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Movimentos sociais denunciam danos socioambientais da empresa Ypióca em ato público
Por SOCIOAMBIENTAL 27/08/2007 às 17:14

Na última quinta-feira, dia 23, os movimentos sociais do Ceará organizaram um ato em defesa do meio ambiente, dos Povos Indígenas e da liberdade de expressão na Praça do Ferreira, em Fortaleza. A atividade foi uma articulação de indivíduos e entidades a fim de tornar pública a tentativa da empresa Ypióca Agroindustrial de calar os movimentos sociais na medida em que interpelou judicialmente o professor do Departamento de Geografia da UFC Jeovah Meireles e o jornalista Daniel Fonsêca por terem denunciado o desrespeito aos direitos humanos do povo indígena Jenipapo-Kanindé e os danos ambientais causados pela empresa à Lagoa da Encantada, em Aquiraz/CE.

Esta denúncia baseia-se em documentos coletados no Ministério Público Federal, no Ibama e na Funai, além de outras instituições, e comprovam de forma técnica e objetiva a responsabilidade da empresa pela poluição e pelas ameaças à comunidade local. Além de tentar calar profissionais comprometidos com a causa social, a empresa vem usando o artifício de negar a existência da etnia Jenipapo-Kanindé e afirmar que "não existem índios em todo o litoral cearense", na tentativa de mascarar os prejuízos socioambientais causados por ela.

Mais uma vez no estado do Ceará uma empresa adentra no hall de grupos empresariais que, para ampliar seus lucros, não medem esforços e negam a existência de áreas de preservação permanente, de comunidades tradicionais de pescadores/as e etnias indígenas nas áreas em que pretendem instalar seus complexos industriais e turísticos. Os movimentos sociais cearenses também estão na luta contra outros elefantes brancos que podem vir a ser instalados no estado, como os projetos turísticos Nova Atlântida, do grupo de mesmo nome, e praia do Pirata, do grupo Pirata.

Vídeos: Entrevista ao jornalista Daniel Fonsêca | Fala de um índio no ato
Fotos: 01 | 02
Textos: Panfleto do Ato | Movimentos organizam manifestação na Praça do Ferreira

Mais informações:

Nota: (pt) Portal do Mar | Adufc | (es) Indymedia Argentina | CMI Chiapas | (en) Regenwald.org | MAP | CMI NYC | Indymedia DE | Ypioca perde uma para os Pitaguary (CE) | Criminalização dos Movimentos Ambientalistas | A Ypioca está detonando a Lagoa Encantada... | Ypióca perde certificação de Selo Orgânico e reprime jornalista alemão | Receita do Dia? Decepar a cana... | A história de luta de um brasileiro digno | Mapa do racismo ambiental no Brasil | 52º CONAD divulga moção de repúdio à Grupo Ypióca | Movimentos organizam manifestação na Praça do Ferreira

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Comentários


K?
Platone 28/08/2007 08:21

A letra "k" não faz parte do alfabeto da língua portuguesa. Sendo os índios nascidos no Brasil, a grafia não seria Canindé em vez de Kanindé?
;-)


resposta para o platone
pesquizzzador 28/08/2007 15:15

Platone, já ouvi sobre isso, sobre o "K" ser mais uniforme no seu som que o "C", já que com "e" e "i", "CE" não fica igual a "KE".
A transformação dos sons das palavras em letras foi feito em boa parte com as tribos indígenas, então devem ter atentado para os sons e as letras. Veja aqui que há muitos tribos com nome começando com "K":  http://www.socioambiental.org/pib/english/whwhhow/wichpe.shtm
E aqui há um comentário sobre a grafia dos nomes das tribos, mas não justifica tanto..
 http://socioambiental.org/pib/portugues/quonqua/quemsao/nomes.shtm


:-)
Platone 28/08/2007 16:19

Obrigado.


A Lagoa da Encantada eu conheço!
José Alves da Costa, Iguape/Ce 31/08/2007 15:55

Nasci e me criei no Iguape, bem próximo à Lagoa da Encantada. Tem gente maldosa falando da empresa que planta cana-de-açúcar do outro lado da lagoa, dizendo que quer a terra dos índios, que está secando e também poluindo a lagoa.

O que conheço disso tudo é que na lagoa existe a Associação das Comunidades de Trairussu, que lá vivem pacificamente e sem problemas com a vizinhança.

Quanto a Lagoa da Encantada, sempre que vou lá para pescar ela está sempre cheia e com sua água igual a da lagoa vizinha, a do Tapuio.

A bem da verdade seria bom que as pessoas que falam mal fossem lá ver onde está a verdade, como também quem duvida do que estou falando.


Já fui aluno desse tal Jeovah!
Aristóteles 31/08/2007 16:11

Já fui aluno do professor Jeovah Meireles. Sei que ele está por tras do que anadam falando da Ypioca. Sei que ele é uma pessoa com problema de caráter.
Acho que sua intenção é promover-se em cima da calúnia e da mentira. Digo e provo.
Na minha turma tive um colega de Pindoretama, cidade onde fica a Ypioca, cujo fundo da propriedade extrema com a Lagoa da Encantada. Ele me dizia que admirava a empresa por esta preocupar-se com o meio ambiente e com seus funcionários. Dizia que cultivava cana orgânica, ou seja, sem agrotóxicos. Utilizava somente adubação orgânica e aproveitava o vinhoto misturado com água para irrigar o canavial, que nunca sentiu nenhum mal cheiro do vinhoto e que era tudo muito ecológico. Até me falou que nesse mesmo local a ypioca tinham uma indústria de papelão que recicla mensalmente mais de 2.000 toneladas de papel e papelão usado e que é descartado pelas lojas e supermercados vindo de Fortaleza e da regiões vizinhas, dando assim grande contribuição para a preservação do meio ambiente. Minha sugestão é para as pessoas que tomarem conhecimento dessas "estórias" de poluição e problema com índios, que o Jeovah anda falando, que antes de acreditarem em qualquer conversa, que vão conhecer a Lagoa da Encantada, via Aquiraz até Pindoretama, e ir até na própria empresa Pecém e verifiquem onde é que está a verdade, pois a verdade não muda quando estamos vendo. Fácil é falar, não é professor?


