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Arquivo de editoriais
ALCA Nov 01
Cobertura dos protestos no Brasil e pelas Américas

Em São Paulo, houve uma marcha composta por um bloco da esquerda institucional e outro do movimento autônomo. A marcha autônoma, organizada pela coalizão de grupos e indivíduos inspirados pelos princípios da AGP (Ação Global dos Povos) saiu do prédio da Gazeta e caminhou até a Pça. do Patriarca no centro da cidade, sem incidentes com a polícia.
Fotos:1|2
No Rio de Janeiro, houve um ato organizado pelos partidos, percorrendo o caminho da Cinelândia ao consulado americano.
Fotos:1|a href="http://www.midiaindependente.org/front.php3?article_id=40420&group=webcast">Fortaleza houve uma pequena manifestação em frente ao McDonald´s.
Veja também as manifestações pelas as américas:
-Portland
-Argentina
-Montreal
Hoje, 1/11, estão programadas para São Paulo, além de ações descentralizadas, uma bicicletada e festa de rua contra a ALCA.





ALCA Nov 01
31/10 DIA DE PROTESTOS CONTRA A ALCA NO EQUADOR E NO BRASIL

Começam a se intensificar os protestos contra a ALCA (Área de Livre Comércio das Américas), que passa por mais uma rodada de negociações em Quito, Equador. As marchas indígenas chegaram a Quito ontem, prometendo atrapalhar a reunião de negociação do acordo. No dia 30/10, um grupo de 100 mulheres realizou uma ação num Mac Donald's de Quito, tirando a roupa contra a ALCA. Também houve confrontos com a polícia nas rua da capital equatoriana, com muito gás lacrimogêneo e tiros para o alto.
Ontem, 31/10, aconteceu uma marcha com as organizações indígenas, grupos socialistas e organizações dos trabalhadores em Quito, que foi duramente reprimida pela polícia equatoriana.

Em São Paulo, houve uma marcha composta por um bloco da esquerda institucional e outro do movimento autônomo. A marcha autônoma, organizada pela coalizão de grupos e indivíduos inspirados pelos princípios da AGP (Ação Global dos Povos) saiu do prédio da Gazeta e caminhou até a Pça. do Patriarca no centro da cidade, sem incidentes com a polícia.
No Rio de Janeiro, houve um ato organizado pelos partidos, percorrendo o caminho da Cinelândia ao consulado americano.
Em Fortaleza houve uma pequena manifestação em frente ao McDonald´s.
Hoje, 1/11, estão programadas para São Paulo, além de ações descentralizadas, uma bicicletada e festa de rua contra a ALCA.





ALCA Oct 30
Milhares de pessoas protestam contra a ALCA em todo o continente

Entre os dias 29 de outubro e 1° de novembro, enquanto 34 ministros de estado se reuniam em Quito, as ruas da capital equatoriana foram tomadas por milhares de camponeses, indígenas, trabalhadores, estudantes e militantes dos mais diversos movimentos sociais que protestaram contra as negociações do acordo que deve criar um bloco de livre comércio nas Américas.

Além de Quito, dezenas de outras cidades de Montreal a Buenos Aires, passando por Montevidéo, São Paulo, Porto Alegre e São Francisco, reuniram pessoas nas ruas em protesto às negociações. Dez mil pessoas protestaram em Montreal e cinco mil em São Paulo.

Em Quito:

Sexta-feira, 01/11: Assembléia Continental dos Povos | Quinta-feira, 31/10: Repressão na tomada de Quito [ 1 | 2 | 3 ] | Cobertura minuto-a-minuto das manifestações do dia 31/10 | Quarta-feira, 30/10: Marchas indígenas entram em Quito | Mulheres contra a ALCA | Repressão começa em Quito [ 1 ] | Terça-feira, 29/10: Marcha e ato simbólico contra a ALCA [ 1 | 2 | 3 ]

[ Começaram as mobilizações em Quito | Agenda das mobilizações em Quito | Em Quito, saiba como participar dos protestos ]

Entrevista de João Pedro Stédile ao CMI

Protestos no território brasileiro:

Em São Paulo, cinco mil pessoas marcharam contra a ALCA (fotos I, II e III e análises I e II); no dia seguinte, aconteceram ações descentralizadas e quinhentas pessoas ocuparam a Praça da República numa festa de rua (fotos I e II e análises I e II) | No Rio de Janeiro, a manifestação aconteceu na Cinelândia (fotos da manifestação, relato e denúncia de um policial infiltrado) | Aracaju | Em Salvador, manifestação aconteceu em frente ao Teatro Castro Alves (relatos I e II) | Em Porto Alegre, manifestação fechou o Citybank (relato) | Em Fortaleza, protestos aconteceram na Praça do Ferreira (relato e fotos)

