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| | Arquivo de editoriais | USP | Aug 14 | | Assembléia dos estudantes vota fim da greve na FFLCH Nesta quarta-feira, estudantes da FFLCH-USP em greve há mais de 90 dias decidiram em assembléia pelo fim da greve dos estudantes. Numa votação apertada (637 votos contra 511) e com ânimos exaltados, a assembléia considerou a oferta da reitoria uma vitória parcial e o movimento se comprometeu a continuar mobilizado pela melhoria do ensino na faculdade. Os alunos da FFLCH exigem melhores condições de ensino e a contratação de 259 professores com uma política de reposição automática de docentes. Depois de muita pressão, a reitoria ofereceu a contratação de 92 professores, mas nenhuma mudança na política de contratação. Professores reunidos na Congregação da FFLCH consideraram a proposta da reitoria satisfatória e deram o movimento grevista por vitorioso, estabelecendo uma grade de reposição das aulas que começava já na segunda-feira, dia 12. Muitos alunos consideraram a atitude da Congregação uma afronta à autonomia do movimento estudantil que tinha decidido na última assembléia pela continuidade da greve. Nos dois primeiros dias de aula, houve alguns incidentes entre professores que queriam dar aulas e grevistas, mas o clima em geral foi calmo. Boa parte dos professores optou por substituir as aulas por debates até o movimento dos estudantes aprovar o fim da greve, como era previsto. [Assembléia dos estudantes x assembléia dos professores | Artigo da mídia institucional noticia fim da greve | Assembléia dos estudantes decide pela continuidade da greve | USP: A greve como formação | Autoritarismo e falsidade na greve da FFLCH ]
Mobilização! FFLCH em greve Site dos estudantes da Filosofia | | ALCA | Aug 11 | | Mulheres contra a ALCA Na segunda-feira, 12 de agosto, grupos feministas unidos em torno da Marcha Mundial das Mulheres fizeram vários atos pelo país em repúdio à Área de Livre Comércio das Américas, a ALCA. Em São Paulo, a manifestação aconteceu na Praça Ramos, no centro. Já em Fortaleza, uma mobilização ocorreu na Praça do Ferreira. Mulheres do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Acre, Mossoró e Natal também se mobilizaram. As manifestações foram bastante criativas ? feiras em praças públicas e exposições. O objetivo dos atos, que fazem parte da semana da Campanha Contra a ALCA, é denunciar as conseqüências do acordo para a vida das mulheres: desemprego, ameaça a direitos trabalhistas como a licença maternidade, privatização dos serviços de educação e saúde, patenteamento de plantas medicinais, entre outros.
FOTOS: São Paulo: 1 | 2 Fortaleza: 1 | 2
Marcha Mundial das Mulheres Las Chicas Rebeldes | | BASE DE ALCÂNTARA | Aug 10 | | Irregularidades e desrespeito em Alcântara O Centro de Lançamentos de Alcântara é um projeto que foi idealizado ainda nos anos 70 pela Comissão Brasileira para Atividades Espaciais, como parte da estratégia de afirmação do país na disputa pela tecnologia espacial. Está localizado no município de Alcântara, no norte do Maranhão, que possui uma população de cerca de 18.950 habitantes. Para a implantação da base, que teve início nos anos 80, centenas de famílias foram desalojadas. O plano de deslocamento das famílias foi elaborado pelo Ministério da Aeronáutica (MAER) e recebeu parecer contrário do Instituto de Colonização e Reforma Agrária ? INCRA, diante de sua evidente inviabilidade técnica. Apesar de ciente dos problemas, o MAER promoveu a transferência de aproximadamente 300 (trezentas) famílias, que habitavam na denominada ?