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Arquivo de editoriais
ENTREVISTA Apr 02
Marcelo Pomar, militante do Movimento Passe Livre Floripa

Para Marcelo Pomar, militante do Movimento Passe Livre, o processo em que é acusado de incitação ao crime é um "precedente negativo para os movimentos urbanos, com a mensagem de militantes que se organizam e intervém politicamente na sociedade podem ser condenados".
Leia a entrevista completa.
Leia também o jornal Passe, do MPL Floripa.

Comitê Contra a Criminalização do Movimento Passe Livre
Para exigir o arquivamento do processo contra o militante Marcelo Pomar, organizações populares de Florianópolis criaram o Comitê Contra a Criminalização do Movimento Passe Livre. Ajude esta luta! Se envolva com o Comitê! Divulgue as notícias e o abaixo-assinado pelo arquivamento do julgamento contra Marcelo Pomar, acessando:
Petição OnLine pelo arquivamento do processo contra o militante
blog do MPL Floripa

Saiba mais sobre o julgamento político contra o militante Marcelo Pomar:

editoriais anteriores:
Identificado um dos capangas que atacaram protesto | Capangas sem identificação atacam manifestação e saem escoltados pela polícia

fotos da manifestação e dos capangas: parte 1 | parte 2 | parte 3 | parte 4 | parte 5

áudio: coletiva de imprensa no dia seguinte ao ataque, 17 de fevereiro de 2006

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MORADIA Apr 01
Iniciada jornada de movimentos urbanos no dia 28 de março

Desde sexta feira, 28 de Março, diversos movimentos urbanos iniciaram uma jornada de lutas, que se juntará com o abril vermelho, promovido pelo MST. Foi lançado um manifesto, entitulado "Manifesto 28 de março", em que os movimentos clamam por políticas públicas nacionais amplas e radicais, que atendam à questões de habitação, transporte, educação, geração de renda e melhoria geral no atendimento público, com diminuição das cobranças pelos serviços (tais como luz, água etc).

Foram realizadas atividades em diversos estados. Entre elas: um bloqueio na PE-22, organizados pelo Movimento de Luta Popular Comunitária e Movimento de Famílias Sem Teto; 5 ocupações de terra pelo MTST: duas em Manaus/AM, uma em Embu das Artes/SP, em Campinas/SP e Mauá/SP; em São Paulo/SP, o Movimento das Mães Sem-Creche fez um protesto na Secretaria de Educação de São Paulo; em Fortaleza/CE, o Movimento dos Conselhos Populares fez um protesto em frente ao palácio do governo, e em seguida ocupou a Secretaria de Assistência Social de Fortaleza; em São Luiz, mais de 1000 pessoas fizeram ato na praça central, denunciando a criminalização e a violência policial que vem sofrendo a população pobre; em Belo Horizonte/MG, houve a ocupação de um departamento da prefeitura, no distrito do Barreiro pelo Fórum de Moradia; em São José dos Campos/SP, houve uma marcha de mais de 500 sem-teto até a prefeitura, realizada pelo MUST e uma ocupação de terra em Salvador/BA, organizada pela UMP-Bahia em conjunto com o MSTS. A CGT da Espanha também realizou um ato em solidariedade, em frente à embaixada brasileira.

Outras ações estão programadas para acontecer ao longo da primeira semana de abril. As ações tem caráter pacífico mas radical e contestatório, e inauguram uma frente de luta urbana, formada por movimentos de variada atuação, nos estados do Amazonas, Maranhão, Ceará, Pernambuco, Sergipe, Bahia, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.

Links: "Manifesto 28 de março | [MTST] Ato público com o Bispo dom Luis Cappio amanhã 01/04 na ocupação de Embu | [MTST] Polícia Militar aterroriza sem-tetos e população de Manaus | Alerta: Ocupações do MTST em SP se estabelecem, mas há riscos de confronto | Ocupação em Salvador-BA | [Jornada moradia] Miltantes de CGT se concentran frente a la Embajada brasileña |Jornada de Luta de Movimentos Urbanos [FOTOS] - 28/03|Pinheirinho: Protesto contra péssimas condições de vida e moradia!|28/3 - Mobilizações radicais em 9 estados pelos direitos do povo pobre

Site: MTST

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REPRESSÃO Mar 27
Mais censura na internet: Indymedia bloqueado na Turquia

A página do Indymedia Istanbul (Centro de Mídia Independente na Turquia) está bloqueada para pessoas que acessam a internet por meio do provedor Turkish Telecom.

A Turkish Telecom está redirecionando o endereço http://istanbul.indymedia.org do Indymedia Istanbul para uma página com a seguinte mensagem:

O acesso a este sítio foi bloqueado pela Telecommunication Communication Presidency devido ao decreto do Tribunal Penal de Araban, em Gaziantep, datado de 21/03/2008, número: 2008/418-171.

Mais tarde substituída por:

O acesso a este site foi bloquado pela Telecommunication Communication Presidency, devido ao decreto do tribunal da Presidêcia Geral da Corte Militar, datado de 21/03/2008 de número:2008/148-171.

Misteriosamente a mensagem mudou: antes o decreto havia sido emitido por um tribunal comum, agora por um tribunal militar. Outros websites também sofreram o bloqueio.

Os motivos para o decreto ainda não estão nítidos, mas o fato já se configura como mais uma tentativa de silenciar pessoas que estão no contra-fluxo da mídia coorporativa e comprometidas em construir uma rede de informação independente dos interesses de governos e poderosos do mundo.