Protestos em outras cidades do continente:

10.000 pessoas vão às ruas de Montreal (Canadá) protestar contra a ALCA | Marcha contra a ALCA em Buenos Aires (Argentina) | Cerca de 200 protestam contra a ALCA em Portland (EUA)

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CMI Equador
CMI Montreal (Canadá)

ELEIÇÕES 2002 Oct 27
A esquerda chega ao poder

Pela primeira vez na história do país, um candidato de esquerda é eleito Presidente. Depois de disputar quatro vezes o cargo, o candidato do Partido dos Trabalhadores conseguiu vencer a disputa, num contexto de alianças com forças conservadoras e críticas internas de setores de esquerda. Alianças com dissidentes do PMDB, PFL e com o Partido Liberal permitiram a formação de uma coalizão partidária que acalmou os mercados e criou sustentação política para levar o PT ao poder. Não se sabe até que ponto os acordos políticos comprometerão as propostas do partido.

Quinze dias após assumir o cargo, Lula terá que dar uma resposta com relação à Área de Livre Comércio das Américas (ALCA), decisão que afeta não somente o Brasil, mas que também influencia toda América Latina (es).

Quando Fernando Henrique Cardoso passar a faixa de presidente à Lula, será a primeira vez em mais de 40 anos que um presidente eleito pelo povo passa o cargo à seu sucessor também eleito pelo voto. O fato simbólico demonstra a ausência de democracia no Brasil, que encontra-se imerso em problemas sociais e econômicos.

Com a promessa de crescimento econômico, o próximo governo terá de enfrentar uma dívida externa de US$ 216,457 bilhões (dados de julho de 2002), um déficit da previdência social de R$ 17 bilhões e o desafio de empregar 8 milhões de brasileiros dos quais 50% atuam no mercado informal.

Enquanto isso, durante o processo eleitoral, vários grupos anarquistas demonstraram seu repúdio às eleições.

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Taxa de desemprego setembro 2002
A gestão da dívida publica e a taxa de juros
Brasil, um outro Rio Grande do Sul?

MEIO AMBIENTE Oct 26
Hidrelétrica e dragagem provocam assoreamento em litoral do PR

A ampliação da usina hidrelétrica Parigot de Souza causou pesados impactos ambientais na baía de Antonina, no litoral paranaense. A baía está sendo assoreada (acumulando sedimentos) desde que a ampliação da usina hidrelétrica dobrou a vazão de água dos rios que desaguam ali. Além disso, um processo de dragagem de canais está jogando os sedimentos dragados na própria baía, aprofundando o problema.

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Leia matéria completa

CENSURA Oct 26
Jornal em Brasília sofre censura prévia da justiça

O Jornal Correio Braziliense sofreu censura prévia nessa quinta-feira por tentar publicar denúncias contra o governador e candidato à reeleição no Distrito Federal, Joaquim Roriz. O desembargador Jirair Meguerian considerou a publicação da matéria propaganda contra o candidato e suspendeu antecipadamente a publicação da reportagem. Segundo o professor Victor Gentilli, da Universidade Federal do Espírito Santo, essa é a primeira vez que se pratica censura prévia a um jornal desde os tempos da ditadura militar. A matéria do Correio Braziliense transcrevia trechos de escuta telefônica feita sob ordem judicial que apontava para tráfico de influència entre membros do primeiro escalão do governo do DF e empresários acusados de grilagem de terras.

Ouça as gravações censuradas

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Censuraram o maior jornal do DF
O Dia em que a Dona Censura resolveu nos visitar
Justiça impõe censura prévia para evitar que corrupção seja revelada

ALCA Oct 22
Começa mobilização para protestos

Enquanto ministros de estado de 34 países da América se preparam, a partir de 31 de outubro, em Quito, no Equador, para mais uma rodada de negociações para a criação da ALCA, movimentos sociais, sindicatos, partidos políticos e ONGs se preparam para protestos em todo o continente. Tratam-se dos protestos mais importantes desde abril de 2001 quando manifestações populares coincidiram com as últimas negociações para o acordo em Buenos Aires (Argentina) e Québec (Canadá).