área de segurança?. Os trabalhadores atingidos, a maioria de comunidades negras remanescentes, foram praticamente empurrados para cima de outros povoados que já habitavam as proximidades das agrovilas. Instalou-se, pois, a disputa pela terra e pelos recursos naturais, já escassos. Em 18 de abril de 2000, os governos brasileiro e norte-americano assinaram um polêmico ?Acordo de Salvaguardas Tecnológicas? , visando a cessão do centro aos EUA para o lançamento de artefatos espaciais. Estudo de Impacto Ambiental do Centro de Lançamentos de Alcântara(EIMA/RIMA) não mostra as verdadeiras possibilidades do impacto ambiental sobre a região e sua população. Artigos: 1 | 2 |
Impacto ambiental do Centro de Lançamento pode causar graves danos ao bem-estar social e econômico da população de Alcântara Relato de visita ao local Inteiro teor do acordo entre Brasil-EUA para o uso do Centro de Alcântara | | FORTALEZA | Aug 09 | | Marcha Contra a ALCA reúne 3 mil Nesta quinta-feira, dia 8 de Agosto, a população de Fortaleza saiu as ruas para dizer não à ALCA. Estiveram presentes várias entidades populares, militantes de partidos políticos, sindicatos, estudantes secundaristas e universitários, índios Tapebas, o movimento GLS, movimento Hip-Hop e ONGs, além de políticos que aproveitaram a ocasião para fazer campanha eleitoral. Foram organizadas duas marchas: uma, partindo da praça do jornal "O Povo" e outra, partindo da Reitoria da UFC. As duas marchas se encontraram na Faculdade de Direito. No meio da passeata, uma senhora segurava um cartaz de um candidato ao governo do estado, descalça, às 10 horas da manhã, caminhando no asfalto, debaixo do sol quente de Fortaleza. Ela recebia dinheiro do partido para fazer propaganda naquelas condições adversas. A marcha percorreu várias ruas do centro da cidade até uma parada num restaurante do McDonald's, onde houve vários protestos. A manifestação terminou na praça do Ferreira. Fotos: Faixas na marcha | Cartazes | Índios Tapebas
| | PORTO ALEGRE | Aug 05 | | 7ª Marcha dos Sem reúne trabalhadores do Brasil, Argentina e Uruguai Na sexta feira, dia 2, a Marcha dos Sem, que se realiza há sete anos no Rio Grande do Sul, aconteceu junto à Ponte Internacional de Uruguaiana, que separa o Brasil da Argentina. Cerca de 8 mil pessoas participaram do evento, num dia de muito frio e chuva. Participaram sindicatos da CUT, da PIT-CNT (central uruguaia) e CTA (central argentina), MTD (Movimento dos Trabalhadores Desempregados), entre outras entidades. Ao chegar em Uruguaiana, ao final da marcha, alguns manifestantes se afastaram em direção à fronteira e foram barrados pelo Exército Argentino e pela Polícia Rodoviária Federal Brasileira. O eixo central da Marcha era o rechaço à ALCA (Área de Livre Comércio das Américas), mas também se protestava contra a retirada de direitos e o desemprego, reivindicava a autodeterminação dos povos, o apoio aos trabalhadores latino-americanos e contra a entrega da Base de Lançamentos de Alcântara ao governo dos Estados Unidos.
