PSEUDO CIENTISTAS. VOCÊS QUEREM O HOMEM ANARQUISTA NA SOCIEDADE CAPITALISTA? NÃO ESTOU DIZENDO QUE UM PARTIDO MONOLITICO DEVA EXERCER SUAS VERDADES, MAS SOVIETS UNIFICADOS SOBRE AS PALAVARAS DE ORDEM: REVOLUÇÃO PERMANENTE E DITADURA DO PROLETARIADO. É NECESSÁRIO ALGUM ENTENDIMENTO PARA PERCEBER QUE SE EXISTE CARRO VOCÊ APRENDE A DIRIGIR, MAS SE NÃO EXISTISSE VOCÊ NEM PENSARIA NO ASSUNTO. O POVO É ALIENADO PORQUE SE EU VEJO MORTE, ROUBO, GEITINHO BRASILEIRO, VIOLÊNCIA SEXUAL, FAVELAS, EXTORÇÃO, FAMA, DINHEIRO, EM GRANDE ESCALA NA TV, EM GRANDE ESCALA NA ESTRUTURA SOCIAL QUE DIZ QUE SE VOCÊ QUIZER CONSEGUE, DEMAGOGIAS, ISSO GERA CONDICIONAMENTO NÃO DETERMINISMO, NÃO SOMOS DETERMINISTAS, DAQUELES QUE ACREDITAM QUEM AS PESSOAS SÃO BOAZINHAS POR NATUREZA, NÃO! APENAS VEMOS NAS ESTRUTURAS DA SOCIEDADE SEUS GRILHÕES. O QUE O HOMEM PRECISA PARA SOBREVIVER? COMER, BEBER, DORMIR. E ISSO ESTÁ NAS MÃOS DO ECONOMICO MEUS CAROS, DO TRABALHO, QUE DE TÃO REVOLUCIONÁRIO NA VIDA DAS PESSOAS ELE É O PRINCIPIO DE QUALQUER DISCUSSÃO, POIS É SÓ ELE QUE UNIU E AINDA UNI A SOCIEDADE EM CLASSES ANTAGONICAS FORMADAS HISTÓRICAMENTE. NÃO HÁ EMANCIPAÇÃO HUMANA SEM EMANCIPAÇÃO DO TRABALHO, E NÃO HÁ REVOLUÇÃO SEM REVOLUCIONÁRIOS. SEM MAIS, UM SALVE MARXISTA ENGELSISTA.  | Olá comp@ Marlon, Não é a primeira e não a última vez que iremos divergir nessas páginas... ainda bem... Primeiro, fui o tradutor do texto e apesar disso tenho algumas pequenas discordâncias, o que em si, é normal de acontecer... Em relação aos seus comentários, vamos retomar velhas questões: em outros textos fica mais claro, mas Makhno reconhece o Estado como um produto social, necessário a certo momento histórico para a imposição da dominação de uma classe sobre outra..... o Estado não é somente um "aparato repressivo", ele é reprodutor de uma vida social, política-econômica-cultural burguesa... quando se fala de povo em armas ou forças armadas revolucionárias e suas subordinações aos soviets, para nós isso não é o Estado (que teve seu momento histórico e está prestes a ser liquidado na Revolução), essa é a forma de organização proletária de bases, que envolve relações políticas-econômicas-culturais operárias..... por isso, não acredito que Makhno têm esse reducionismo que você aponta, que o Estado é a burocracia.... Makhno praticou muito bem a compreensão dialética de Bakunin: ao mesmo tempo que você destrói, você deve construir (aceito a sua crítica de que muitos anarquistas acham que podemos fazer a sociedade dentro da outra, mas isso é uma falácia e uma má interpretação de Bakunin).... isso é um processo diáletico, não existe uma separação entre destruição/construção.... Em relação a questão da vanguarda, não tenha dúvidas quando em 1927 é lançada a PLATAFORMA DE ORGANIZAÇÃO DOS COMUNISTAS LIBERTÁRIOS, o que Makhno e Archinov (dentre outros) defendiam era a formação de uma organização de VANGUARDA, mas não no sentido leninista (direção).... é diferente, mas se aproxima muita da vanguarda de Rosa, que procura orientar e até nada contra a corrente (nem sempre, nem sempre, vide morte de Luxemburg), mas não retira a AUTONOMIA das massas exploradas (massas exploradas é um termo que os anarquistas utilizam desde Bakunin, pois acham que operário é um termo muito reduzido - nela se incluem, além do proletariado urbano e rural, o lumpen e os camponeses).... Antes de você fazer sua resposta, devo acrescentar que assim como no marxismo, o anarquismo é múltiplo (MERDA DE PÓS-MODERNIDADE) e que existem correntes contraditórias dentro do seu seio... por isso que algumas críticas colocadas por você são procedentes: muitos anarquistas vêem o Estado como um mal moral (PROUDHON e STINER), tantos outros acham que a revolução não deve ser violenta (PACIFISTAS ou INDIVIDUALISTAS), a idéia de minar o Estado aos poucos (ANARQUISTAS PÓS-68) e como última colocação, a idéia de que a Revolução é o fim: isto está presente no anarquismo até a revolução russa, mas mesmo assim podemos encontrar em Malatesta e Bakunin, apontamentos contrários ao assunto (acredito que isso começa a resolver, quando na PLATAFORMA coloca-se uma seção sobre o PERÍODO DE TRANSIÇÃO)...... Abraços, Paranoi@
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