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| | MOVIMENTO NEGRO Marcha Zumbi Por cmi-brasilia 16/11/2005 às 18:47 MOVIMENTO NEGRO Marcha Zumbi+10 ocorre dia 16 de novembro
       Cerca de 5.000 pessoas de organizações negras de todo o brasil marcharam pela capital do país dia 16 de novembro, lembrando que dia 20 e novembro completam-se 310 anos da morte de Zumbí dos Palmares. Além de uma grande marcha pela esplanada, uma série de atividades e apresentações culturais ocorreram até a noite. As pautas da marcha foram a aprovação do estatudo da igualdade racial na perspectiva desenvolvida pelo movimento negro, na luta para a implementação de um plano político de igualdade racial no Brasil. A marcha do dia 16 ocorre por parte de setores do movimento negro que preferiram não fazer uma marcha financiada pelo governo federal e apostar na organização autônoma da luta negra. Em congressos anteriores, de preparação da marcha, houveram sérias discordâncias acerca dos fundos da mesma - sobre a aceitação ou não de fundos governamentais. Como decorrência disto duas marchas foram organizadas: uma para o dia 16 de novembro e outra para o dia 22. Durante a marcha do dia 16, o que mais se gritava era "se hoje estou (negro) aqui, só devo a Dandara, só devo a Zumbi". Há um ano atrás, nas mobilizações do 20 de novembro, já era clara a diversidade do movimento negro inclusive em suas próprias estruturas internas, que geravam uma série de intervenções dispares. O desenvolvimento prático disso resultou em caminhos distoantes na luta racial do Brasil. Para além dos posicionamentos dos e das ativistas do movimento, o que fica efetivo é que o crescimento das mobilizações raciais brasileiras organizadas gerou a possibilidade de que a militancia possa escolher quais são seus caminhos na construção de uma sociedade sem racismo e opressão. A felicidade do negro continua sendo uma felicidade guerreira.
Email:: cmi-brasilia@midiaindependente.org URL:: http://www.midiaindependente.org >>Adicione um comentário Brasil, terça-feira, 22 de novembro de 2005 22 DE NOVEMBRO DE 2005 MOVIMENTO NEGRO 2ª Marcha Zumbi + 10 ? contra o Racismo espera reunir 20 mil
Hoje (22), está sendo realizada a 2ª Marcha Zumbi + 10 ? contra o Racismo, pela Igualdade e a Vida, no Brasília. A expectativa é que cerca de 20 mil participantes estejam na manifestação, que foi organizada por entidades que atuam no movimento negro e nas lutas contra o racismo, tais como: a Comissão Nacional Contra Discriminação Racial da CUT (CNCDR); a Unegro (União dos Negros Pela Igualdade), que participa da Conen (Coordenação Nacional de Entidades Negras) entre outras.
Além do movimento negro, vários outros seguimentos sociais e anti-racistas estarão presentes na marcha, entre eles: os movimentos sindical, de mulheres, comunitário, juvenil, secundarista, universitário, além de grupos indígenas, palestinos, judeus, brancos anti-racistas, intelectuais, partidos, etc.
A marcha, criada há dez anos, tem com principal objetivo ampliar o debate sobre o racismo e é um protesto contra as péssimas condições em que vive a população negra brasileiras, em função da exclusão social. O Brasil possui o maior contingente de população negra fora da África e só há um país no mundo com mais negros que o Brasil: a Nigéria. Para o movimento negro do Brasil, ser a segunda maior nação negra do mundo, deveria significar alguma coisa em termos de projeto de nação. Entretanto, isso não acontece, pois a maioria dos negros vive em péssimas condições sociais e econômicas.
Governo receberá comissão
No dia da marcha, às 14 horas, uma comissão ? composta pelo Comando Nacional da Marcha e por um representante de cada estado ? será recebida pelo presidente Lula, pelo presidente da Câmara dos Deputados, Aldo Rebelo (PCdoB-SP), pelo presidente do Congresso Nacional, Renan Calheiros (PMDB/AL) e pelo Presidente do Supremo Tribunal Federal, o ministro Nelson Jobim. A comissão levará aos parlamentares um documento construído coletivamente com as demandas dos movimentos participantes da marcha.
João Cândido e Zumbi: bravos guerreiros Na data da marcha são comemorados os noventa e cinco anos da Revolta da Chibata, comandada pelo marinheiro negro João Cândido. Na manifestação também será reverenciado outro herói negro da história ? Zumbi dos Palmares. O Líder do Quilombo dos Palmares, assassinado no dia 20 de novembro, de 1695, é símbolo da resistência ao regime escravista e da consciência negra de homens e mulheres.
