Sobre as batidas

Na primeira batida, que ocorreu na noite de terça-feira, dia 9, cinco ativistas foram levadas/os à delegacia, dentre estes, quatro foram encaminhadas/os à Polícia Federal devido a questões de imigração. A mídia corporativa (sensacionalista por excelência), diante disso, afirmou de que os objetivos do Centro eram o tráfico de drogas e a prostituição. No entanto, sem provas para sustentar esta acusação, as/os detidas/os foram liberadas/os no mesmo dia.

Porém, ocorreu logo uma segunda batida na manhã do dia 10. Dessa vez, dez ativistas foram detidas/os e passaram mais de nove horas na delegacia sem saber pelo que estavam sendo acusadas/os. Inicialmente surgiu o boato de que uma lata de merla foi encontrada no local. A denúncia não procedeu e então buscaram afirmar que haviam sido feitas instalações de roubo de água e luz - o popular "gato" - afirmação que desmentida frente ao fato do grupo da ocupação ter inclusive pago as três contas de água atrasadas, anteriores a ocupação, as quais somam R$844,00. Ao fim do dia, após vasculharem todos os pertences das/os ativistas, um panfleto sobre "Como ocupar casas abandonadas" foi usado pela investigação para iniciar um processo acusatório sob a alegação de que o grupo era uma quadrilha que planejava e executava ocupações indiscriminadas pelo DF.