Efeito dominó - a crise Argentina se expande Zona Leste de Porto Alegre contra a ALCA | | URUGUAI | Aug 02 | | Situação no Uruguai se agrava No dia 8 de agosto houve uma greve geral convocada pela central sindical (PIT-CNT). A PIT-CNT também realizou um ato no mesmo dia, ao lado da sede do governo uruguaio (Edificio Libertad). O IPA (Instituto de Professores Artigas) está em greve e permanece ocupado com cerca de 240 estudantes. Uma semana depois do Ministro do Interior declarar que sites na internet, e entre eles Indymedia Uruguai, seriam os responsáveis pela organização dos saques, o jornal El Observador publica uma matéria de meia-página, no qual classifica que "desde Indymedia Uruguai se incentiva a saquear comércios". Nesta quinta-feira, cerca de 16 supermercados foram saqueados em bairros periféricos de Montevideo. Na quarta-feira, dia 31, houve o primeiro saque em um supermercado no centro da capital. A polícia reprimiu com violência e prendeu cerca de 30 pessoas. Nessa sexta-feira a polícia uruguaia mobilizou cerca de 5.000 homens para evitar novos saques, contando com apoio de 2 helicópteros. A maior parte do efetivo policial se concentrará nos bairros da periferia, onde ocorreram a maioria dos saques, enquanto o restante se concentrará em grandes avenidas onde se encontram os caixas eletrônicos - único meio de acesso ao dinheiro após o quarto dia de feriado bancário. A recessão no Uruguai já dura cerca de 4 anos, em 2002 o PIB do país deve sofrer queda de 7%. O desemprego chegou a 15,6% segundo números oficiais. Nos bairros periféricos as pessoas passam fome. Diante da grave crise, o governo admite implementar o curralito, retenção dos depósitos para evitar a fuga de capital dos bancos, como fez a Argentina. Ouça um relato do saque de um supermercado na quarta-feira. [ Uruguai no fundo do abismo | O acordo com o FMI da administração Batlle | Brasil - brevemente no "curralito" | CMI Uruguai ]
| | REPRESSÃO | Jul 31 | | Polícia civil interrompe ato de denúncia do GRADI Um ato de denúncia do GRADI organizado pela comissão de direitos humanos da Assembléia Legislativa de São Paulo e por organizações de direitos humanos foi interrompido nessa terça-feira, dia 20, por dezenas de policiais civis armados que chegaram ao ato em carros oficiais. O ato, previsto para ocorrer no auditório Franco Montoro da Assembléia Legislativa, não pode ter início porque dezenas de policiais lotaram o auditório impedindo a chegada dos membros e representantes das organizações de direitos humanos. Houve muita tensão e os ativistas de direitos humanos foram insultados e ameaçados à medida que chegavam. Os policiais se apropriaram do auditório e transformaram o ato numa "homenagem" à polícia paulista. Os ativistas de direitos humanos foram obrigados a ir a outro auditório para a realização do ato. Nesse ato, divulgou-se um documento denunciando as práticas do GRADI tanto no trato ilegal ao crime organizado como no monitoramento dos movimentos sociais. Leia documento das entidades de direitos humanos Relato sobre o ato dos policiais e direitistas Se você participa de movimento social e já foi molestado pelo GRADI, publique seu depoimento. Cronologia da atuação do GRADI junto a ativistas anti-capitalistas A imprensa corporativa, o Ministério Público, a OAB e orgãos de defesa dos direitos humanos denunciam o GRADI (Grupo de Repressão e Análise dos Delitos de Intolerância) por atuação ilegal e por se desviar de suas funções originais. Entre as denúncias estão o recrutamento de presos condenados como informantes (pela legislação apenas oficiais poderiam exercer essa função), a realização de emboscadas para prender e executar suspeitos, além da prática de tortura. A ação mais notória que coordenaram terminou com a morte de 12 suspeitos, numa ação que interceptou um ônibus que saía de Sorocaba. Denúncia encaminhada pelo vice-prefeito de São Paulo, Hélio Bicudo, mostrou fortes indícios de que as mortes foram resultados de execuções. As