No ALCApitalismo

Com base no esboço do acordo, divulgado em setembro do ano passado e nos impactos causados pelo NAFTA (bloco comercial, em vigor desde 1994, que inclui Estados Unidos, Canadá e México), espera-se que a ALCA gere deterioração da legislação de proteção trabalhista e ambiental, concentração de renda e privatização de serviços sociais.

Estão previstos protestos nos dias 30 e 31 de outubro nas principais cidades do país. Em São Paulo, uma série de protestos deve ocorrer nos dias 31 de outubro e 1 de novembro. No dia 31, uma marcha deve acontecer na Avenida Paulista, a partir das 14 horas. No dia 1, uma bicicletada ("passeata" de bicicletas, skates, patins e patinetes), a partir das 7 da manhã e uma festa de rua, a partir das 18 horas, devem fechar o ciclo de protestos. No dia 30 de outubro haverá manifestações em Santos, às 12 horas na Praça Mauá e às 19 horas em frente à UNISANTOS (na Rua Euclides da Cunha, próximo ao canal 1). No dia 31 de outubro os grupos que organizaram o plebiscito promoverão manifestações em 31 cidades do país. Outros grupos também preparam protestos. Em Fortaleza haverá uma concentração na Praça do Ferreira (em frente ao McDonald's) às 16 horas. No Rio de Janeiro, o protesto acontece na Cinelândia, com concentração a partir do meio dia. Em Salvador, uma manifestação ocorrerá na sexta-feira, a partir das 16 horas, em frente ao Teatro Castro Alves.

Em São Paulo: Oficinas preparatórias | Chamados I, II e III | Cartaz | Panfletos

José Arbex discute a ALCA

Jornal Ação Direta especial sobre a ALCA

CMI na Rua sobre a ALCA

Leia mais: Chamado de movimentos sociais do Equador | Chamado para ações em São Paulo | ALCA é negociada em segredo | O risco da privatização de serviços sociais | Até a água pode ser privatizada | Mecanismos de proteção à propriedade intelectual podem encarecer remédios | Empresas poderão ter mais poder que os estados | O NAFTA como embrião da ALCA | O NAFTA e as Maquiladoras: exemplo para a ALCA

Sites informativos: alcaralho | Aliança Social Continental | Mulheres contra a ALCA | Ojo al ALCA | Stop FTAA | bicicletada

História: Protestos em Buenos Aires (6 de abril de 2001) | Protestos em Québec (20 de abril de 2001) | Protestos em São Paulo (20 de abril de 2001) [ 1 | 2 | 3 | 4 ] | Esboço do acordo é liberado (setembro de 2001) | Jovens relembram repressão a protestos anti-ALCA (abril de 2002) | Plebiscito sobre ALCA reúne 10 milhões (setembro de 2002)

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CMI Equador
Site oficial da ALCA

DIREITOS HUMANOS Oct 16
Brasil é denunciado por desrespeito a direitos dos indígenas

O Brasil foi denunciado na ONU e na OEA por desrespeito aos direitos humanos no processo de demarcação da terra indígena Xucuru em Pernambuco. Embora a terra tenha sido homologada pelo presidente da república desde abril de 2001, até hoje ela não foi registrada. Além disso, líderes indígenas e representantes de organizações de direitos humanos têm sido alvo de constantes ameaças de morte.

Desde o começo do ano, inúmeros outros casos de desrespeito, perseguições e assassinatos envolveram os povos indígenas:

[ Ambientalista indígena Xavante ameaçado de morte | Raimundo Sota, Pataxó Hã Hã Hãe é assassinado | Pistoleiros atacam famílias Pataxó Hã-Hã-Hãe | Ministro suspende demarcação da terra indígena Araçai | Comissão indígena Truká denuncia Intromissão da PF | Aldeia Uiramutã resiste às ameaças do Exército | Krahô/Kanela vão à Brasília pedir socorro | Pistoleiros planejam ações contra os Pataxó | Os Pitaguarys | Pitaguarys x Posseiros | Os Pitaguarys e a luta pela sua cultura | Mais sobre a situação dos Pitaguarys ]





MOVIMENTO ESTUDANTIL Oct 15
Perseguição se espalha pelo país

Em várias cidades do país, órgãos administrativos das universidades estão perseguindo e criminalizando o movimento estudantil.

Em Brasilia, estudantes da Universidade Católica (UCB) que protestaram contra o cancelamento de disciplinas e demissões de professores no curso de direito estão sendo ameaçados de expulsão. Os estudantes organizaram uma greve e ocuparam duas vezes a reitoria, pacificamente.