Desde a década de 70, o movimento negro sai às ruas para denunciar o desemprego e o subemprego devido à discriminação racial. A marcha tem influenciado positivamente a luta contra o racismo em nosso país. No período de 1978 a 2005, as mulheres negras avançaram na construção de uma identidade dentro do movimento negro e feminista que levaram a discussão da situação da mulher negra para o conjunto das entidades. A luta contra violência doméstica obteve conquistas, assim como, acesso aa educação, saúde entre outras.
Negros têm 86,7% mais chances de serem assassinados do que os brancos
No Brasil não há guerra, mas os indicadores de mortes violentas nos principais centros urbanos são similares aos de países envolvidos em conflitos armados. Segundo relatório do Observartório Social, de 2004, documento que analisou a situação da violência em 50 países, no Brasil, os negros têm 86,7% mais chances de serem assassinados do que os brancos. ?Quando estudamos especificamente áreas urbanas pobres e com grande concentração de jovens, encontramos um índice de 230 mortes para cada 100 mil habitantes, especialmente entre jovens negros, isso configura estado de genocídio?, afirma o documento citado pelo sítio da ONG Social Watch (www.socialwatch.org).
Jovens são as principais vítimas
Segundo o relatório, as mortes se concentram entre jovens na faixa etária de 14 e 19 anos. Esses números refletem a silenciosa guerra civil que ocorre nas periferias das grandes cidades brasileiras e reforça a necessidade de políticas sociais propositivas voltadas para a inclusão social dessa camada marginalizada da sociedade.
Confira a programação da marcha:
Dia 22/11
8 horas:
? Concentração em Frente da Catedral, onde ocorrerão várias atividades e apresentações culturais.
Das 11 às 17 horas:
? Passeata até o Congresso Nacional onde será realizado ato político
? Batida de tambores com ritmos de todo país.
? Minuto de silêncio em memória das vítimas de racismo, especialmente de jovens e mulheres.
? Queima de fogos
Leia, a seguir, o manifesto elaborado pela organização do Zumbi + 10 - II Marcha contra o Racismo, Pela Igualdade e a Vida:
Na década de 70, retomando uma longa e rica trajetória de lutas, o movimento negro sai às ruas para denunciar o desemprego e o subemprego do negro, vítima do racismo, da discriminação racial e da violência policial e lutar por melhores condições de vida para a população negra brasileira.
Um dos marcos dessa retomada de luta é a criação do Dia Nacional da Consciência Negra, no dia 20 de novembro. Nesse dia, no ano de 1695, foi assassinado Zumbi, a principal liderança do Quilombo de Palmares, um território livre, símbolo da resistência ao regime escravista e da consciência negra de homens e mulheres como Dandara e Luiza Mahin, em busca da liberdade e da construção de uma nação.
Em novembro de 1995, no ano das comemorações dos trezentos anos da imortalidade de Zumbi dos Palmares, o movimento negro brasileiro realizou a Marcha Zumbi dos Palmares - Contra o Racismo, pela Igualdade e a Vida. Uma manifestação que conseguiu reunir cerca de trinta mil pessoas, militantes do movimento negro e de outros movimentos sociais no dia 20 de novembro daquele ano em Brasília.
A marcha influenciou os rumos da luta contra o racismo em nosso país. Nos anos seguintes o movimento negro é fortalecido e a questão racial negra passa a ser vista como um dos impasses nacionais a serem solucionados para a construção de um Brasil sem racismo, justo e igualitário.
No período de 1978 a 2005, as mulheres negras avançaram na construção de uma identidade dentro do movimento negro e feminista ? lideranças como Lélia Gonzáles, Beatriz do Nascimento e outras, levaram a discussão da mulher negra para o conjunto das entidades. Crescemos na luta contra a violência doméstica, nas políticas públicas buscamos nossos direitos exigindo acesso à educação, à saúde discutindo nossas especificidades.
A luta contra a intolerância religiosa tem sido um dos marcos para discutir o racismo neste país, a hipocrisia ao se determinar que as religiões de matriz africana são satânicas, mostra a manipulação e a introjeção do racismo, aqui protagonizados por evangélicos que controlam a mídia eletrônica, apesar do silêncio das autoridades, essa prática tem sido enfrentada por ações unitárias das religiões de matriz africana.