operações realizadas pelo GRADI resultaram em 22 pessoas mortas e apenas 7 presos. Ativistas da grande São Paulo também acusam o GRADI de monitoramento e tentativa de cooptar informantes junto aos movimentos sociais. O GRADI foi acusado por ativistas do movimento anti-globalização de abordagens violentas e ilegais, monitoramento dos sites, listas de discussão e reuniões e de fotografar militantes sociais para compôr um "álbum dos crimes de intolerância". Em maio de 2000, agentes do GRADI tentaram cooptar ativistas do movimento anarquista como informantes. Em 26 de Setembro de 2000, os mesmos agentes estiveram monitorando manifestação contra o FMI e o Banco Mundial. Em 20 de Abril de 2001, agentes do GRADI fotografaram ativistas que haviam sido presos durante um protesto contra a ALCA. Em novembro do mesmo ano, dois agentes do GRADI estiveram num show para arrecadar fundos para o movimento sem-teto e fotografaram individualmente pessoas do público. Quando interpelados pelos organizadores, sacaram uma pistola e dispararam duas vezes. O GRADI foi criado em 13 de março de 2000 pelo então Secretário de Segurança Pública de São Paulo, Marco Vinício Petreluzzi, como um órgão de inteligência dedicado exclusivamente ao recolhimento de informações sobre "crimes de intolerância" - crimes de discriminação e preconceito. Um de seus 4 coordenadores é o tenente-coronel Silvio Roberto Villar Dias, que em 1991 participou do "Massacre do Carandiru" quando ainda era capitão do Batalhão de Choque da Polícia Militar. O CMI denuncia o GRADI há 8 meses: Um novo DOPS? | Policial dispara em show beneficente aos Sem-Teto | Casa de ativista é invadida pela polícia no Primeiro de Maio Outros artigos e denúncias: Esquinas de SP | Grupo Tortura Nunca Mais - SP Primeiros artigos denunciando o GRADI na imprensa corporativa: 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | 11 [ OAB - Ordem dos Advogados do Brasil | Secretaria de Segurança Pública de São Paulo | GRADI - Grupo de Repressão e Análise dos Delitos de Intolerância ]
| | SEM-TETO | Jul 27 | | Ocupação em Osasco corre risco de despejo violento 21/08 - 13:00: O prazo para a desocupação venceu há exatamente uma hora. Todos os moradores estão sendo cadastrados e as três entradas do acampamento estão bloqueadas com barricadas. Patrulhas policiais rondam o acampamento constantemente e um helicóptero sobrevoa o local sem parar. Um suposto jornalista sem identificação foi expulso por suspeita de que fosse um policial infiltrado. A determinação de todos os ocupantes é resistir ao desalojamento. 19/08: Uma nova ameaça de despejo preocupa as pessoas da ocupação de Osasco. A justiça estipulou o prazo de até 12h de quarta-feira (21/08) para que as pessoas desocupem o terreno. Os sem-teto pretendem resistir. Situação atual na ocupação de Osasco: o prazo de 48 horas de negociação firmado com a prefeitura de Osasco e o governo do estado foi quebrado por determinação da juíza Anelise Soares, da 3ª Vara Cível de Osasco. Ela determinou entrada da Polícia Militar para desocupar a área, permitindo inclusive que a ação policial acontecesse de madrugada, a partir das 3h de quarta-feira (21/08). Em negociação com a PM, o movimento conseguiu extender o prazo do despejo para até 12h. Porém, o capitão da PM está irredutível na decisão de tirar os sem-teto do terreno, mesmo que para isso seja preciso usar de violência. A situação é muito grave, pois o acampamento conta com 4 000 famílias, estimando-se o número de 8 000 crianças e adolescentes. Qualquer ação violenta da PM será um massacre dessa população. Pegue aqui um modelo de carta de protesto contra o iminente massacre, a ser enviada para autoridades. A ocupação tem entre os grupos organizadores a Resistência Popular, o MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto) e MLP (Movimento de Luta Popular). Veja aqui o histórico da ocupação. Veja relatos da ocupação: 1 (com indicações de como chegar ao local) e 2. Fotos | 1 | 2 | 3 |. Áudios aqui.