[ Relato da situação na UCB | Manifesto em repúdio à reitoria da UCB ]

Em São Paulo, a reitoria da UNESP solicitou que o Instituto de Artes entregasse a ficha de 3 alunos investigados por protestos. Há um plano de "expansão" do ensino que os alunos denunciam como aprofundamento da perda de qualidade da universidade pública. A reitoria chegou a ser ocupada em protesto.

[ Repressão na UNESP | O Projeto de Expansão dos Problemas da Unesp | Estudantes e professores resistem à expansão "provisória" da Unesp | Alunos impedem a reunião do Conselho Universitário ]

Em Sergipe, estudante que organizou manifestação contra o preço das mensalidades em universidade privada corre o risco de ser expulso. Na universidade, o aluno que cursava apenas uma disciplina, pagava o mesmo montante de quem cursava a carga completa.

[ Relato de estudante da Universidade Federal do Sergipe ]

Em Goiás, sete alunos que protestaram contra o aumento do preço do Restaurante Universitário da UFG sofrem processo administrativo . O preço do "bandeijão" subiu 70%.

[ Perseguição política na UFG | Burocracia, sociedade panóptica e delito: caso dos picolés | Estudantes da UFG lutam contra aumento do R.U. e contra o militarismo da reitora - 16/01 | Estudantes da UFG resistem à truculência da Reitoria - 16/01 ]

Mande um recado para os órgãos administrativos destas universidades: UNIT | UFG | UNESP





VENEZUELA Oct 11
Milhares saem às ruas contra e a favor de Chávez

= "justify">Num clima de intensa polarização política, a Coordenadoria Democrática da Venezuela (que agrega o sindicato patronal Fedecamaras e o sindicato de trabalhadores, de direita, CTV) organizou nessa quinta-feira uma passeata em Caracas pedindo a renúncia do presidente Hugo Chávez. Sob boatos de uma nova tentativa de golpe, como a que seguiu a passeata de 11 de abril, a polícia e o exército estavam em alerta máximo. No entanto, não houve incidentes graves na capital. No interior, um manifestante morreu durante briga entre militantes da oposição e do governo.

Os grandes meios de comunicação do país, que fazem oposição declarada a Chavez, deram grande destaque à manifestação, veiculando o ponto-de-vista dos organizadores. Segundo a Coordenadoria Democrática, um milhão de pessoas estiveram presentes no ato. Agências internacionais estimaram o público em cem mil. Trata-se de qualquer maneira de uma das maiores passeatas da história do país.

No domingo, 13 de outubro, o presidente Hugo Chávez e os movimentos sociais que o apóiam chamaram a população para uma marcha que deveria ser ainda maior que a da oposição. Segundo o governo, dois milhões de pessoas participaram do protesto em apoio à "revolução bolivariana" (veja fotos). Segundo a oposição, foram "dezenas de milhares".

Artigos: Caracas está Calma: Relato de uma testemunha | Fracasso da greve e da marcha da oposição

Opinião: Reviravolta na Venezuela. Será? | Confronto entre Burgueses

Sites relacionados: Antiescuálidos | Fedecamaras





ELEIÇÕES 2002 Oct 05
Recicle um politico

Faixas, banners, cartazes, santinhos, calendários, placas, outdoors, etiquetas, vale de tudo para conquistar o seu voto obrigatório. Os candidatos e seus respectivos "marqueteiros" poluem áudio e visualmente as ruas de todas as cidades do país durante a campanha eleitoral. De acordo com juízes do Tribunal Reginal Eleitoral (TRE) os candidatos são responsáveis pela retirada de todo material publicitário das ruas.

Em diversas capitais brasileiras intervenções urbanas, formas criativas de desobediência civil, surgem reagindo a essa poluição. Recicle um politico vai se aproveitar desse material para produzir arte, em uma instalação a ser montada durante o primeiro Prov0s. Também na internet pipocam anti campanhas. O candidato José Serra, durante o último debate lamentou: "estão me difamando inclusive na Internet!".

Lista dos deputados que não assinaram a CPI da Corrupção | Candidato ex-torurador em Minas e Coronel Severo em BH | 45 desastres da era FHC

[ Arte » Latuff - O presidengue | Outro Cartoon | Recicle 1 político | Intervenções em Fortaleza, BH e São Paulo ]

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ELEIÇÕES 2002 Oct 04
O cenário do primeiro turno

De quatro em quatro anos, a democracia representativa conta com a participação popular para a eleição para Presidência, Governo do Estado, Senado, Câmara dos Deputados e Assembéias estaduais. Às vésperas da quarta eleição livre para presidente que teremos no Brasil desde a ditadura, as pesquisas indicam que um partido da esquerda encontra-se a um passo do poder. Luis Inácio "Lula" da Silva, candidato do PT (Partido dos Trabalhadores) que desde 1989 participa da disputa, está em primeiro lugar nas pesquisas, com boas possibilidades de vencer no primeiro turno.