Coletivos da rede Indymedia vêm trabalhando de acordo com estes princípios e esta não foi a primeira vez que sofreram repressão. Em 2004 uma ação irregular do FBI (polícia federal estadunidense) apreendeu um servidor do Centro de Mídia Independente em Londres, afetando o acesso às páginas de mais de 20 coletivos, inclusive a do CMI Brasil. No Brasil, coletivos de Rádios livres, que também estão na luta contra o monopólio dos veículos de informação, têm sido duramente peseguidos: são cada vez mais frequentes as apreensões de equipamentos pela polícia e fechamento de rádios livres e comunitárias.

Nesse contexto de repressão está eminente a aprovação pelo governo brasileiro da chamada Lei Digital, que propõe uma série de alterações em artigos do Código Penal sobre o pretexto de restringir infrações cometidas pela internet. Apesar da ênfase que se dá a segurança, a Lei Digital afetará nossas vidas no sentido de controlar nosso acesso ao direito de comunicação e livre expressão.

O projeto, está de acordo com a posição de vários outros governos sobre o tema, discutido na Convenção sobre o Cibercrime realizada em Budapeste em 23 de novembro de 2001. Nesta convenção 42 países assinaram um tratado de combate a crimes virtuais.

Como diz o informe do Indymedia Istanbul:

Tem-se tentado silenciar e censurar o Indymedia, mas são apenas tentativas. Os procuradores da República Turca ainda não sabem que a censura na internet é tecnicamente impossível. O Indymedia Istanbul continua online.

Na Turquia é possível acessar o sítio de várias formas. Algumas delas:

1. pelo endereço http://istanbul.bbm.indymedia.org
2. pela página http://anonymouse.org/anonwww.html
3. ou mudando o DNS da sua conexão à internet.

Toda solidariedade aos voluntários e voluntárias do Indymedia Instanbul.

Links: Outras Páginas Bloqueadas | Sobre a lei digital | Informe do Indymedia Istanbul: | Sobre a apreensão dos servidores do Indymedia em 2004

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MOVIMENTO ESTUDANTIL Mar 23
Situação da PUC-SP

No dia 26/03 (próxima quarta-feira) será deliberado o Redesenho Institucional da PUC-SP pelo Consun - Conselho Universitário - onde os estudantes têm uma representação inferior a 10%. O Redesenho foi o que gerou a ocupação da reitoria em novembro de 2007. A reintegração de posse foi executada pela Tropa de Choque e policiais à paisana (que estavam dentro da reitoria). Após a desocupação, a reitora Maura Véras abriu sindicância, que culminou em processos administrativos, contra 9 (nove) alunos acusados de participar da ocupação.

Após acusações de que o processo administrativo estava indo contra o Estatuto da PUC-SP, o Regime Geral da PUC-SP, a Constituição Federal e a Declaração Universal dos Direitos Humanos, por dar sequência a sindicância sem ouvir os acusados, a Comissão Sindicante voltou atrás e convocou os estudantes acusados a depor.

No dia 25/02, mesmo dia em que os seguranças, terceirizados, da empresa Graber, depuseram na sindicância, um estudante de Jornalismo foi impedido de entrar na faculdade com um sofá destinado à sede do CA, tendo sido agredido ao forçar a entrada. No dia 28/02 a reitoria proibiu qualquer manifestação cultural dentro da PUC e passou a impedir a entrada de estudantes com instrumentos musicais.

Atividade: Será realizado no dia 25/03 (terça-feira), às 19h, um ato debate contra a repressão na PUC-SP!

CMI no Ar: Entrevista com estudante da PUC-SP

Links: "Por que sou contra a punição aos estudantes" - José Arbex | O que foi desrespeitato pela Reitoria durante a sindicância | PARA ENTENDER O REDESENHO E A OCUPAÇÃO | Quem participa do Consul (Conselho Universitário) | Ato Debate contra a repressão na PUC-SP | Segurança da Graber agride estutante |Docentes criticam ação contra estudantes

Outros Editoriais: Como se a nossa casa fosse arrombada | 30 anos da invasão à PUC-SP

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PRESO POLÍTICO Mar 20
Um ano da prisão política de Cesare Battisti

Na terça-feira, 18 de março, o prisioneiro político Cesare Battisti completou um ano desde que foi detido pela Polícia Federal, no Rio de Janeiro. Durante esse período, Battisti, que passou pelo presídio da Papuda em Brasília e atualmente está na carceragem da Polícia Federal do Distrito Federal, aguarda o julgamento pelo Supremo Tribunal Federal (STF) ao pedido do governo italiano de extradição. A primeira audiência ocorreu em janeiro deste ano, na qual foi apresentado o relato do réu. No momento, espera-se pela decisão final do Ministro Celso de Mello.

Cesare Battisti é uma das vítimas do processo de "caça às bruxas" orquestrado pela direita européia. Numa campanha de desinformação promovida pelo governo italiano, associado aos grupos de direita, a imprensa brasileira divulgou que ele seria o autor de crimes pelos quais nem sequer foi acusado na Itália, como o caso do assalto ao restaurante "Il Transatlantico". E ainda, o julgamento italiano é controverso, principalmente pela forma que se obtiveram as provas - através de tortura e delação premiada - dos supostos crimes. Sustentado-se nessas provas, e em julgamento feito à revelia (sem participação do acusado), a justiça italiana determinou a sua prisão perpétua. Assim, ancorando-se numa ampla campanha midiática criminalizadora, criou-se o perfil de "terrorista italiano", repercutindo diretamente no tratamento aplicado pela polícia brasileira: tortura, privações e outras arbitrariedades.