Prostituiçao
Danilo prototiko 22/09/2007 07:29
daniloo_o@hotmail.com

Estive em Fortaleza nas ferias de julho,
observei que o problema da poluiçao e meio ambiente
esta se tornando uma questao muito grave!
Mais fiquei muito triste ao ver que nos ponto de onibus,havia sempre um grupo de crianças,que estavam
se prostituindo.(isso sim e uma questao a se pensar)
Odeio Fortaleza por isso,e saber que todo mundo
sabe e encontrei poucas propagandas contra isso.
Fiquei puto da vida!
E os fregueses sao os estrangeiros!(ingleses,portugueses,argentinos,etc..)
O como isso e lamentavel!
 contato@midiaindependente.org


comentário sobre os comentários
saulo 12/04/2008 11:50
albuquerque_saulo@yahoo.com.br

bem,
Sobre os primeiros comentários, percebemos nitidamente que são bastante tendenciosos.Os problemas ambientais gerados pela monocultura da cana-de-açúcar são conhecidos por todos, principalmente o da poluição das águas! Eu levanto a seguinte pergunta: porque com a Ypioca seria diferente? Seria ela tão boazinha? Sinceramente acredito que exista algo de podre nessa questão!
Sobre o último comentário, gostaria de dizer que prostituição infantil existe sim em Fortaleza e é uma prática que nós abominamos e lutamos contra!O colega deveria se inteirar sobre a situação do nosso país!Deveria saber que fortaleza não é exceção!Acontece em São Paulo na crackolândia; no Rio, nos domínios do tráfico, orla marítima etc; em Brasília, sobretudo na periferia marginalizada, na Bahia de todos os santos e em todos os estados da nossa grandiosa nação! Chega de falso moralismo!


Documento reunidos
Outro lado 13/07/2008 20:02
http://outroladodaypioca.org/

Todos os documentos sobre o caso Ypióca foram reunidos neste site:  http://outroladodaypioca.org/

Agora temos um agregador multimídia de tudo que saiu sobre o caso.


Jeovah Meireles - Nota de Esclarecimento
Jeovah Meireles 06/08/2008 11:07
www.notadeesclarecimento.com

?A VERDADE PREVALECEU?

NOTA DE ESCLARECIMENTO:
Antonio Jeovah de Andrade Meireles, geólogo, professor universitário, venho, por meio desta, a bem da verdade, apresentar esclarecimentos referentes aos fatos articulados no processo n. 2007.01.12155-6, que corre perante a 8ª vara Criminal de Fortaleza, envolvendo minha pessoa bem assim a empresa Ypióca Agroindustrial Ltda., o que faço da forma seguinte: Em 2005, ao participar do ?Primeiro Seminário contra o Racismo Ambiental?, ocorrido no Rio de Janeiro, fui convidado a desenvolver exposição sobre os conflitos socioambientais no litoral cearense em razão de minha experiência de mais de 15 anos como pesquisador dos ecossistemas e da geodinâmica do litoral e as relações desenvolvidas pelas comunidades tradicionais. Na ocasião, foi trazido à baila a situação dos índios Jenipapo-Kanindé no município de Aquiraz/CE, que há anos reclamavam uma postura mais atuante do poder público contra uma alegada degradação da Lagoa da Encantada. Foram então apresentadas informações e relatos dos próprios índios que demonstravam a necessidade de maior atenção do Poder Público com a lagoa em apreço. Esclareço, a bem da verdade, que, naquele momento, não fiz, qualquer afirmação, atribuindo à empresa Ypióca Agroindustrial Ltda. a prática de crime ambiental de qualquer natureza. A partir do referido seminário, teve início uma série de notícias jornalísticas indicando, inadequadamente, como de minha autoria denúncias de que a Ypióca estaria lançando vinhoto e outras substâncias poluentes na Lagoa da Encantada, uma vez que as informações veiculadas diziam respeito a dados obtidos de outras fontes. É preciso esclarecer que nunca tive, naquele episódio ou em qualquer outro, a intenção de macular a imagem da empresa ou de prejudicar suas atividades comerciais com a propagação de informações, cujos fatos ainda não foram devidamente esclarecidos. Reconheço que as mencionadas matérias jornalísticas tomaram uma dimensão excessiva, podendo ter causado prejuízos à empresa. Esclareço, entretanto, que jamais me posicionei como responsável em face daquelas, até mesmo porque não compactuo com práticas difamatórias ou caluniosas, sempre tendo pautado minha atividade docente e de pesquisa na ética. Espero que, diante destes necessários esclarecimentos, a empresa acate-os, pondo fim às demandas criminal e cível existentes, querendo, de igual, dar a devida publicidade à presente. Pelo exposto, pugnando pela verdade, trago os devidos esclarecimentos, à comunidade em geral no intuito de evitar distorções e maiores prejuízos, comprometendo-me a evitar qualquer outro pronunciamento formal, via internet ou qualquer outro meio de comunicação, em dissonância com o posicionamento aqui assumido, referente aos fatos alusivos a ação criminal em tela.?