Segundo a mídia e especialistas em economia, a liderança de Lula é a principal causa dos atuais "distúrbios" do mercado financeiro. Tanto no Brasil quanto em outros países, especialistas alertam para os perigos existentes para a economia brasileira caso o candidato petista ganhe o pleito. Numa verdadeira demonstração de terrorismo econômico, o mega especulador George Soros declarou recentemente que "o Brasil tem duas alternativas: o candidato do governo ou o caos..." Além disso, as políticas do FMI para o país em 2002 e 2003 demostram uma clara pressão econômica para manter o país dentro do "Consenso de Washington". Apesar de terem feito um generoso empréstimo de 30.4 bilhões de dólares para o país no começo de setembro, a nota divulgada à imprensa no dia 06 de setembro(en) revela que apenas 6 bilhões de dólares estarão disponíveis para o governo até o final de 2002. O empréstimo dos outros 24.4 bilhões de dólares dependerá das políticas econômicas que a próxima administração presidencial estiver disposta a adotar.

Outros fatos que cercam a votação de 2002 referem-se às denúncias de parcialidade da mídia corporativa e da possibilidade de fraude eletrônica. Neste cenário, também se destaca a retomada de discussões e ações sobre a legitimidade da democracia representativa e a respeito do caráter de protesto do voto nulo [ 1 ][ 1 | 2 ].

Enquanto isso, setores da sociedade demonstram que a ação política não se resume ao voto. Além de exercer esse direito, eles provam que política se faz também no dia-a-dia. Ocupações urbanas, luta feminina pela legalização do aborto, luta contra a ALCA e a criação de bibliotecas comunitárias autônomas são alguns dos exemplos de políticas quotidianas que demonstram que fazer política não se resume a colocar (ou digitar) um voto na urna.

Participe do Projeto Mutilingual para cobrir as eleições no Brasil. É um "projeto multilíngüe" para os visitantes do CMI, tanto brasileiros como estrangeiros, poderem acompanhar a cobertura das Eleições 2002 feita não somente no CMI-Brasil como em outros CMIs pelo mundo.





GOIÁS Oct 03
Denúncias contra governador de Goiás são censuradas

A Polícia Militar invadiu nesta quinta-feira, dia 3 de outubro, o Campus II da Universidade Federal de Goiás para apreender exemplares do "Dossiê K" que estavam sendo distribuídos gratuitamente por militantes do Movimento Terra Trabalho e Liberdade (MTL), do Movimento dos Sem Terra (MST) e do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) no pátio da Faculdade de Ciências Humanas e Filosofia. O dossiê contém denúncias de corrupção e abuso de poder do atual governador e candidato à reeleição, Marconi Perillo. A polícia se mostrou bastante truculenta, tirando os livros das mãos das pessoas e "confiscando" mochilas. Os estudantes resistiram e conseguiram tomar os livros de volta dos policiais, que bateram em duas estudantes e ameaçaram sacar as armas. O grupo de estudantes, que já estava preparado para fechar os portões da Universidade em protesto contra o transporte público, aglomerou-se em frente ao portão principal e barrou a passagem de veículos.

Informações de pessoas ligadas à Universidade confirmam que um juiz do TRE-GO ligou para a reitora da UFG, Milca Severino, avisando que a Rádio Universitária poderia ser fechada por crime eleitoral. O crime eleitoral consistia em ter entrevistado Jorge Kajuru, autor do Dossiê K. A reitoria conseguiu bloquear a ação. Questionada, negou o fato. A ameaça de fechar a rádio parecia mais concreta depois que na segunda-feira, dia 30 de setembro, a Rádio K, de Kajuru, foi fechada por decisão judicial.

Na quarta-feira, dia 2, a polícia reprimiu manifestação de setores da esquerda, incluindo partidos, que protestavam contra o fechamento da Rádio K e a proibição da distribuição do dossiê. Dez pessoas foram presas.