Devido ao pouco tempo que passou no Brasil, a versão dos fatos e, sobretudo a história desse militante é praticamente desconhecida, prevalecendo as versões que o criminalizam, mesmo dentro de grupos da esquerda. Em razão disso, um grupo de solidariedade foi formado para traduzir materiais do comitê francês e italiano, e organizar atividades para esclarecer a opinião pública brasileira. Um site foi criado para armazenar as informações e está sendo organizado, em vários locais do país, o lançamento de seu livro mais recente: "Minha Fuga Sem fim".

Leia Mais

Links: Brasil colabora com repressão política internacional | Cesare Battisti tem primeira audiência no STF | Unidos/as pelo destino | Cesare Battisti e os 40 anos de 68 | Um italiano preso político no Brasil | FAQ sobre o caso Cesare Battisti | Comitê de Solidariedade à Cesare Battisti

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MORADIA Mar 17
"O povo na rua, Kassab a culpa é sua"

No dia 14 de março, cerca de 200 moradores e moradoras representantes de mais de 600 famílias da Comunidade do Moinho em São Paulo marcharam, da comunidade localizada no bairro de Campos Elíseos, na região central, até o Hotel Intercontinental, na região da Avenida Paulista, onde acontecia o evento "Os Desafios da Urbanização de Favelas: Compartilhando a Experiência de São Paulo". Debaixo de garoa, levaram muitos cartazes, apitos e gritos de guerra como "O povo na rua, Kassab a culpa é sua", numa peregrinação que durou cerca de 2 horas. Foram distribuídos panfletos alertando sobre a situação da comunidade.

As famílias protestavam contra a política de especulação imobiliária que vem sendo sorrateiramente implementada no centro e que prevê a construção de um parque no local onde eles/as residem há mais de 25 anos e realizam a coleta e seleção de material reciclado (em torno de 50 e 150 toneladas de lixo por dia a menos nos lixões de São Paulo). O terreno, no valor de R$ 1,2 milhão, foi recentemente adquirido pela prefeitura, que há anos vem construindo estratégias para justificar a expulsão das famílias: primeiro a expulsão seria pela proximidade à linha do trem e solo contaminado, agora - apostando numa revisão ilegal do Plano Diretor, que tiraria a área da favela como de zona especial de interesse social (ZEIS), destinada à habitaçào social - a construção de um parque faz com que especuladores imobiliários e moradores da região se posicionem a favor da retirada das famílias da Comunidade do Moinho. Foi Protocolado no dia 13 de março na 17º vara da Justiça Federal uma ação de usocapião, que garante a posse da terra para ocupantes que residem na área há mais de 5 anos sem ter outra propriedade em seu nome.

No Hotel Intercontinental estavam presentes instituições acadêmicas, de pesquisa, organizações governamentais e não governamentais internacionais, mas mais uma vez não foi convidada a população afetada. Enquanto a população pobre da região central da cidade vem sofrendo agressões sem espaço para reclamar seus direitos, esses "representantes" do povo discutem a vida dessas pessoas de forma vexatória, publicizando que estas políticas ajudam a cidade de São Paulo, quando na verdade só marginaliza e criminaliza quem quer a garantia dos seus direitos. Depois de protestar na frente do Hotel, representantes do evento voltaram atrás na promessa de que representantes da comunidade subiriam para falar no evento, sob alegação de que o hotel já estava lotado, por fim ficou tirado uma reunião nessa segunda feira com o diretor do Habcentro, Alonso Lopez, o Promotor da ação de desapropriação e com a responsável da parte social do Habcentro.

Links:
Chamado para o ato | fotos de 2006 da comunidade | Favela do Moinho: mais de 700 famílias podem ser despejadas | CMI Na Rua | Sobre a metropolização e transforações na metrópole paulistana | Fotos: Manifestação da Favela do Moinho | (SP) CARTA-DENÚNCIA - contra os despejos e contra a revisão do Plano Diretor

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BARRAGENS Mar 13
Terra Sim Barragem Não

Na manhã desta quarta-feira, 12 de março, cerca de 700 pessoas ocuparam a Superintendência do Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis), em São Paulo. Os manifestantes, vindos principalmente da região do Vale do Ribeira, têm por objetivo protestar contra o parecer técnico do Ibama favorável à liberação das obras da Usina Hidrelétrica de Tijuco Alto.

Apesar do repúdio da população local à construção de hidrelétricas, técnicos do Ibama emitiram, em 26 de fevereiro de 2008, o parecer 07/2008 favorável à implantação da barragem. Essa decisão desconsidera uma série de fatores fundamentais, tais como: pareceres técnicos que indicavam problemas após a construção do reservatório; questões que dizem respeito à segurança da barragem, inundação de cavernas e de áreas agricultáveis, qualidade da água (esgoto e chumbo); redução da pesca da manjuba - base econômica de mais de quatro mil famílias; expulsão de famílias de suas localidades de origem.

Além da construção da UHE Tijuco Alto, os inventários hidrelétricos do Rio Ribeira de Iguape apontam para a implantação de mais três usinas: Funil, Itaoca e Batatal. Se construídas, as barragens inundarão permanentemente uma área de, aproximadamente, 11 mil hectares, abrangendo cerca de 26 municípios dos estados de São Paulo e Paraná. Vale frisar que a área atingida é conhecida como Amazônia Paulista - parte importante do maior remanescente contínuo de Mata Atlântica do Brasil.