Resistência Popular Video Anita Garibaldi Site Anita Garibaldi | | ARGENTINA | Jul 26 | | Um mês dos assassinatos: 10 mil homenageiam Dario e Maximiliano Mais de 10 mil pessoas se reuniram em Avellaneda, onde há um mês atrás os piqueteiros Dario Santillán e Maximiliano Kosteki foram assassinados pela PFA, a Polícia Federal Argentina. As vítimas foram mortas enquanto participavam do bloqueio da ponte Pueyrredon, palco de brutal repressão policial. Dario e Maxi, como eram conhecidos, faziam parte do MTD de Solano (Movimento de Trabalhadores Desempregados) na época. Partidos de esquerda, amigos e familiares, assembléias de bairro, movimentos de desempregados e grupos artísticos realizaram diversas atividades durante toda a jornada. Exposições de video, murais, danças folclóricas, fotos e malabares foram os elementos usados na homenagem aos dois piqueteiros. Fotos: 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 Audio: 1 | 2 Cobertura completa: CMI Argentina
Assembléia Minera de Río Turbio Barrios de Pie | | SEM FRONTEIRAS | Jul 25 | | Repressão e proibição: prisões, feridos e liberdades democráticas ameaçadas em E 27.07.2002 - O Pink Bloc, após ter realizado diversas apresentações artísticas na Place Klebert, no centro de Estrasburgo, e de ter sido assediado pelo crescente número de reforços policiais e pelo spray de pimenta utilizado, foi coagido a retornar ao acampamento dentro de um ônibus escoltado pela polícia. A marcha contra o SIS, depois de ter sido bloqueada pela polícia francesa, dirigiu-se para Kehl, na Alemanha. Então, manifestaram a sua solidariedade com os prisioneiros na cadeia da cidade alemã. Sem entrar em conflito com a polícia alemã, a marcha foi para a Pont d'Europe, a qual marca a fronteira França-Alemanha, onde um bloqueio de rua foi iniciado. No momento, muitos estão re-entrando no acampamento. Um outro grupo concordou em subir no trem que o levaria de Kehl a Estrasburgo. Ouvir a Radio SemFronteiras Durante manifestação em Estrasburgo (França), mais de 30 manifestantes foram presos pelas autoridades policiais locais, enquanto faziam apresentações artísticas, grafites e marchas contra as fronteiras nacionais, o controle de migração e a vigilância policial. Um acampamento anti-fronteiras, que estava sendo planejado pelos organizadores - a Rede SemFronteiras Internacional - desde 2001, foi montado também na mesma cidade, Estrasburgo, a sede do SIS (Sistema de Informação Schengen), como resposta ao crescente controle e vigilância dos Estados-membros da "Nação Schengen" sobre populações migrantes dentro do continente europeu.
O acampamento começou no dia 19 e terminará no dia 28. A Prefeitura de Estrasburgo, no dia 24 de Julho, após a repressão com gás lacrimogêneo e balas de borracha, decidiu vetar qualquer manifestação ou marcha da Rede SemFronteiras e do Acampamento Anti-Fronteiras. O saldo da repressão policial, até agora, segundo testemunhas no local, é de 22 feridos, sendo 2 deles gravemente.
Comunicados de Imprensa dos dias 24, 25 e 26 Fotos: 1 | 2 | 3 | 4 | 5 Cobertura completa: CMI Itália, CMI Alemanha, CMI Áustria, CMI Tessalônica, CMI Atenas, CMI Melbourne, CMI Reino Unido Rede SemFronteiras | UE planeja extender o SIS | Sistema de Informação Schengen | Quem fez o SIS? | Video da repressão - 24 de Julho | Atualização - 26 de Julho | Mais notícias
| | PARAGUAI | Jul 16 | | Protestos em série e divergências políticas levam à suspensão das liberdades civ Manifestações populares contra o presidente Luis Gonzáles Macchi, desde segunda feira em Ciudad del Este, Encarnación e na capital Assunção, foram violentamente reprimidas. Os distúrbios - atribuídos a seguidores do ex-general Lino Oviedo, que vive no Brasil - levaram o presidente Gonzáles Macchi a decretar estado de exceção no país, suspensa após dois dias. Desde o início de junho, a população protesta contra o leilão da estatal telefônica. Na Ciudad del Este, perto da fronteira do Brasil, a repressão policial deixou dois mortos, 12 feridos e mais de 200 pessoas foram presas. Na capital Assunção a polícia disparou balas de borracha e bombas de gás lacrimogêneo contra bloqueios nas entradas da cidade. Ainda assim, as pessoas continuaram nas ruas. A medida tinha como objetivo abafar os opositores do governo, principalmente os oviedistas, que em maio de 2000 tentaram tomar o poder mediante um golpe militar. Na época também foi decretado estado de exceção no país e atualmente o ex-general Lino Oviedo, que foi condenado a 10 anos de prisão pela tentativa de deposição do presidente Juan Carlos Wasmosy em 1996, encontra-se no Brasil. O governo afirma haver uma conspiração oviedista levando as pessoas a protestarem, mas a divergência de opiniões começa no próprio governo colorado.