No sábado, dia 5 de outubro, polícia federal e uma promotora de justiça interromperam um debate político de cárater não eleitoral transmitido pela Rádio Universitária, ligada a Universidade Federal de Goiás, alegando que um dos participantes do debate cometia crime eleitoral. O professor da Faculdade de Ciências Humanas e Filosofia, Jorge Safatle, fez comentários a respeito da entrevista que Jorge Karuju deu à Universitária enquanto os demais participantes preferiram se isentar. A atitude do professor foi considerada pelo Ministério Público crime eleitoral. Devido à ação de professores, alunos, de alguns políticos e da reitora, a rádio foi mantida no ar. As fitas do debate foram recolhidas para análise e, se provado o crime, serão usadas como provas. As ameaças de fechamento persistem.

Veja fotos da repressão na Avenida Goiás - 02/10

Ouça gravações apresentadas como provas no Dossiê k - |Em formato mp3 | Veja o dossiê K na rede



Relato da ação policial na UFG
Relato da manifestação na Av. Goiás
Estudantes da UFG se organizam para responder ao autoritarismo estatal

CENTRO DE MÍDIA INDEPENDENTE Oct 03
CMI Atenas sofre ataque do governo e da mídia corporativa

O Centro de Mídia Independente de Atenas, Grécia, está sob ataque. A grande mídia e as autoridades gregas estão em campanha pela criminalização do CMI, afirmando que ele apóia atividades terroristas. A onda anti-terrorismo na Grécia ganhou grande impulso depois que membros do grupo 17 de Novembro foram presos. O grupo armado de orientação marxista é acusado de terrorismo pelas autoridades da Grécia e dos Estados Unidos, embora simpatizantes do grupo aleguem que ele não pratica terrorismo e que nenhuma das vítimas de suas ações armadas são cidadãos comuns (são todos militares, autoridades governamentais ou altos executivos de empresas). Durante 23 anos de atividade nenhum integrante do grupo havia sido preso até que um acidente com bomba envolvendo um membro levou a polícia a prender 17 suspeitos. Com a campanha contra o 17 de Novembro se intensificando, a mídia começou a procurar novos suspeitos de atos terroristas. Numa reportagem no jornal Apogeymatini, trechos de uma matéria anônima no CMI criticando jornalistas foi considerado "incitação ao terrorismo". Em seguida, surgiram vestígios de "apoio" ao 17 de Novembro e as acusações se multiplicaram. O Departamento da Polícia para a Informática chegou a tentar se infiltrar no coletivo editorial do CMI Atenas.

No dia primeiro de outubro, ativistas fizeram uma marcha de 2500 pessoas em Atenas contra o terrorismo do estado e da mídia e contra a censura do site. A grande imprensa reportou o fato como uma passeata pró-17 de Novembro.

[ Terrorismo do estado e da mídia na Grécia | CMI Atenas e a censura | CMI Atenas sob ataque | Site do CMI Atenas ]





COMUNICAÇÃO Oct 01
ANATEL e Polícia Federal tentam mais uma vez fechar Rádio Muda

Na sexta-feira, dia 18 de outubro, a Agência Nacional de Telecomunicações e a Polícia Federal tentaram, como no dia 1º deste mês, fechar a rádio livre Muda FM, localizada no campus da Unicamp. Devido à intervenção da reitoria da Universidade, a rádio manteve-se no ar. A Muda está no ar há 12 anos e é mantida por um coletivo autogerido de mais de 100 programadores.

Relato da ação do dia 18

[Relato da "visita" feita pela ANATEL no dia 1º de outubro | Manifesto do coletivo da Rádio Muda | Abaixo assinado em apoio à Muda | Escreva para a ANATEL e proteste | Site da Rádio Muda ]





CARANDIRU Oct 01
Há dez anos 111 presos foram assassinados pela polícia em SP

Dia 2 de outubro marca os dez anos do maior massacre do sistema carcerário brasileiro. Naquele dia, tropas da polícia militar de São Paulo invadiram a Casa de Detenção do Carandiru para reprimir um tumulto resultante de uma briga entre presos. A operação resultou em 111 detentos assassinados. Os presos eram todos do Pavilhão 9 e aguardavam julgamento - das 111 vítimas, 89 ainda não tinham sido condenadas. As tropas eram da ROTA, do COE e do GATE e estavam armadas de fuzis, metralhadoras e pistolas. A maior parte das vítimas foi baleada no tórax e na cabeça. As autoridades estaduais esconderam o número de mortos até o final do dia seguinte, quando aconteciam eleições municipais. Apenas trinta minutos antes das urnas serem recolhidas, a população foi informada do massacre. O comandante da operação, o coronel Ubiratan Guimarães foi julgado pelo crime e condenado em primeira instância a 632 anos de prisão. Réu primário, ele aguarda recurso em liberdade e é candidato a deputado federal. Seu número faz alusão ao massacre que comandou: 111 90.

várias manifestações previstas lembrando o incidente. No dia 2, no largo de São Francisco, haverá um ato ecumênico a partir das 18 horas. No sábado, dia 5, haverá um protesto em memória às vítimas organizado pela União do Movimento Punk.