##Leia Mais## ##Fotos do ato##

Texto Original:Blog Terra Sim Barragem Não | CAarta Aberta | Protesto contra usina de Tijuco Alto termina em acordo entre Ibama e lideranças

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Oaxaca - México Mar 13
Nnandia: reabre rádio indígena fechada por retransmitir a APPO

Após um ano e meio de ter sido fechada pela "tropa de choque do Partido Revolucionário Institucional (PRI)", a rádio Nnandia voltou a funcionar no dia 28 de fevereiro de 2008. Localizada no município indígena mazateco Mazatlán Villa de Flores, Oaxaca, México, a rádio foi concebida em 2002 durante a execução de um projeto comunitário de construção de uma escola de ensino médio indígena. A idéia era ter um veículo onde as/os alunas/os pudessem aplicar sua aprendizagem e difundí-la entre as comunidades. Em 2003 a rádio já estava no ar, e as comunidades logo começaram a lhe conferir novos usos, como enviar recados e pedir músicas.

Mas foi em 2006 que ela começou a representar um risco maior ao domínio do PRI. Em junho daquele ano, pela primeira vez, a rádio serviu para a difusão em língua mazateca das propostas dos/as candidatos/as presidenciais, o que facilitou a vitória inédita do candidato do Partido da Revolução Democrática (PRD) ali. Além disso, a insurreição da Assembléia Popular do Povo de Oaxaca (APPO) que, entre outras ações, tomou as rádios e TVs da capital do estado e procurou substituir o governo estatal pela participação direta do povo, teve retransmitida suas emissões pela rádio Nnandia. Finalmente ela foi fechada pelo PRI.

Em novembro de 2007, a rádio Nnandia participou das ações da rede A Flor da Palavra, enviando um áudio postal com a palavra de seus/suas antepassados/as às/aos indígenas do Médio Rio Solimões reunidos/as na Assembléia da Associação Cultural dos Povos Indígenas do Médio Solimões e Afluentes (ACPIMSA) + Flor da Palavra de Tefé (AM) realizada na Barreira da Missão. Em 23 de fevereiro de 2008 os/as indígenas da Barreira se reuniram para responder, auxiliados pelo CMI-Tefé, gravando um vídeo-carta para os/as mazatecos/as. Dia 28 a Nnandia voltou a transmitir da Serra Norte Oaxaquenha.

Reportagem especial de Alyne dos Santos Gonçalves e Leonardo Meira feita em Villa de Flores

Conexões:
Áudio gravado nas primeiras transmissões após a reabertura | Áudio-postal enviado por Nnandia aos povos indígenas do Médio Solimões | Livro brasileiro com capítulo dedicado a Villa de Flores

Editoriais antigos:
Editorial da Flor da Palavra para a qual a Nnandia enviou o áudio-postal | Editorial das eleições fraudadas que Nnandia cobriu em mazateco | Editorial do levante social de Oaxaca cujas emissões foram retransmitidas por Nnandia

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Presos/as Politicos/as: Liberdade! Mar 12
Presos Politicos em greve de fome em Chiapas

Nas cadeias de Chiapas há cerca de 100 pessoas presas por razões políticas. Há dois anos, partindo da convocatória da Outra Campanha Zapatista, os presos e presas políticas da unidade El Amate, todos e todas indígenas Tzotziles y Tzeltales, se organizaram para exigir a liberdade. A maioria deles integra a organização "Voz del Amate".

No dia 12 de Fevereiro, um preso político iniciou uma greve de fome, em protesto contra o fato do governador de Chiapas ter desmarcado uma reunião na qual iam discutir o caso desses/as presos/as politicos/as. Atualmente, são 22 os que estão em greve de fome, em busca de liberdade incondicional, além de outros 6 que apoiam a jejum de 12 horas diárias.

A solidariedade internacional é fundamental em mais esse momento de repressão a lutadoras e lutadores sociais no México. Toda e qualquer manifestação de apoio será importante para fortalecer a luta por liberdade dxs presxs politicxs em Chiapas.

Leia Mais:

Carta explicando a razao da greve de fome|Chiapas em Fevereiro de 2008|Pedido de Solidariedade Aos Presos politicos|[Espanhol] Samuel Ruiz Manda Carta ao Governador em apoio aos Presos Politicos em greve de fome em Chiapas|Organizacao em Solidariedade aos Zapatistas convoca interessados/as a trabalhar em Chiapas | A resistência global deve caminhar da repressão a organização dos de baixo

Cartas dos presos politicos

"As grades jamais calaram a nossa verdade" La Voz del Amate| Carta La Voz de los LLanos

Outros Sites:

Indymedia Chiapas|Enlace Zapatista

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AMÉRICA LATINA Mar 08
Fim do conflito na região andina?

Depois de seis dias de ataques verbais e rompimento de relações, incluindo uma tensão de se estar preparando um conflito armado entre os dois países, Equador e Colômbia finalizaram a crise diplomática que se iniciou com o assassinato de Raul Reyes, comandante das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (FARC), pelo exército colombiano em território do Equador. A partir daí outros países se envolveram no conflito diplomático, que se resolveu na reunião do Grupo do Rio, com o pedido de desculpas do presidente da Colômbia, Alvaro Uribe, ao presidente do Equador, Rafael Correa.