Ao longo desses anos, as lutas pela igualdade de oportunidade no mercado de trabalho, foram sendo incorporadas pelo movimento sindical, e varias comissões contra a discriminação racial foram criadas nas centrais sindicais e nos sindicatos de trabalhadores.
Os quilombolas têm se articulado nacionalmente para exigir títulos de posse às terras, políticas econômicas, educacional e cultural em seus territórios. A juventude negra, especialmente o movimento hip-hop, tem tido avanços significativos na organização da luta contra a violência racial, desemprego e as péssimas condições de vida da população da periferia, através de atividades culturais, manifestações públicas e utilização de mídias alternativas (rádios comunitárias e fanzine). A luta por cotas e ações afirmativas tem tido participação decisiva da juventude negra. Nos governos municipais, estaduais e federal são criados organismos de combate ao racismo e para a implementação de políticas para a promoção da igualdade racial. A criação da Secretaria da Promoção da Igualdade Racial - SEPPIR, com status de ministério no governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, representa uma resposta do Estado Brasileiro às demandas históricas da luta anti-racismo.
Apesar do avanço da luta do movimento negro, continuamos na base da pirâmide social, com os piores empregos e salários; menor índice de escolaridade; menor acesso a saúde; somos as vítimas preferencial da violência do Estado; sofremos com a pobreza e vivemos num país com profunda desigualdade econômica e social racializada.
O processo de genocídio da população negra no Brasil atingiu níveis alarmantes através da proliferação do narcotráfico que tem levado à morte grande contingente de jovens negros, através da violência policial e ação dos grupos de extermínios deixando à mostra que o Estado Brasileiro nunca desistiu de seu projeto de branqueamento, arquitetado em finais do século XIX.
A superação dessa situação exige mudança na política econômica do atual governo, com o objetivo de distribuir renda e enfrentar a pobreza, estacando o vertiginoso enriquecimento do setor financeiro. O neoliberalismo implantado no Brasil tem significado para população negra atraso político e social. O enxugamento do Estado significa a desqualificação da educação e degradação da saúde pública. Doenças que já se encontravam sobre certo controle voltam a ameaçar a população negra e pobre, como tuberculose, cirrose, desnutrição e a AIDS.
Manifestamos nosso repúdio às práticas de corrupções que assolam o País. Acreditamos que a corrupção fere duramente princípios dos quais não abrimos mão: ética, respeito e correção com o dinheiro público. Não aceitamos que dinheiro da educação, saúde, moradia seja desviado a interesse privado, por isso exigimos criteriosa apuração e punição dos culpados, acompanhada de uma profunda reforma política que rompa com o sistema político-eleitoral vigente.
Diante dessa realidade e ciente de que se faz necessário á ação política do movimento negro e presença nas ruas lutando contra o racismo, por mudanças reais no nosso pais, convoca para o DIA 22 DE NOVEMBRO, data em que celebramos os noventa e cinco anos da Revolta da Chibata, comandada por João Candido, o marinheiro negro, a II Marcha Zumbi + 10 - Contra o Racismo, Pela Igualdade e a Vida.
Uma marcha que além de fazer um balanço das conquistas e avanço obtidos ao longo desses dez anos, tem como objetivos exigir do Estado Brasileiro o reconhecimento do conceito de reparação como eixo principal para implementação de políticas de combate ao racismo e de promoção da igualdade racial, acompanhamento as orientações da Declaração e do Programa de Ação da III Conferencia Mundial Contra o Racismo, Discriminação Racial, Xenofobia e Intolerância Correlatas.
Uma marcha que vai exigir do Governo Lula e do Congresso Nacional, a aprovação do Estatuto da Igualdade Racial e do Projeto de Cotas nas Universidades, agilização da titulação e regularização das terras quilombolas.
Uma política de combates ao genocídio da população negra, vitimando especialmente as mulheres e a juventude negra. A necessidade da ampliação do combate à intolerância religiosa em relação às religiões de matriz africanas.
A II Marcha contra o Racismo, pela Igualdade e a Vida é uma iniciativa do movimento negro Brasileiro e se constitui num ato de indignação e protesto contra as condições sub-humanas em que vive a população negra deste país, em função dos processos de exclusão social determinados pelo racismo e pela discriminação racial presente em nossa sociedade.
Uma marcha que será integrada por todos os setores da sociedade dispostos a fortalecer um amplo movimento por mudança que consiga concretizar os sonhos por soberania e preservação de nossos territórios, de nossa religiões, de nossa cultura, de nossas identidades e orientação sexuais, de nossos projetos de vida por um novo Brasil sem racismo, justo e igualitário.