O Centro de Mídia Independente gostaria de nomear todos os 111 seres humanos assassinados:

Adalberto Oliveira dos Santos, Adão Luiz Ferreira de Aquino, Adelson Pereira de Araujo, Alex Rogério de Araujo, Alexandre Nunes Machado da Silva, Almir Jean Soares, Antonio Alves dos Santos, Antonio da Silva Souza, Antonio Luiz Pereira , Antonio Quirino da Silva, Carlos Almirante Borges da Silva, Carlos Antonio Silvano Santos, Carlos Cesar de Souza, Claudemir Marques, Claudio do Nascimento da Silva, Claudio José de Carvalho, Cosmo Alberto dos Santos, Daniel Roque Pires, Dimas Geraldo dos Santos, Douglas Edson de Brito, Edivaldo Joaquim de Almeida, Elias Oliveira Costa, Elias Palmiciano, Emerson Marcelo de Pontes, Erivaldo da Silva Ribeiro, Estefano Mard da Silva Prudente, Fabio Rogério dos Santos, Francisco Antonio dos Santos, Francisco Ferreira dos Santos, Francisco Rodrigues, Genivaldo Araujo dos Santos, Geraldo Martins Pereira, Geraldo Messias da Silva, Grimario Valério de Albuquerque , Jarbas da Silveira Rosa, Jesuino Campos, João Carlos Rodrigues Vasques, João Gonçalves da Silva, Jodilson Ferreira dos Santos, Jorge Sakai, Josanias Ferreira de Lima, José Alberto Gomes pessoa, José Bento da Silva, José Carlos Clementino da Silva, José Carlos da Silva, José Carlos dos Santos, José Carlos Inojosa, José Cícero Angelo dos Santos, José Cícero da Silva, José Domingues Duarte, José Elias Miranda da Silva, José Jaime Costa e Silva, José Jorge Vicente, José Marcolino Monteiro, José Martins Vieira Rodrigues, José Ocelio Alves Rodrigues, José Pereira da Silva, José Ronaldo Vilela da Silva, Josue Pedroso de Andrade, Jovemar Paulo Alves Ribeiro, Juares dos Santos, Luiz Cesar leite, Luiz Claudio do Carmo, Luiz Enrique Martin, Luiz Granja da Silva Neto, Mamed da Silva, Marcelo Couto, Marcelo Ramos, Marco Antonio Avelino Ramos, Marco Antonio Soares, Marcos Rodrigues Melo, Marcos Sérgio Lino de Souza, Mario Felipe dos Santos, Mario Gonçalves da Silva, Mauricio Calio, Mauro Batista Silva, Nivaldo Aparecido Marques de Souza, Nivaldo Barreto Pinto, Nivaldo de Jesus Santos, Ocenir Paulo de Lima, Olivio Antonio Luiz Filho, Orlando Alves Rodrigues, Osvaldino Moreira Flores, Paulo Antonio Ramos, Paulo Cesar Moreira, Paulo Martins Silva, Paulo Reis Antunes, Paulo Roberto da Luz, Paulo Roberto Rodrigues de Oliveira, Paulo Rogério Luiz de Oliveira, Reginaldo Ferreira Martins, Reginaldo Judici da Silva, Roberio Azevedo da Silva, Roberto Alves Vieira, Roberto Aparecido Nogueira, Roberto Azevedo Silva, Roberto Rodrigues Teodoro, Rogério Piassa, Rogério Presaniuk, Ronaldo Aparecido Gasparinio, Samuel Teixeira de Queiroz, Sandoval Batista da Silva, Sandro Rogério Bispo, Sérgio Angelo Bonane, Tenilson Souza, Valdemir Bernardo da Silva, Valdemir Pereira da Silva, Valmir Marques dos Santos, Valter Gonçalves Gaetano, Vanildo Luiz, Vivaldo Virculino dos Santos.