Mais do que um conflito diplomático que se resolve com um aperto de mão entre dois presidentes, e longe de ter sido uma ação improvisada do Exército Colombiano, este ataque militar vem de uma estratégia há muito montada e levada a cabo com o objetivo de militarizar a região. Não é segredo que desde o Plano Colômbia, nos anos 1990, o exército dos Estados Unidos treina o exército colombiano e mesmo mantém bases na região com a justificativa de combate às drogas e, principalmente depois de 11 de setembro de 2001, de combate ao "terrorismo", identificado nas guerrilhas das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia e do Exército de Libertação Nacional. Assim, além de tentar acabar de vez com as guerrilhas, que controlam uma parte do território colombiano e acabam criando problemas para a atuação das oligarquias colombianas, a militarização tem o sentido de facilitar a exploração dos ricos recursos naturais da região que abrange, além dos Andes, uma parte da floresta amazônica continental.

O conflito que se anunciava durante estes seis dias não dizia respeito somente à "dignidade ferida" do governo equatoriano, ou de um ataque a um território estrangeiro e sua soberania, como normalmente é colocado, inclusive pelo governo do país atacado. Mas, principalmente, aos interesses da elite militarista colombiana, aliada aos interesses do governo estadunidense, de permitir uma maior presença militar na região. Esta presença garantiria a exploração desses recursos naturais, além de garantir a exploração da população que ali vive. A atuação da Colômbia, como um Israel latinoamericano, que faz operações militares em seu próprio território e em territórios vizinhos, faz com que toda uma população seja oprimida, humilhada e muitas vezes deslocadas para outras regiões, permitindo a presença de empresas que vão explorar ao máximo toda a área e população, garantida pelo exército e por grupos paramilitares, que atuam como cães de guarda de seus interesses. A resolução do conflito na reunião entre chefes de Estado não acaba com o problema que não se iniciou no dia 2 de março, mas, ao contrário, só mostra como a situação está cada vez mais difícil para os que vivem ali, que tem suas vidas decididas em reuniões militares ou diplomáticas, que nada tem de democráticas.

Comunicado integral do Comando Central do ELN | Comunicado integral das FARC | Colombia-Equador-Venezuela tambores de guerra | Dez teses para solucionar o conflito Colombia-Equador-Venezuela | [Colombia] Homenagem nacional às vítimas de crimes de Estado | Colombia, 6 de marzo: más de 200 mil personas contra el gobierno

Indymedia Colombia | Indymedia Equador | Rebelion.org

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Via Campesina Mar 07
Mulheres da Via Campesina em luta

Nesta semana do dia 8 de março, as mulheres da Via Campesina estão realizando diversas ações que fazem parte das mobilizações da semana da mulher.

Rio Grande do Sul

No ultimo dia 4 de março, cerca de 900 mulheres da Via Campesina ocuparam a fazenda Tarumã, de 2.100 hectares, no município de Rosário do Sul, a aproximadamente 400 km de Porto Alegre, quando iniciaram o corte de eucaliptos e o plantio de árvores nativas em área que pertence à empresa sueco finlandesa Stora Enso.

Na tarde do mesmo dia, a ocupação foi desfeita violentamente, as cerca de 250 crianças que estavam no acampamento foram separadas das mães e colocadas deitadas com as mãos na cabeça e muitas agricultoras foram feridas.

Manifesto das Mulheres da Via Campesina do Rio Grande do Sul

No dia 6 de março, as trabalhadoras feridas entregaram uma denúncia ao Ministro da Justiça, Tarso Genro, sobre a violência da Brigada Militar do Rio Grande do Sul, a audiência aconteceu na manhã em Brasília. Na tarde do mesmo dia, as mulheres entregam denúncia ao Secretário Especial de Direitos Humanos, Paulo Vanucchi.

Pernambuco

Na manhã do dia 5 de março, a sede da CPRH - Agência Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos de Pernambuco - no Recife foi ocupada por cerca de mil pessoas, do Fórum das Organizações do Campo de Pernambuco. A Agência foi escolhida por vir se configurando, segundo os movimentos, como facilitadora da expansão do monocultivo da cana-de-açúcar e um empecilho às desapropriações de terra e do desenvolvimento dos assentamentos no estado.

Na madrugada do dia 6 de março, as mulheres da Via Campesina ocuparam o Engenho Pereira Grande, que faz parte da Usina Estreliana, localizada no município de Gameleira, zona da mata sul de Pernambuco e também a sede da CODEVASF (Companhia de Desenvolvimento do Vale do São Francisco), em Petrolina, Sertão de Pernambuco.

Na tarde desse mesmo dia 6 de março, as mulheres seguiram para a cidade de Água Preta, também na mata sul, e derrubaram a casa grande do engenho Cachoeira Dantas.

Estas ações se realizam em protesto ao modelo de desenvolvimento que vem sendo implantado no país voltado para grandes projetos de irrigação para o agronegócio.

SOLIDARIEDADE À LUTA DAS MULHERES DA VIA CAMPESINA!