Se houvesse um CMI Paraguay... Artigo em espanhol Resumo da situação política no Paraguai | | CIÊNCIA E UNIVERSIDADE | Jul 09 | | Reunião anual da SBPC Aconteceu entre 07 a 12 de julho, na cidade de Goiânia, a 54a reunião anual da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). O evento foi sediado na Universidade Federal de Goiás e apresentou uma vasta programação de simpósios, seminários, debates, mini-cursos, feira do livro e outras atividades. Cerca de 15.000 pessoas participaram. A abertura do encontro foi marcada por protestos (foto) e uma verdadeira operação de camuflagem precedeu o evento na UFG | Reitora fala sobre reformas e a SBPC. No ar durante a SBPC, a Magnífica Mundi, um projeto experimental da Comissão de Integração com a Sociedade da Faculdade de Comunicação Social e Biblioteconomia da UFG. [ Bate-Papo sobre o CMI na quarta-feira dia 10/07 Veja como foi | SBPC veta projeto para comunidade não acadêmica | Relato sobre a visita de Lula à SBPC | Alunos são prejudicados com as mudanças no RU durante o encontro ]
Veja a programação geral do evento Programação cultural Comitê contra a ALCA na SBPC | | USP | Jul 08 | | A greve continua Na quinta-feira, dia 4 de julho, mais de 900 alunos da Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas da USP decidiram em assembléia manter a greve por melhores condições de ensino. A greve da FFLCH-USP já dura mais de 70 dias. A reitoria, que durante quase dois meses, mostrou-se intransigente e fechada a negociações, finalmente ofereceu uma contraproposta razoável à demanda dos alunos pela contratação de 259 novos professores. A oferta da reitoria de contratação de 91 professores em 3 anos aconteceu depois que um grupo de professores notáveis, entre eles, Marilena Chauí e Antônio Cândido, participou de um ato em solidariedade à FFLCH. Com essa proposta, a reitoria pretendia pôr fim à greve dos estudantes. A assembléia de quinta-feira, no entanto, rechaçou a proposta e pretende continuar em greve até a reitoria oferecer um número maior de professores e melhores condições de ensino. Um dia antes, assembléia dos professores da FFLCH tinha reiterado seu apoio ao movimento dos estudantes. 4a feira (10/07), 15:00: Manifestação em frente ao Palácio dos Bandeirantes Alunos da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) da Universidade de São Paulo estão em greve desde o dia 30 de abril por melhores condições de ensino. O movimento de greve foi deflagrado pelos alunos de Letras que têm uma das piores condições em toda a universidade com salas superlotadas e falta de professores para ministrar disciplinas importantes. Nos últimos dez anos, a faculdade perdeu 19% de seus professores e outros 32% estão em condições de solicitar aposentadoria. A FFLCH agrega 19% dos alunos da USP, mas tem apenas 7,2% dos professores e a pior relação aluno por metro quadrado. Os alunos queixam-se que há um descaso para os cursos que formam professores enquanto a universidade se volta para a produção para o mercado. Últimas Notícias: 15/07: Impasse sobre a participação de 7 representantes estudantis na Comissão Tripartite | Mudança de Planos: Assembléia extraordinária hoje, às 19h30 | Debate jurídico ganha novo espaço: o Bate-Papo Jurídico
Filosofia em Greve: Site dos estudantes de Filosofia da USP Mobilização: site da FFLCH em greve | | MOVIMENTO GLBT | Jul 05 | | Parada Gay em Fortaleza Domingo, 30 de Junho, aconteceu a III Parada Gay de Fortaleza, uma passeata em prol da liberdade de orientação sexual. Este ano o número de participantes foi cinco vezes maior, segundo os organizadores do evento. A Parada Gay aconteceu na avenida Beira-Mar, orla marítima de Fortaleza . A passeata começou as 17hs e foi até 21hs, com a participação de muitas associações, dentre elas o Grupo de Resistência Asa Branca e a Associação de Travestis do Ceará. A manifestação teve a presença de gays, lésbicas, travestis, transexuais, como também heterossexuais que são a favor da liberdade de orientação sexual. Em São Paulo: Artigo sobre a Parada de São Paulo. | Fotos da parada de São Paulo (02/06) Em Goiânia: Artigo sobre a Parada de Goiânia. | Fotos da Parada em Goiânia. No mundo: Milhões celebram orgulho gay no mundo todo.