[ Relatório sobre o Massacre | Resumo do relatório | Diário de um detento | Fotos do massacre (imagens fortes) ]





PALESTINA Sep 30
Arafat sai do complexo da Autoridade Palestina depois de dez dias de cerco

Após seis semanas de silêncio palestino em resposta à morte de civis, dois ataques em Israel mataram sete israelenses e deixaram mais de sessenta feridos. Como reação, Israel determinou um cerco ao QG de Arafat durante 10 dias - apenas na segunda feira, dia 30, Arafat pôde sair do complexo. Em muitas áreas ocupadas foi instituído o toque de recolher e o exercito israelense, desrespeitando leis internacionais, impediu mais de 300 palestinos de ter acesso a medicamentos e água. Protestos pacíficos a favor de Arafat desobedeceram o toque de recolher com panelaços e resultaram em 5 mortos pela polícia israelense.

Últimos acontecimentos nos territórios ocupados



CMI Palestina
CMI Israel
Jovens israelenses se recusam a servir o exército

TRANSPORTE Sep 29
Ciclistas celebram dez anos de Massa Crítica em São Francisco

Mais de cinco mil ciclistas pedalaram pelas ruas de São Francisco, nos Estados Unidos, comemorando os 10 anos da Massa Crítica. A Massa Crítica é um movimento mundial que busca reivindicar as ruas para as pessoas. Toda a última sexta-feira do mês, ciclistas em São Francisco - onde o movimento começou - e em dezenas de outras cidades do mundo ocupam as ruas das cidades no horário do rush para protestar contra a cultura do automóvel e exigir as ruas para as pessoas. [ 1]

Em São Paulo, ciclistas protestam todo último sábado do mês em plena avenida Paulista. Em Florianópolis, um grupo acaba de instituir a Massa Crítica na cidade.

Vídeos e fotos da Bicicletada em SP | Relato da última bicicletada



CMI São Francisco
Site global da Massa Crítica
Site da Massa Crítica em SP

GUERRA Sep 29
Mais de 400 mil pessoas protestam contra a guerra de Bush e Blair na Inglaterra

Sábado, dia 28 de setembro, mais de 400 mil pessoas protestaram no centro de Londres contra as políticas de guerra de George Bush e Toni Blair, na maior manifestação pela paz no Reino Unido desde a guerra do Vietnã [ 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 ].

Os manifestantes fizeram uma passeata [ 1 ] [ 1 | 2 ] até o Hyde Park onde foi realizado um ato contra a guerra e em apoio à causa palestina [ 1 ]. A passeata foi marcada por cartazes, bonecos, música [ 1 ], batucadas e a queima de bonecos representando Bush, Blair, e o primeiro ministro italiano, Silvio Berlusconi. A polícia acompanhou os manifestantes e se mostrou pacífica, salvo algumas exceções. Antes das manifestações, a polícia havia subestimado em muito o número de manifestantes.

No mesmo dia, mais de 100 mil pessoas fizeram uma passeata em Roma contra a guerra [ 1 ] e outras milhares se manifestaram em Cairo, Berlim, Dublin, Sydney [ 1 ] e em Aotearoa na Nova Zelândia [ 1 | 2 ]. Nos Estados Unidos, ocorreram protestos em St. Louis e em São Francisco [ 1 | 2 | 3 | 4 | 5 ].



CMI Inglaterra
CMI Itália
CMI Baía de São Francisco (EUA)

ABORTO Sep 28
Campanha 28 de Setembro - Dia pela Descriminalização do Aborto na América Latina

Campanha 28 de Setembro - Dia pela Descriminalização do Aborto na América Latina e Caribe A Campanha 28 de Setembro é uma atividade do movimento de mulheres latino-americano e caribenho, de luta pelo direito ao aborto no marco da democracia e dos direitos humanos. Esta data foi tirada no No 5º Encontro Feminista Latino-Americano e do Caribe (Argentina, 1990) e desde 1993 diversas ações são feitas nos países da região.

O movimento pelo direito ao aborto acontece à cerca de duas décadas e busca dar as mulheres o direito de escolher pelo aborto e de poder controlar o seu próprio corpo. Além de lutar pelos direitos sexuais e reprodutivos e pela justiça de gênero. Este ano a campanha conta com atividades em diversas partes do mundo: veja o calendário de atividades). Acompanhe o que foi organizado nos anos anteriores:2000; 2001.

No site da campanha você pode acompanhar os relatos de outros países e também pode obter mais informações, como a Carta Guanabara que é o documento oficial da campanha e que reivindica sua descriminalização e o respeito ao exercício livre dos direitos sexuais e reprodutivos.
LINKS:

Site oficial da campanha
Católicos pelo Direito de Decidir




 
 
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