Assinam o manifesto:
Comitê Impulsor Zumbi + 10 - II Marcha contra o Racismo, pela Igualdade e a Vida:
Agente Pastoral Negro do Brasil (APNS); Comissão Nacional Contra Discriminação Racial da Central Única dos Trabalhadores (Cncdr/CUT); Coordenação Nacional de Entidades Negras (Conen); Fórum Nacional de Mulheres Negras; Movimento Negro Unificado (MNU); Pastoral Afro; Setorial de Negros e Negras da Central de Movimento Populares (CMP); União de Negros Pela Igualdade (Unegro); Religião de Matriz Africanas; Juventude e Quilombolas;Centro de Articulação das Populações Marginalizadas (CEAP). Comitês dos estados:RS, SC, SP, MG, ES, RJ, MS, MT, GO, DF, TO, BA, SE, PE, PI, CE, MA, RO PA, AP,AM.
Leia também: Movimentos negro e popular vão a Brasília contra o racismo e pela igualdade
Da redação, Érika Finati  | Acredito que houveram tempos que os negros foram tratados de forma sub humana, e ainda é por aqueles que acreditam ser superiores. Onde esta a superioridade destes? Usarei um exemplo que li no jornal mundo onde um advogado em defesa de seu cliente um escritor no sul do pais. O advogado estava defedendo o escritor que havia escrito algo sobre o povo Judeu em seu livro, que foi considerado como racismo. Em primeiro lugar que Judeu não é raça, é povo em segundo lugar tem muita gente ganhado com este novo tipo de especulação, no artigo 5 da nossa constituição o termo resa que todos somos iguais perante a lei com os mesmos direitos, não há raça perante a lei se houvesse o artigo 5 deveria ser reescrito. Os que tem preconceito com a cor da pele de alguém, mostra-se pior que os animais que só repelem aqueles que são de espécie diferente (sendo que ainda que a cor da pele de alguém seja diferente ainda é um ser da espécie humana), e o caso não é regra, e nunca repelem da sua espécie, ainda que este tenha cor diferente. Acredito que os negros devem se impor em busca da validação de seu direitos os movimentos as vezes podem só validar este preconceito o negro não devem lutar por direitos pois ele já os tem, só basta se apossar destes, todos somos iguais perante a lei e diante de Deus.  | obr pela exposição desse mvimento ele me foi bastante util em uma pesquisa escolar...  | É inacreditável que meu comentário de NÃO PUBLICAÇÃO tenha vindo para no GOOGLE. Não vou repetir, farei outro. Pelo que se pode observar nas opiniões deste espaço, os racistas de plantão estão realizados. Eu dizia que a questão das "cotas" não passa de uma artimanha política descortinando e dando visibilidade ao negro como um "pobre diabo". Este é o motivo real, maquiavélico. Entretanto os "doutos" engoliram ao vislumbrar uma oportunidade de manifestar-se perante a opinião pública, e como podemos bem ver, da forma mais cananlha possível e assim, marca mais um ponto o maqueavelismo político contra o negro. Existe na República um movimento claro de "mostrar" o negro à sociedade. Mas esta é uma amostra trágica pois vem impregnada de sinônimos e exemplos de ignorância, deslealdade, inconfiabilidade, sujeira, violência, despreparo, vícios, e etc., e etc.,.... tudo o que é abominável. Portanto o negro vem sendo sistematicamente aniquilado fisicamente e moralmente. Em menos de cinco anos, os ultimos, a República integra na sociedade os homossexuais de todas as estirpes permitindo até, vejam só, que adotem "FILHOS", nada contra os homossexuais, e as prostitutas, que outrora perseguidas por setores conservadores e até religiosos da mesma forma estão hoje integradas à sociedade, a tal ponto que qualquer prostituta de luxo se considera acima do comum dos mortais brasileiros, nada contra as prostitutas. O enfoque aqui é o negro, para o qual cem anos de República ainda não foi considerado suficiente para os "donos" da República", não para a integração completa do negro na sociedade como deveria ser, mas para reconhece-lo como ser humano que tem seus direitos assegurados pelo trabalho espunato e doloroso. Cem anos, e os cretinos, canalhas e hipócritas querem discutir. Querem discutir o indiscutível, porque esta discução em primeiro lugar é oferecida com base no pensamento do opressor, e em segundo lugar, o principal, esta discução não passa pelo reconhecimento de que a República é racista. Portanto, toda a panacéia até hoje apresentada e referendada pelo "MOVIMENTO NEGRO", tanto afeto a reuniões, seminários e encontros para nada servem, ou na melhor das hipóteses os documentos oficiais tirados destes eventos muito se prestam para afofar fundo de gavetas e corroborar com as artimanhas da escravidão prolongada em que se encontra o negro, agóra não mais brasileiro, e sim afro-descendente. O Coelinho da Páscoa e o Papai Noel tem sido muito mais eficazes do que o "Movimento Negro", isto sem dúvida alguma e lanço aqui meu desafio de provas. O que li neste espaço, vomitado pelos racistas canalhas e hipócritas, me faz lembrar da razão dos negros norte americanos detestarem tanto o negro brasileiro.  | As pessoas que tem a coragem de descriminar um serumano, só prova que nao tem cultura,cor nao enporta oque vale e o que a pessoa e realmente.Por isso se vc e negro onre a sua cor mostre que os negros tem a mesma capacidade que os brancos,para correr atrás de seus objetivos.Mostre a esse Brasil que só oque falta para o Brasil ir para frente e a cultura;o conhecimento,e por esses preconceitos bobos que o Brasil nao vai para frente.  | Mensagem: Existem duas palavras muito exercitadas na República prazeirosas de ouvir-se mas de intenções sinistras e catastróficas pois são as responsáveis pela eterna escravidão e extermínio moral e físico do negro no Brasil. Esta dupla de palavras ao longo dos tempos vem iludindo, corrompendo e esmagando esperanças. São donas incontestáveis da hipocrisia reinante pois eis que dão sustentação a toda ordem de desmandos perpretados contra os negros encobrindo a crueza do tenebroso golpe com a visão enganosa do avanço e inclusão social. São as colunas e os umbrais de sofrimento por entre os quais todo o negro brasileiro terá de passar indefinidamente do nascer ao morrer pois eis que são as colunas e os umbrais da AÇÃO AFIRMATIVA. O que é ação afirmativa? Quais seus instrumentos? Onde estão tais instrumentos? Quem domina estes instrumentos? Quais os requisitos de posse destes instrumentos? Como se utiliza estes instrumentos? Quais os efeitos destes instrumentos? Sobre quem estes instrumentos causam efeito? O cruel destas ações afirmativas propostas é que, como está grafado na frase, são propostas. Os temas das ações afirmativas são oferecidos e propostos sob a ótica vesga do opressor, que não reconhece o principal para um debate decente, honesto e profícuo, que é reconhecer de público que o Brasil é racista e discriminador com relação ao negro. Tanto é verdade que constantemente instrumenta ações afirmativas, com resultados tão profundos que uma formiga atravessa com água pelas canelas.  | nos dias de hoje conhecemos toda barbari que aconteceu com nosso povo,mesmo assim ainda não encrotamos caminhos que reparasse este fragelo.todo tempo busco soluções no meu subconsciente para tentar entender porque nosso povo em todos cantos do mundo sofre com miséria preconceito e exclusão,um povo que individualmente mostrou através do esporte,musica,dança,que somos iguais a todos só nos falta união, éo que outras etnias tem que nós não,vamos nos espelhar em outras etnias.cooperativismo,fundar uma unica sociedade africana que responda por todo ato negro,assim resgataremos nossa dignidade,hoje quando chega um navio com africanos refugiados eles são presos e mandados de volta sem que uma entidade negra faça algo. ex:quando certa escola de samba quiz mostrar o holocausto na passarela,ásociedade judaica proibiu,achei muito bonito gostaria que tivessimos esse discerimento.hoje á capoeiraé ensinada nas melhores academias por brancos,absurdo a pouco tempo tinha que praticar escondido pois era coisa de marginalizada,temos que ter memoria e resgatar cultura.dizem que o brasil é negro mas nas urnas nem um pouco, só com politicas e politicos voltados para causa negra no brasil conseguiremos viver em páz conosco e nossos ante passados.se "zumbi" vivesse hoje não seria criminoso e sim politico,voltado ´para o negro.sociedade africanaJA!  | É preciso contemporaneizar a linguagem,acabar com a expressão racismo criada pelos colonizadores e partir para aplicação dos termos preconceito,discriminação.Mister se faz aplicar em noissos dias o provérbio chinês complementado pelo prof.Luiz Tuparaí:"Se queres colher por um dia,dá de comer aos homens.Se queres colher por um ano;planta o grão.Mas se queres colher para sempre,instrui o povo,para que este povo não seja manipulado e espoliado pelas classes dominantes sejam elas econômicas,políticas ou religiosas".
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