| | HIP HOP | Jul 02 | | Começa em SP semana de cultura Hip Hop De 1 a 5 de julho, acontece no centro de São Paulo a segunda semana de cultura Hip Hop. O evento acontece em diferentes espaços no centro da cidade com atividades apresentando e discutindo os quatro elementos da cultura Hip Hop: o grafite, o DJ, o MC e o break. Serão 32 oficinas e 30 apresentações artísticas. Na terça (02/07) e na quinta-feira (04/07), acontecerá uma oficina do CMI na Escola de Sociologia e Política a partir das 15 horas.
Informações e programação | | TRANSPORTE | Jun 28 | | Ciclistas protestam contra a cultura do automóvel Toda última semana do mês, ciclistas no mundo inteiro se reúnem para bicicletadas em protesto contra o sistema de transporte atual que privilegia o automóvel. As bicicletadas, também conhecidas como "massa crítica" (em alusão à concentração de ciclistas na China que formam uma verdadeira "massa crítica"), buscam também promover alternativas mais democráticas e menos poluentes de transporte. Os protestos começaram em São Francisco, em 1992 e hoje acontecem em dezenas de cidades. A primeira bicicletada em São Paulo aconteceu no último sábado, dia 29 de junho. Um grupo de 13 pessoas - 12 bicicletas e um patinete - percorreram um trajeto da Avenida Paulista ao Parque do Ibirapuera e deram início à Massa Crítica no Brasil. Leia relato | Outro relato.
Chamado para a bicicletada Lista de discussão: ciclistas radicais Artigo clássico de André Gorz: A ideologia social do carro a motor | | AUTOGESTÃO | Jun 28 | | Espaço libertário em Floripa é desalojado Um espaço abandonado na Universidade Federal de Santa Catarina foi ocupado há três meses por grupos e indivíduos libertários que fundaram um ateneu voltado para a realização de atividades culturais e políticas. No dia 17 de junho, no entanto, a reitoria da universidade resolveu reivindicar o local, impedindo o acesso dos ocupantes. O local havia sido totalmente reformado e diversas atividades já estavam sendo desenvolvidas, entre elas, a constituição de uma biblioteca e a organização de cursos e grupos de estudo. Como reação à medida autoritária da reitoria, o escritor Luther Blisset juntou-se aos ocupantes e desafiou a burocracia universitária para decidir a questão numa partida de futebol. Os burocratas perderam por W.O. A reitoria não reconhece a validade da partida. Veja fotos. Mande uma mensagem para o Reitor da UFSC parabenizando-o pelo excelente espírito esportivo!