Links Mulheres:
Comissão Pastoral da Terra | Mulheres da Via Campesina ocupam fazenda da Aracruz no RS | MAB repudia ato de violência contra as mulheres da Via Campesina | MMM Total solidariedade a luta das mulheres da Via Campesina! | Mulheres vaiam professora que faz pedido à governadora Yeda | Nova ofensiva contra a luta pelo direito de decidir | Curso prepara mulheres para trabalhar na construção civil | Via Campesina ocupa Monsanto e destrói experimentos em SP | Fotos das acoes da mulheres da via campesina

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INDYMEDIA COLOMBIA Mar 05
Solidariedade com o povo e o governo do Equador - Uribe NÃO é Colombia

O Governo de Uribe humilhou o povo equatoriano com a invasão de seu território e o saque de cadáveres em seu território. Agora submete o governo equatoriano à calúnia e à montagem policial. O que o governo de Uribe está fazendo é criminoso, não porque cumpra com sua obrigação de combater a guerrilha nem pelo fato em si de enfrentar-se e matar a seus adversários na guerra, o que a princípio nos fazia crer que era um combate iniciado em território colombiano, nem pelo desespero devido às revelações do ex-senador e sequestrado Luis Eladio Pérez, que deixaram claro o fracasso da "segurança democrática" em Caquetá, Meta, Guaviare e Vaupés - Colômbia, o governo de Uribe além de cometer violações flagrantes ao direito internacional e ao território de um povo irmão, com a presunção de Israel sul-americano a serviço do império, aproveitou a negociação de um acordo humanitário para atacar o negociador e simular êxitos militares, conseguindo com isso abortar a possibilidade de acordo para libertar os seqüestrados, os policiais e militares retidos mediante uma troca por guerrilheiros presos. Uribe quer, além disso, cobrir-se de glória falsa, pois em território colombiano a guerrilha segue igual ainda que Reyes tenha sido morto.

É ridículo afirmar que Raúl Reyes estava no Equador - próximo à fronteira - fugindo ou escondido, pois é sabido que ele estava em Putumayo - Equador há meses para reunir-se com os delegados diplomáticos franceses e com Piedad Córdoba. De fato, durante encontros anteriores com os franceses, em agosto de 2005, o bombardearam em território colombiano (quando Sabas Pretelt disse que estavam respirando em sua nuca) e um mês depois a chancelaria acusou a França e "intervir" na Colômbia. Em agosto de 2007, foi bombardeado o acampamento onde Reyes acabava de se reunir com Piedad Córdoba; Reyes esteve a ponto de morrer, e se estivesse morto desde então, seria interrompido o processo que culminou com a libertação de Clara Rojas, Consuelo González, Jorge Eduardo Gechem, Gloria Polanco, Luis Eladio Pérez e Orlando Beltrán.

Os uribistas querem agora proclamar um triunfo e abortar o acordo humanitário, às custas da soberania de um país vizinho, menor mas com grande dignidade, dizendo a Uribe que basta de enganar, mentir e violar. Se achando o Israel da América do Sul a serviço do império, os aviões e tropas colombianas não somente operaram em céu e território equatoriano, como também levaram corpos que estavam no Equador sem esperar que fossem resgatados pelas autoridades equatorianas, desbaratando evidências para as investigações de praxe. Quando Equador respondeu com dignidade serena, o uribismo, para justificar-se na última hora, tratou de sujar o governo equatoriano com mentiras deslavadas. O presidente Correa disse que seu país irá até as últimas consequências para enfrentar esse ultraje que continua. Nossa solidariedade total com o povo e o governo do Equador agredidos pela violação de seu território e partidários incondicionais da paz.

Traduzido do editorial publicado pelo Indymedia Colombia

Links:
Indymedia Colombia | Indymedia Ecuador

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MORADIA Mar 05
Ocupação, reintegração de posse e repressão policial em Piracicaba

Na madrugada de sábado (16 de fevereiro), por volta de 2 horas da manhã, um grupo de cerca de 700 famílias integrantes do MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) ocupou o loteamento popular Gilda, em Piracicaba, cidade do interior do Estado de São Paulo que apresenta um dos maiores PIBs do país. O loteamento popular Gilda está localizado próximo ao bairro Bosque do Lenheiro, que também teve um loteamento ocupado em 1999 por famílias integrantes do MTST.

A empresa Múltipla Engenharia, responsável pela obra, conseguiu autorização de reintegração de posse e na noite de 25 de fevereiro o acesso à entrada principal do loteamento foi restringido por policiais que se preparavam para cumprir a ordem judicial.

Após a reintegração, muitas famílias conseguiram voltar para casas de familiares e amigos, mas uma pequena parte das pessoas que estavam lá ficaram perambulando pela cidade em busca de abrigo até bem tarde da noite, quando uma moradora do bairro Bosque do Lenheiro, proprietária de um ponto comercial onde funciona uma lanchonete, sensibilizada com a situação, acolheu cerca de 24 famílias, desativando a lanchonete temporariamente. Hoje, passada uma semana da reintegração de posse, as famílias continuam lá sem nenhum apoio das autoridades locais e perseguidas pelas polícias civil e militar, conforme relato dos próprios moradores.

Saiba Mais:Ocupação do MTST em Piracicaba | Fotos da Ocupação | Vídeos da Ocupação | Loteamento Gilda - Piracicaba -"Sorteio é pra quem tem sorte" | Reintegração de posse hoje, no loteamento Gilda | Fotos da reintegração de posse do loteamente Gilda - Piracicaba | Piracicaba - moradores desabrigados após reintegração de posse | Repressão policial atinge desabrigados | Entrevista com moradora que testemunhou a repressão

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MOVIMENTO PASSE LIVRE Mar 04
Julgamento político de Marcelo Pomar será em maio

Marcelo Pomar, militante do Movimento Passe Livre de Florianópolis, será julgado no dia 13 de maio, às 15h, no Fórum de Justiça da Capital. O militante é acusado de "incitação ao crime".

