Na manhã de terça-feira, 13 de fevereiro, cerca de 50 manifestantes estiveram diante do Consulado da China, em Botafogo (RJ),para protestar contra o desrespeito daquela nação aos direitos dos animais. Com seu "Mercado de Peles", o país asiático implementa, movido por interesses econômicos, uma das práticas mais crueis de extração de peles, vitimando milhões de coelhos, minks, cães e gatos, entre outras espécies. Imagens registram que é comum o animal ainda estar vivo durante o processo de extração da pele. O ato foi simultâneo a manifestações similares ao redor do mundo, marcando assim o II Protesto Internacional Antipele.

No Rio, os militantes pediram a presença de alguma autoridade do consulado para que o repúdio coletivo fosse transmitido. Contudo, nenhum representante se dispôs a descer e conversar, confirmando a atitude costumeira do país: tapar os olhos e os ouvidos -- tanto diante de um pequeno grupo de pessoas protestando pacificamente, quanto perante os gritos de milhões de animais que são sacrificados diariamente em seu território. Não bastasse isso, a China também é mundialmente conhecida pelos abusos aos direitos humanos, com seus julgamentos sumários e utilização de trabalho escravo e semi-escravo.

Embora em número reduzido, os ativistas conseguiram chamar a atenção dos passantes -- além de mobilizar o já tradicional aparato da PM carioca, zelosa quanto à "ameaça" que manifestantes assim representam para a "ordem pública". Alguns transeuntes paravam e davam seu apoio, incluindo aí ocupantes de carros que buzinavam em sinal de aprovação. Em seguida, o grupo seguiu para a avenida litorânea, buscando chamar a atenção de pedestres e motoristas. Intensa panfletagem na calçada e interrupção de pistas finalizaram o ato sob o sol escaldande da Zona Sul carioca.

Não vista a pele de outros animais! "Vista" a sua própria!