Espaço libertário em Floripa é desalojado Blisset desafia burocracia universitária Resultado do jogo | | ARGENTINA | Jun 26 | | Chefe de polícia renuncia e 110 policiais são afastados depois de repressão a pi Piqueteiros argentinos (desempregados e trabalhadores dos setores mais pobres da sociedade) realizaram na quarta-feira 26 de junho diversos protestos exigindo a resolução das necessidades populares mais urgentes. Dentre elas, destacam-se a criação de postos de trabalho genuínos, o aumento dos subsídios para os chefes de família (desempregados) e o aumento de salário para os trabalhadores. Os piqueteiros também acusavam o governo e o FMI pela grave situação econômica em que o país se encontra. Desde a manhã de quarta-feira vários acessos da cidade de Buenos Aires foram bloqueados e houve uma violenta repressão policial. O governo alertou que não toleraria o bloqueio de vias importantes de acesso que pudessem deixar a cidade "ilhada". O confronto mais grave entre a polícia e os manifestantes aconteceu na ponte Pueyrredón, que liga Buenos Aires à província de Avellaneda. Durante a repressão policial, dois jovens foram assassinados a tiros. A polícia diz que os tiros não partiram dela, mas diversas testemunhas alegam que sim. Um vídeo divulgado pelos canais de TV mostrou o piqueteiro Dario Santillán sendo arrastado por políciais e minutos depois sendo encontrado morto. No total, foram detidas 181 pessoas e mais de cem foram feridas (três em estado grave). Em função do incidente, o chefe da polícia de Buenos Aires Ricardo de Gastaldi renunciou e mais de 110 policiais foram afastados. Resumo dos acontecimentos Fotos: 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 Audio: 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | 13 Últimas notícias das manifestações em Buenos Aires 1 | 2 | 3 | 4 Leia aqui o relato do dia 27/06. Sumário das últimas notícias publicadas no CMI Argentina - dia 28/06 (Es)
CMI Argentina Cobertura das manifestações em Buenos Aires Relato sobre a repressão por voluntário do CMI Argentina | | PERU | Jun 17 | | Estado de emergência em Arequipa: liberdades civis suspensas Desde sexta-feira, inúmeras manifestações aconteceram na cidade de Arequipa, a segunda maior cidade do Peru, em protesto à privatização das companhias de energia elétrica Egasa e Egesur. Medidas do governo de Alejandro Toledo para "reestabelecer a ordem" suspenderam direitos civis fundamentais como a liberdade de trânsito, de reunião e a inviolabilidade de domicílio por trinta dias. Além disso, o controle dos cidadãos foi entregue às Forças Armadas do Peru. Enquanto a mídia corporativa peruana e internacional indica uma quantidade irrisória de 15 presos e 7 feridos, depoimentos de manifestantes locais e testemunhas mostram que mais de 100 pessoas foram feridas durante os confrontos com as forças de repressão do estado peruano chefiado por Toledo. O presidente peruano tem um índice de desaprovação de 71% depois de um ano de mandato sucedendo Alberto Fujimori. Os danos dos distúrbios somam U$15 milhões de dólares. O prefeito de Arequipa, Juan Manuel Guillén, mantém uma greve de fome em protesto à medida da Administração Toledo em vender as empresas de energia à Tractebel, uma companhia belga, por U$167.4 milhões - tudo isso, apesar da promessa de campanha, feita por Toledo, de que não iria vendê-las. Vídeos do discurso de Alejandro Toledo: 1 | 2 | 3
Perú Posible - site oficial do partido de Alejandro Toledo Tractebel Comunicado de Imprensa - Tractebel | | SOFTWARE LIVRE | Jun 11 | | Mozilla 1.0 é finalmente lançado Na último dia 5 de junho foi lançada a versão 1.0.0 do navegador Mozilla. O Mozilla é um navegador de código aberto, ou seja, seu código de programação pode ser lido e modificado por qualquer pessoa e ele pode ser livremente copiado e distribuído. O Mozilla foi construído durante quatro anos por um coletivo internacional de programadores a partir do código do Netscape Navigator. Além do Mozilla, o usuário que queira utilizar programas de software livre, pode optar pelo sistema operacional GNU/Linux e por programas como o Open Office que rivaliza com o Microsoft Office. Em São Paulo, haverá nesta sexta-feira, uma festa de enterro do Internet Explorer e de lançamento do Mozilla, com direito a recital de trechos do código-fonte do programa. Baixe o novo Mozilla: versão para GNU/Linux | versão para Windows | versão para MacOS 8-9 | versão para MacOS X | versão para FreeBSD
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