No dia 16 de fevereiro de 2006, uma frente, organizada para questionar o chamado "Pacotão da Tarifa Única" da prefeitura de Florianópolis se manifestava em frente ao Terminal do Centro, quando 16 capangas atacaram os manifestantes e as manifestantes.

A Polícia Militar não apenas deixou de prender os agressores com escoltou sua saída. A população que assistia ao ocorrido se juntou aos manifestantes, que exigiam a prisão dos capangas. No meio da confusão, Marcelo Pomar gritou "não lincha". Neste momento, policiais prenderam-no, afirmando que Marcelo havia incitado o linchamento dos capangas. Mesmo portando a identidade do homem identificado como o líder dos agressores, a Polícia Civil jamais deu prosseguimento às investigações.

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assine e divulgue a petição on-line contra o julgamento de Marcelo Pomar

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Identificado um dos capangas que atacaram protesto | Capangas sem identificação atacam manifestação e saem escoltados pela polícia

fotos da manifestação e dos capangas: parte 1 | parte 2 | parte 3 | parte 4 | parte 5

áudio: coletiva de imprensa na manhã de sexta, 17 de feveriro de 2006

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DIREITO A TERRA Mar 03
MST ocupa latifúndio improdutivo de 300ha em Itatiba - SP

Na madrugada de sábado (01/03), o MST - Movimento dos Trabalhadores Sem Terra - ocupou um latifúndio improdutivo de 135 alqueires (quase 330 hectares) em Itatiba, próximo à região metropolitana de Campinas - SP.

Há cerca de 300 famílias no local, oriundas das regiões metropolitanas de São Paulo e Campinas, e constituem-se na Comuna Che Guevara, que está lutando e sofrendo despejos na região há mais de dois anos. A área estava abandonada há mais de 5 anos e seria destinada à construção de um condomínio fechado, sob administração conjunta da Imobiliária Agra e Extrema Empreendimentos Imobiliários. A fazenda foi outrora o pomposo e luxuoso Haras Rosa do Sul, que criava cavalos campeões do páreo nas esbanjantes apostas de corridas de cavalos.

Entre suas diversas dependências, existem suntuosas baias de cavalos e uma gigantesca mansão, pela qual passaram muitas figuras da elite nacional brasileira, dentre as quais se destaca o ex-presidente e atual senador José Sarney. A fazenda entrou em declínio com a falência da Sharp Brasil, dona do haras, e desde meados de 2000, não abriga nenhuma atividade agrícola e permanece improdutiva desde então.

Contrariamente à proposta de uso como loteamento fechado, o MST exige que a terra passe para as mãos de famílias sem-terra, para que possam usá-la para produção alimentar e moradia: o excelente solo da região não deveria permanecer tanto tempo sem cultivo nem ser desperdiçado com a construção de um condomínio. É reivindicada a desapropriação dessa e de outras áreas improdutivas na região e exigida a inspeção da fazenda pelo Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).

Editoriais Anteriores:: Comuna da Terra Che Guevara é ameaçada de despejo | MST ocupa latifúndio em Franco da Rocha, São Paulo | Site do MST

Fotos da Ocupação:: 1 | 2 | 3

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MORADIA - Goiânia Mar 02
Três anos de impunidade: a história continua

Há uma semana, três anos depois da desocupação do Sonho Real em Goiânia, seis famílias que estavam em uma área provisória cedida pela prefeitura no bairro Grajaú ficaram sem ter para onde ir. Mesmo antes do prazo de permanência na área terminar, luz e água foram cortadas, tornando inviável a permanência no local. Sem alternativa, as famílias foram acampar numa praça do Residencial Real Conquista, assentamento conquistado pelas famílias que lutam desde 2005. A polícia chegou imediatamente, não permitindo o acampamento e levando quatro pessoas detidas por invasão de área pública, apesar da solidariedade de moradores/as e apoiadores/as do movimento.

Cerca de oitenta famílias seguem aguardando suas casas, o que pode demorar ainda vários meses. Algumas delas aguardam num abrigo, após assinar um Termo de Ajuste de Conduta que diz que a área provisória deve ser desocupada e que devem aguardar, sem prazo definido, as chaves das casas. As seis famílias não assinaram este termo, por discordarem da maneira como os acordos entre AGEHAB (Agência Goiana de Habitação) e Associação de Beneficiários vem ocorrendo. O presidente da AGEHAB já afirmou em um jornal de grande circulação que essas seis famílias não terão suas casas, negando assim um direito básico de todos/as, numa perseguição política que atende a interesses político-partidários, e tem como consequência colocar na rua famílias que lutam há mais de três anos por moradia digna.

[Goiânia] Famílias do Grajaú ficam sem ter para onde ir

Mais informações:: sonhoreal.naxanta.org

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Campo Mar 02
Campo Florido uma cidade devastada pela Cana

Campo Florido uma pequena cidade de 6 mil habitantes no triângulo mineiro recebeu recentemente um fluxo de mais de mil migrantes levados a abandonar sua terra natal com a ilusão de prosperidade e emprego nas Usinas Coruripe e Cana do Campo. As Usinas negam o aliciamento e por conta de uma determinação do Ministério Público do Trabalho não contratam os trabalhadores fora de sua região de origem.

Estes desempregados encontram-se em condições degradantes, sem meios para se sustentar na cidade e sem dinheiro para voltar para suas casas; além disto a inflação no comércio local disparou. O Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Campo Florido e o Movimento Terra Trabalho e Liberdade - Democrático e Independente, estão organizando estes trabalhadores para lutar por emprego e condições dignas de vida e não acreditam que sua simples contratação como cortadores de cana vái garantir isto.

Links: Blog do MTL-DI | Etanol | aliciamento de trabalhadores em Campo Florido | Solidariedade a Campo Florido | Nota a sociedade: A cana o e trabalho degradante em Campo Florido | CARTA ABERTA A POPULAÇÃO DE CAMPO FLORIDO | Campo Florido uma cidade devastada pela Cana.

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Pessoas em Situação de Rua Mar 01
Repressão Escancarada no Centro de São Paulo

No dia 27 de fevereiro, representantes da subprefeitura da Mooca comunicaram às famílias e pessoas em situação de rua que eles não poderiam mais permanecer nos locais onde estavam e que se não se retirassem, funcionários municipais iriam recolher as carroças e os pertences que se encontrassem no local.

A "conversa" dos representantes da subprefeitura com os freqüentadores desses locais foi bastante tensa. Segundo informações dos agentes comunitários do Centro Comunitário São Martinho de Lima Povo de Rua (local que oferece assistência aos excluídos da região), em um determinado momento, tentando proteger seus pertences, uma freqüentadora do local acabou atirando uma garrafa de vidro e pedaços de madeira em direção a kombi da prefeitura, danificando alguns vidros. Em resposta, funcionários da prefeitura voltaram na manhã seguinte recolhendo as carroças e documentos dos moradores de forma inconstitucional e fazendo uso inclusive de gás pimenta.

A comunidade fez contato com a subprefeitura da Mooca para resgatar esses pertences e poderem retornar ao trabalho de catadores, mas foram informados pelo serviço social que essas carroças foram levadas ao lixão localizado na Fernão Dias e que não haveria condições de resgatá-las novamente pois as mesmas deverão ser destruídas.

::LEIA MAIS::

Links: video da "limpeza" promovida pela prefeitura | Última ação da Prefeitura coroa atitudes excludentes em São Paulo | MNCR cobra informações da comissão especial que discute carroças na Camara de Vereadores | Catadores são surpreendidos com limpeza da Subprefeitura da Sé | Violencia da Sub prefeitura da Mooca com moradores de rua na porta da São martinho de Lima

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ORGANIZAR, OCUPAR, RESISTIR Feb 29
II Congresso do MSTB

Começa nesta sexta feira, dia 29/2, às 17 horas, e vai até domingo o II Congresso do MSTB - Movimento dos Sem Teto da Bahia, com o tema: "O Movimento que Temos" e "A Comunidade que Queremos".

O MSTB é um movimento que atua nas cidades e que mobiliza trabalhadoras e trabalhadores sem teto para lutarem pelo direito à moradia. O movimento surge em 2003 a partir da necessidade real de trabalhadores e trabalhadoras que, em busca de moradia para suas famílias, ocupam um terreno no KM 12 na Estrada Velha do Aeroporto. Em 2005, aconteceu o I Congresso do Movimento, ainda de nível local e chamado MSTS - Movimento dos Sem Teto de Salvador. Deste congresso, nasce a idéia de um movimento de caráter estadual, surgindo assim o MSTB. Além disso, foram definidos a Carta de Princípios e o Estatuto do Movimento.

Do surgimento até hoje, o movimento cresceu vertiginosamente, na capital e no interior, aglutinando em torno de si uma série de apoiadores e chamando a atenção de todos. O II Congresso vem no tempo de fortalecer a organicidade de um movimento em expansão, de confluir idéias e sentimentos comuns para a construção de uma simbologia única do movimento. Enfim, no momento de dar o passo adiante que todos esperam.

Durante o congresso, o CMI-Salvador junto com o coletivo CORAL (coletivo de rádio livre) estarão transmitindo o congresso via FM (105,1) e via web.

Ouça a transmissão do congresso

II Congresso::Relato do 2º dia

Fotos::Relato do 2º dia

I Congresso (2005):: Relato do 1º e do 2º dia de atividades | Quem somos e para onde vamos | Ocupar, organizar e resistir

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LIBERDADE DE EXPRESSAO Feb 27
Professora é condenada injustamente por denunciar condições desumanas em cadeia

A professora e editora do jornal Recomeço, Maria da Glória Costa Reis, foi condenada a 4 meses de detenção em janeiro desse ano pela juíza Tânia Maria Elias Chain, por denunciar as condições desumanas da cadeia da cidade de Leopoldina em Minas gerais. Como Maria é réu primária a pena foi substituída pela multa de 2 salários mínimos, (R$760,00).

Com cerca de 200 exemplares, o jornal Recomeço faz parte de um projeto que promove o conceito de voluntariado dentro de presídios com o resgate da auto-estima e recuperação dos presos. No editorial - Que regime é este? - de agosto de 2005, Maria da Glória cobrou direitos que a lei garante aos presos. Entre outros abusos praticados na cadeia, os presos ficaram 11 meses sem sair da cela nem para um banho de sol.

Não é aceitável a conivência de magistrados, fiscais da lei, advogados, enfim, operadores de direito com tamanha barbárie, escreveu.

Essa a frase, embora sem citar nenhum nome, levou o juiz José Alfredo Jünger de Souza Vieira a fazer representação criminal amparado pela Lei de Imprensa, (5.250/1967). Essa lei, resquício da ditadura, foi parcialmente suspensa dia 21 de fevereiro pelo ministro Carlos Ayres Britto do Supremo Tribunal Federal até o julgamento, ainda sem data para ocorrer.

Links:: Condenada por denunciar | Quem denuncia é processado! | Sentença

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